Gestão de riscos de fornecedores: como mitigar as principais ameaças ao seu negócio?

Todos os negócios possuem alguns riscos que são inerentes aos tipos de operações e decisões que tomam. Mas para evitar que essas ameaças comprometam a credibilidade, confiança e atividades da sua organização, é importante colocar em prática uma gestão de riscos de fornecedores que seja estratégica e eficaz.

A gestão de riscos de fornecedores é desenhada para eliminar, reduzir ou controlar os impactos de ameaças relacionadas à cadeia de suprimentos da sua empresa. Entre os tipos de risco envolvendo fornecedores estão os financeiros, legais, de compliance, reputacionais e de segurança da informação.

Essas estratégias ajudam a prever e a mitigar situações que possam colocar em risco a credibilidade e saúde financeira da sua companhia, evitando prejuízos.

Entenda melhor como fazer uma gestão de riscos de fornecedores e confira como a tecnologia pode te ajudar neste processo.

Por que é importante fazer a gestão de riscos de fornecedores ?

Uma gestão de riscos de fornecedores eficiente garante a prevenção e mitigação de possíveis falhas que possam ocorrer, auxiliando para que as atividades e os lucros da empresa não sejam afetados.

Dessa forma, a gestão de riscos de fornecedores adota um conjunto de práticas para assegurar que os parceiros estejam em conformidade com as principais normas legais e que trabalhem para evitar falhas no ambiente que possam atingir as operações em nível macro. 

Além disso, a mitigação de riscos de fornecedores pode ser feita também ao se criar uma declaração de apetite por riscos. Isso nada mais é do que um documento contendo os limites toleráveis de riscos para a organização, baseado nas atuais circunstâncias e metas do negócio.

Em resumo, a gestão de riscos de fornecedores é responsável por colocar em prática ações e políticas para a prevenção, controle e redução de possíveis falhas que fazem parte das operações da organização, além de diminuir o impacto caso ocorram.

Como o risco do fornecedor é calculado?

A maneira como o risco do fornecedor é calculado depende da metodologia utilizada para a gestão de riscos de fornecedores.

Entre as principais metodologias de gestão de riscos que podem ser adotadas por uma organização estão:

  1. PMBOK (Project Management Body of Knowledge) – por meio dessa metodologia, é feita uma análise quantitativa e qualitativa dos riscos que fazem parte dos processos de uma organização. Além disso, são priorizadas a prevenção e combate de ameaças com maior probabilidade de impactar os resultados da companhia;
  2. FMEA (Failure Mode and Effective Analysis) – por meio da Análise dos Modos de Falha e Efeitos, é possível identificar e analisar as prováveis ameaças envolvendo os fornecedores de uma empresa através de um levantamento detalhado. Entre os processos avaliados estão três fundamentais: a ocorrência, a severidade e a detecção de uma falha. Cada um é avaliado com um índice de 0 a 10, que são multiplicados para definir o Risk Priority Number (RPN). Quanto maior o RPN maior é a criticidade da ameaça;
  3. APR (Análise Preliminar de Risco) – nesta metodologia é realizado um estudo de forma detalhada antes da implementação de um projeto. Aqui são feitas análises qualitativas das ameaças, que são documentadas em uma planilha robusta para acesso dos principais responsáveis em caso de falhas.

Além da escolha da metodologia ideal para a sua organização, é crucial monitorar os principais KPIs de supply chain (cadeia de suprimentos) determinados para calcular os riscos envolvidos. Entre eles podemos dar alguns exemplos.

KPIs objetivas sobre os fornecedores:

  • saúde financeira;
  • lead time do produto;
  • disponibilidade de produtos;
  • padrões de qualidade;
  • performance de tempo para entrega;
  • termos de pagamento.

KPIs subjetivas sobre os fornecedores:

  • impacto de mudanças tecnológicas e políticas no parceiro;
  • risco reputacional;
  • risco regulatório-legal
  • risco trabalhista
  • qualidade do serviço;
  • relacionamento com o responsável imediato dentro da empresa fornecedora;
  • facilidade de contactar o responsável pela conta.

Utilizando as avaliações determinadas estrategicamente pela empresa, é possível mitigar de maneira eficiente os riscos envolvendo os fornecedores e combater as principais ameaças ao seu negócio. 

Leia também: Compliance na gestão de riscos: guia completo para sua empresa 

Quais são os processos de mitigação de riscos mais usados?

Um processo de mitigação de riscos bem-sucedido é aquele que utiliza os dados acumulados pela empresa para diminuir a probabilidade de uma falha ocorrer, e, caso aconteça, reduza a severidade das suas consequências.

Para isso, mais de uma estratégia ou metodologia pode ser implementada para diminuir ou eliminar os problemas. No entanto, muitas têm em comum os três passos abaixo. 

  1. Identificar e avaliar os riscos: por meio dos dados reunidos da organização é possível avaliar os principais riscos aos quais ela está sujeita. Muitas falhas podem se repetir inclusive, especialmente na relação com fornecedores. Essa análise auxilia a descrever o que já aconteceu e reconhecer quais problemas podem voltar a ocorrer. 
  2. Calcular o impacto: aqui são descritos a probabilidade e significância dos riscos e seu grau de probabilidade de ocorrer. Para gerenciá-los, é preciso estabelecer e monitorar os KPIs de supply chain periodicamente, para ter uma clara visão dos impactos de uma possível falha nos processos.
  3. Desenvolver estratégias e monitoramento: por fim, é preciso monitorar as prováveis ameaças e implementar estratégias para lidar com elas na prática. É fundamental acompanhar eventos, notícias e mudanças em tempo real, com alertas automáticos que indiquem as tendências de risco para as organizações.

Apesar de parecerem rotinas óbvias, muitas organizações têm problemas para colocar isso em prática devido ao fato de não usarem as tecnologias mais adequadas.

Uma pesquisa da Gartner mostrou que 89% das companhias experienciou um risco com fornecedor nos últimos cinco anos, mas que a maioria não tinha conhecimento ou planos para mitigar essas falhas. Além disso, o levantamento demonstrou que organizações que usam tecnologias para controlar os riscos são quase duas vezes mais efetivas do que aquelas que não fazem isso.

Como evidenciado pela Gartner, o uso da tecnologia é fundamental na mitigação de ameaças na relação com parceiros comerciais e nas estratégias para colocar em prática uma gestão de riscos de fornecedores eficiente. 

Para identificar, avaliar e monitorar os riscos envolvendo a cadeia de suprimentos, você pode  utilizar um software como a Linkana.

A Linkana garante que o processo de qualificação, certificação e homologação de fornecedores seja eficiente, rápido e nada burocrático. Por meio do uso de bots com tecnologia de machine learning e inteligência artificial, o software da Linkana coleta, organiza e analisa uma série de documentos e informações públicas e privadas para identificar riscos fiscais, operacionais, trabalhistas, ambientais, regulatórios, entre outros.

Além disso, o software faz o monitoramento dos parceiros da sua empresa, garantindo que as documentações estejam sempre em dia. 

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.