Gestão de riscos e Compliance: o que são e por que implementar na sua empresa?

A integração entre gestão de riscos e compliance ganha cada vez mais importância quando uma empresa é investigada por lavagem de dinheiro ou corrupção. De fato, essa união de fatores tem como premissa prevenir qualquer ameaça estrutural de uma companhia. 

Duas metodologias importantíssimas, cada uma à sua maneira, e aliadas às boas práticas de governança corporativa, buscam maior solidez, segurança e preparo contra situações de riscos que uma empresa pode estar sofrendo.  

Quer saber como funciona cada metodologia? Ao longo deste artigo, você vai conhecer os benefícios da integração entre gestão de riscos, compliance e governança, e terá dicas para realizar esse alinhamento com máxima eficiência e lucratividade.

O que é Compliance?

Compliance vem da expressão em inglês “to comply”, que significa estar em conformidade com as normas do mercado e legislação vigente. 

Seu papel envolve definir políticas e procedimentos que adequam a cultura da empresa para que ela esteja de acordo com os regulamentos, códigos e exigências do mercado. 

De modo geral, as boas práticas de compliance englobam promover uma atuação transparente e ética. Dessa forma, todos os colaboradores, independentemente do nível hierárquico, se comprometem a seguir tais exigências pelo progresso da companhia.

O compliance pode ser avaliado por diferentes perspectivas. Existe o compliance em compras, fiscal, compliance trabalhista, ambiental, entre outros. A ideia é garantir a conformidade em todos os segmentos, seja na operação interna da empresa ou entre os parceiros comerciais da sua rede de fornecedores.

O que é gestão de riscos?

Gestão de riscos pode ser entendida como uma metodologia de processos e atividades que visa identificar, mensurar e prevenir ocorrência de riscos, ao mesmo tempo em que avalia ameaças menos prejudiciais.

Seu objetivo é proteger o faturamento, a imagem e os ativos financeiros, garantindo maior valorização para investidores e identificando oportunidades que levem as companhias ao crescimento. 

Como mapear riscos de compliance?

O mapeamento de riscos conta com uma metodologia que aponta os possíveis tipos de riscos e suas características. A partir dessa análise, é possível ter informações mais assertivas para colocar em prática um programa de compliance.

Uma das formas de identificar os riscos é por meio da matriz de risco, ferramenta visual que possibilita verificar rapidamente os riscos mais prováveis.

A matriz utiliza dois critérios para avaliar os riscos: a probabilidade e o impacto. Eles são caracterizados pelos níveis de baixa, alta ou muito alta intensidade, sinalizadas, respectivamente, pelas cores verde, amarelo e vermelho.

Por outro lado, a empresa pode redefinir o nível de prioridade dos riscos, classificando-os de acordo com sua preferência.

Por exemplo, em determinado momento um risco de nível moderado deve ser prioritário em vez de um de alta intensidade. A preferência vai depender da necessidade do estabelecimento.

No vídeo abaixo, entenda um pouco mais o que significa matriz de risco:

Principais diferenças entre gestão de riscos e compliance 

Enquanto a gestão de riscos funciona como um modelo mais estratégico, já que depende da análise de dados, o compliance é mais incisivo.

A gestão precisa avaliar os riscos que uma empresa está sujeita, como a contratação de fornecedores mais qualificados, por exemplo. Em suma, a ideia é mitigar falhas.

Já o compliance trabalha com possíveis multas e penalidades, buscando contornar os danos à reputação relacionados aos problemas de gerenciamento.

Entendemos que a gestão de riscos é menos reativa, capaz de avaliar o impacto que os possíveis erros podem ocasionar à empresa e estabelecer ações preventivas de melhorias. 

Por outro lado, o compliance é mais prescritivo, uma vez que as organizações devem seguir as regras estipuladas.

Saiba mais: Para que serve e como implementar um programa de compliance?

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Gestão de riscos e compliance juntos: vale a pena? 

O compliance e gestão de risco trabalham juntos para que a empresa crie estratégias de prevenção e políticas internas para tornar sua operação mais valorizada, eficiente e rentável.

Inserir análises de compliance na gestão de risco de fornecedores ajuda a identificar parcerias comerciais que, mesmo com baixo custo, não oferecem benefício a longo prazo, principalmente por conta de pendências como inconformidades fiscais, trabalhistas ou ambientais, entre outras.

Mais do que participar do processo de qualificação de fornecedores e auxiliar a encontrar parcerias com o melhor custo benefício, a integração da gestão de riscos e compliance faz a diferença para atrair a atenção de investidores.

Ao unir essas duas práticas, obtém-se um nível de excelência em governança corporativa.

Saiba mais: Qual a diferença entre governança corporativa e compliance?

Benefícios da integração entre gestão de riscos, compliance e governança corporativa 

Não há dúvidas de que o mercado atual exige uma perfeição de valores, seja na produção, no desenvolvimento, quanto na entrega de produtos e serviços. E isso é um reflexo de consumidores mais exigentes e informados que, quando não satisfeitos, buscam por outros concorrentes.

Por isso, as empresas que desejam manter sua lucratividade e reputação precisam demonstrar mais confiança e transparência.

Unir o compliance à governança corporativa fortalece a comunicação entre os departamentos, o que impacta positivamente na produtividade.

Logo, quando as áreas se amparam, elas fomentam uma cultura organizacional mais ética e limpa, consequentemente, se torna possível reduzir riscos e custos, e deixa a empresa mais fluida para explorar novas oportunidades de negócios.

Exemplos de riscos de compliance 

Lavagem de dinheiro e corrupção são exemplos clássicos de riscos de compliance.

Isso ficou evidente durante a divulgação do esquema de propinas instalado na Petrobras entre os anos de 2004 e 2014. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela ONG Transparência Internacional aponta que a estatal é o segundo maior caso de corrupção do mundo.

Outro fator preocupante é em relação à violação da privacidade dos dados de clientes.

A tecnologia permite que os consumidores se engajem mais com as empresas por meio de chats, Whatsapp, aplicativos, e-mails, etc. Neste caso, cabe às organizações priorizar a segurança de informações dos seus clientes.

Se a instituição fornece os dados a fim de obter algo em troca, certamente está atuando fora dos padrões de compliance, correto?

Como a tecnologia pode ajudar a gestão de riscos?

As empresas nunca tiveram grandes oportunidades de obter dados como hoje, e isso se deve à tecnologia. As companhias que utilizam ferramentas tecnológicas estão um passo à frente dos seus concorrentes.

Para a gestão de riscos, existem softwares capazes de identificar restrições e realizar cálculos que otimizam recursos, como o aproveitamento de veículos e a redução de distância percorrida, preservando a entrega de produtos no tempo estipulado, por exemplo.

No mesmo segmento, existem funções no sistema que servem para evitar roubos, como sensores equipados aos veículos que ajudam a localizar as cargas desviadas.  

Por fim, existem ferramentas inteligentes para realizar a qualificação de fornecedores com maior eficiência e agilidade. Este é o caso do software da Linkana.

O nosso sistema tem como principal função combater os riscos de parceiros inadequados e a burocracia presente no mercado.

Encontrar os melhores fornecedores e separá-los daqueles que apresentam incongruências fica muito mais assertivo, sendo essa uma das metas da Linkana.

Afinal de contas, somos o primeiro e maior software de gestão de fornecedores em rede, que otimiza o sourcing, onboarding e análise de spend com uma base de dados unificada de perfis de fornecedores certificados para cadastro, risco, qualidade e diversidade.

Somos o #SRMDoFuturo, feito para o #CompradorDoFuturo.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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