Compliance na gestão de riscos: guia completo para sua empresa

A forma como as empresas se encaixam em nossa sociedade tem evoluído constantemente. Manter uma boa imagem pública é tão importante para os negócios quanto adquirir investidores, fatores que andam cada vez mais juntos e obrigam a integração do Compliance na gestão de riscos.

Duas metodologias importantíssimas, cada uma à sua maneira, elas agora são muitas vezes complementares a uma estratégia que busca maior solidez, segurança e preparo para a gestão empresarial.

Veja a seguir a definição de cada uma dessas metodologias, entenda os benefícios de integrar o Compliance na gestão de riscos e confira dicas para realizar esse alinhamento com máxima eficiência e lucratividade.

Definição dos conceitos de Compliance e Gestão de Riscos

Definir os conceitos básicos é sempre o primeiro passo para discutir qualquer metodologia. No caso a seguir, iremos abordar duas delas, que se complementam e são muito relevantes para a gestão empresarial. Confira:

O que é Compliance?

Já falamos sobre o que é compliance em alguns artigos anteriormente, mas vale sempre lembrar que esse termo, que vem da expressão em inglês “to comply”, significa estar em conformidade com as normas do mercado e legislação vigente.

Seu papel envolve definir políticas e procedimentos que adequam a cultura da empresa para que ela esteja de acordo com os regulamentos, códigos e exigências do mercado

De modo geral, as boas práticas de Compliance envolvem promover uma atuação transparente e ética ao longo de toda estrutura organizacional da empresa. Dessa forma, todos os colaboradores, independente do nível hierárquico, se comprometem a seguir tais exigências pelo progresso do empreendimento.

O Compliance pode ser avaliado por diferentes perspectivas. Existe o compliance em compras, fiscal, compliance trabalhista, ambiental e muitos outros. A ideia é garantir a conformidade em todos os segmentos, seja na operação interna da empresa ou entre os parceiros comerciais da sua rede de fornecedores.

O que é gestão de riscos?

No mundo dos negócios, costuma-se dizer que quanto maior o risco, maior a recompensa e maior será o prejuízo, caso as coisas não corram como esperado. 

Por exemplo, no ramo da logística temos a demanda pelo transporte de máquinas pesadas, uma tarefa difícil, que demanda muito planejamento e tem muito risco de prejuízos, ainda assim, o pagamento é um grande atrativo para quem se especializa nesse segmento.

Dessa forma, a gestão de riscos pode ser entendida como uma metodologia de processos e atividades que visam identificar, mensurar e prevenir a ocorrência de riscos, ao mesmo tempo em que avalia riscos aceitáveis para agregar valor à empresa e controlar os danos em um evento negativo.

Seu objetivo é proteger o faturamento, a imagem e os ativos financeiros, garantindo maior valor para investidores e identificando oportunidades que levem a empresa ao crescimento. 

Uma das formas mais aceitáveis para conduzir a gestão de riscos é através da matriz de risco, que identifica probabilidade e impacto de cada ameaça, ou seja, quais as chances do risco se tornar realidade e o quanto ele afetaria o faturamento, permitindo desenvolver estratégias de prevenção mais inteligentes e assertivas

Compliance na gestão de riscos vale a pena?

Entendendo ambos os conceitos, vemos que compliance e gestão de risco trabalham juntos para que a empresa crie estratégias de prevenção e políticas internas para tornar sua operação mais valorizada, eficiente e rentável.

Por exemplo, inserir análises de compliance na gestão de risco de fornecedores auxilia a identificar parcerias comerciais que mesmo com baixo custo, não oferecem benefício a longo prazo, principalmente por conta de pendências como inconformidades fiscais, trabalhistas ou ambientais, entre outras.

Mais que participar do processo de qualificação de fornecedores e auxiliar a encontrar parcerias com o melhor custo benefício, a integração do Compliance na gestão de riscos faz a diferença para atrair a atenção de investidores.

Ao integrar essas duas práticas, obtém-se um nível de excelência em governança corporativa. De acordo com o IGC-NM, indicador formado por empresas com alto nível de governança no Novo Mercado da BM&FBovespa, a rentabilidade acumulada entre 2006 e 2017 chegou a 120,1%, muito superior aos 45,7% do indicador IBovespa, que não considera a governança.

Vale lembrar que a diferença entre governança corporativa e compliance está no fato que a governança considera as normas vigentes e a expectativa de acionistas e investidores, garantindo que todos os níveis hierárquicos de uma empresa estejam alinhados no seu direcionamento, utilizando o compliance, além da gestão de risco, como uma importante ferramenta.

Entre os exemplos mais importantes do Compliance na gestão de riscos, de forma integrada, é a atuação da Petrobras para recuperar uma imagem positiva e o valor da empresa no mercado depois de casos de corrupção que abalaram suas estruturas e foram grandes responsáveis por alterações na legislação, como a criação da Lei Anticorrupção.

Saiba mais sobre as ações anticorrupção adotadas pela companhia no vídeo abaixo:

7 dicas para integrar o Compliance na gestão de riscos

Como podemos ver, a integração do Compliance na gestão de riscos vem como uma ação essencial da gestão empresarial, visando identificar falhas e promover um sistema de prevenção às falhas de conformidade ambiental, operacional e/ou financeira.

Para promover essa integração, temos as seguintes dicas:

  1. Promova a disseminação da cultura de Compliance entre seus colaboradores;
  2. Demonstre os benefícios obtidos com boas práticas de compliance na gestão de riscos;
  3. Promova um mapeamento e monitoramento dos riscos, definindo uma ordem de prioridade para reduzi-los;
  4. Acompanhe os indicadores de performance internos e externos;
  5. Realize auditorias internas e externas para garantir a transparência da sua operação;
  6. Monte canais de comunicação independentes para que a própria companhia se monitore;
  7. Crie diretrizes e políticas de Compliance claras e promova atualizações sempre que necessário.

Ao adotar essas medidas, você coloca sua empresa à frente dos riscos, aumenta a identificação com as boas práticas de Compliance e concentra a gestão de riscos em uma ordem de prioridade estratégica e inteligente, superando as expectativas e incertezas do mercado para agregar valor à sua marca.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.