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Liderança feminina em procurement: como enfrentar os desafios?

Written byLeo Cavalcanti

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November 8, 2023

November 8, 2023

November 8, 2023

No 21° episódio do podcast Procurement Hero, Leo Cavalcanti, CEO e cofundador da Linkana, conversou com Danielle Sampaio, que passou pela BAT, antiga Souza Cruz, e foi Head de Procurement no iFood. O tema foi liderança feminina em procurement e o que as mulheres precisam fazer para ocupar cargos nesse mercado e se destacarem.

Danielle tem mais de 15 anos de experiência e atua há mais de 10 anos na área de suprimentos. Sua grande escola foi a BAT, antiga Souza Cruz, uma indústria madura e consolidada, na qual aprendeu muito e entendeu que suprimentos também é uma área estratégica.

Recentemente, teve uma experiência como Head de Procurement no iFood, empresa de tecnologia da nova economia, um ambiente visto como mais moderno. Ela afirma que ter navegado nesses dois universos tão diferentes e complementares fez com que ela se tornasse a pessoa que é hoje. 

Dani ainda fala da desigualdade de gênero no meio corporativo e aconselha as mulheres que estão iniciando ou trilhando uma jornada em procurement, ressaltando a importância de ter uma rede de apoio. 

Atualmente, ela entendeu que está no momento de compartilhar suas experiências com quem está chegando no mercado e comentar a liderança feminina em procurement. E, neste episódio, dividiu com a gente seus sonhos e ambições para o futuro. 

Conheça Danielle Sampaio, mais uma compradora do futuro. 

https://open.spotify.com/episode/1NQi85oT9ENPTw1ajBlQZl?si=f4No36_8RCyDpp-w64J4vw

Quem é Danielle Sampaio e como foi o início na área de procurement?

Leo Cavalcanti

Daniele Sampaio, minha querida, muito obrigado por ter aceitado o humilde convite de participar do podcast da Linkana.

Danielle Sampaio

Obrigada você, pela oportunidade de bater um papo com vocês. 

Leo

Vamos lá então, Dani, para a pauta desse nosso papo. Primeiro, queria começar pelo começo. Você é uma pessoa, vou dizer "vivida" no nosso mercado de procurement — que já colecionou bons anos de trajetória. 

Você já foi de setores bem tradicionais, da indústria até empresas de vanguarda da tecnologia. Então, se puder se apresentar e compartilhar com quem está ouvindo sua jornada, para dar um pouquinho de contexto para a nossa conversa, seria bem bacana. 

Danielle

Eu sou a Dani Sampaio, tenho mais de 15 anos de experiência e mais de 10 anos na área de suprimentos, procurement ou como a gente quiser chamar, já que ela tem muitos nomes. 

Minha grande escola foi a BAT, que antigamente era a Souza Cruz e, agora é a British American Tobacco, e foi lá que eu aprendi tudo, desde o basicão do mundo de suprimentos, até os desafios e como essa pode ser uma área estratégica dentro da agenda de uma companhia. 

Recentemente, tive uma experiência como Head de Procurement no iFood, que é uma empresa da nova economia e de tecnologia, cujo foco nunca foi, e acho que jamais será, redução de custos ou geração de saving, como muitas vezes a gente escuta dentro da empresa tradicional.

As escolas que formaram Danielle Sampaio

No iFood, procurement era uma área para prover a melhor experiência possível, e a experiência tanto do requisitante, do comprador e do fornecedor era o foco. Ou seja, a experiência da cadeia como um todo. 

Já na BAT, na Souza Cruz, o foco era, claro, gerar saving — o básico, o "feijão com arroz"  de procurement, prazo de pagamento e tudo mais —, mas também era uma empresa que estava no início da sua jornada de transformação.

Assim, foram duas escolas que eu tive na minha formação: a de uma empresa mais tradicional e centenária, e outra que tem menos tempo de vida que eu tenho de experiência profissional, essas se complementando para formar a profissional que sou hoje.

Quais são as principais diferenças de procurement entre as empresas?

Leo

Poxa, acho isso bem legal porque introduz bem o nosso tema. E quando você fala em BAT, talvez seja uma das maiores escolas de procurement no Brasil. Todo o ambiente agrega (a Ambev ali). 

Toda hora conheço pessoas que saíram da BAT, agora estão na Mondelez, estão no varejo, ou em outras indústrias. Outros muitos amigos também, que eu fui conhecendo,  conhecendo a BAT, e estão aí, meio que dominando o mercado em outros espaços. 

E você falou uma coisa que acho que chama atenção de muita gente: uma área de procurement que não tem como prioridade maior o saving, talvez seja uma mosca branca, não é? Uma coisa bem diferente, bem atípica do que estamos acostumados no nosso mercado.

Eu queria que você se aprofundasse nesse ponto. Dani, quais foram, talvez, as principais diferenças que você observou entre trabalhar na área de compras bem mais madura, tradicional, consolidada com a BAT, e esse ambiente mais moderno, mais nova economia do iFood.

Onde é que Dani se encaixou melhor? Onde é que você viu condições que eram mais sua cara, que achava que fazia mais sentido e por quê?

Danielle

Olha, eu sempre fui aquela pessoa que não gosta de entrar em caixas, de ser estereotipada ou de caber em um espaço só. E ter navegado entre esses dois universos tão diferentes e tão complementares, acho que é o que faz a Dani ser feliz hoje. Por quê? 

É óbvio que ninguém quer ter um sistema burocrático, ninguém quer ter um processo engessado, mas todo mundo quer ter algum processo. 

É exatamente nesse ponto que vamos navegando do mundo tradicional para a nova economia: o mundo tradicional com processos demais, hierarquia em excesso, ou muito engessado; e a nova economia com tudo de menos.

É certo que temos que ter uma preocupação superlatente quando trabalhamos em procurement — de que a toda a parte de ética, de transparência, de compliance mesmo, todos os nossos processos precisam ser auditáveis —, mas eles precisam ser dessa forma ao ponto que estão garantindo que tenhamos processos em compliance e que não estamos prejudicando o outro lado (requisitante e demandante) no foco da experiência. 

Então, não existe um universo perfeito. Na verdade, precisamos é tomar mão e usar o que temos de melhor nos cenários: de processos bem estabelecidos, de digitalizar aqueles já usados. Porque também, às vezes, pensamos: "Vamos trabalhar em uma empresa de tecnologia, digitaliza tudo." 

Não tem como digitalizar processos que ainda não estão maduros o suficiente para esse formato. Se não, estamos transferindo o problema de um universo para outro (do analógico para o digital) e o problema continua ali dentro.

Por isso, o que precisamos é navegar entre esses dois universos, trazendo o melhor que tem, que é a fusão entre esses cenários. 



Qual o meio termo em procurement?

Leo

Lembro que participei de uma palestra sua, na qual você falou — vou usar suas palavras aqui — dois universos. Por um lado, você me apresentou um conceito, como eu falei, bem radical e extremo, no sentido de focar na experiência, pois não tem nada no mercado que nos atenda. 

Você estava falando de um case que desenvolveram tudo em casa para que, realmente, a experiência do requisitante, do usuário de compras, que se estabelecesse na relação com fornecedores ou parceiros, seja ela quem fosse, se tornasse a melhor possível.

Do outro lado, você vem de uma escola — que vou chamar de extremo oposto — que recorre muito àquela ideia que a solução global é a melhor porque tudo estará integrado, estaremos padronizando processos, somos uma multinacional, então não podemos sair fazendo uma coisa local, para todo mundo, porque depois vira uma zona que ninguém controla.

Após, você falou: "Vamos buscar o meio termo, talvez o que é bom de tudo isso". Mas como é que faz isso? Qual é esse equilíbrio? Como você consegue explorar essas duas experiências? E na sua experiência, para onde esse mercado vai caminhar, para funcionar bem, daqui para frente?

Danielle

Acho que as empresas multinacionais, principalmente pós-pandemia, aprenderam que não existe uma solução única que beneficiará todo e qualquer mercado. Então, sim, as características regionais, as características locais de cada um dos setores, precisam ser consideradas no mundo de procurement. 

A pandemia ensinou que era importante termos contingências locais, sim. Pagará um pouco mais caro, mas terá seu security of supply, sim. Então, acho que isso é: as empresas multinacionais acabaram aprendendo, meio que a fórceps com a pandemia da Covid-19 nos últimos 3 anos coexistindo conosco. 

Por outro lado, acho que, como eu disse, a solução é integrada. Por isso, precisamos ter esse ambiente colaborativo, aberto, que era muito a visão da última experiência que eu tive dentro do iFood, de ser um grande ecossistema se alimentando e se retroalimentando.

A inovação deve estar alinhada à cultura

É claro que nem toda empresa terá como solução o desenvolvimento in house, ou seja, dentro de casa, de uma de uma plataforma de procurement, como foi a decisão do iFood, até mesmo antes de eu chegar. 

Não acho que essa seja a resposta, porque tem que ser muito aderente à cultura da empresa. Não adianta ter soluções disruptivas ou tentar inovar 360 — que, na verdade, é 180, uma cambalhota — se não temos um ambiente propício para isso. 

A inovação precisa ser parte da cultura da empresa, ser fomentada e apoiada. E por quê? Porque vamos errar. Então, precisamos ter esse espaço para errar, para aprender com o erro, para trazer a solução a partir daí. 

Então, o famoso fail fast também é algo que eu acredito muito, de que, você pode errar, mas aprende e corrige rápido. Isso era algo que o iFood tinha, que propiciava no ambiente de trabalho. 

E claro que, quando estamos falando de uma empresa tradicional, multinacional, o transatlântico é uma verdade. É certo que precisamos "errar menor", digamos assim, quando estamos em uma grande companhia.

Contudo, achar esse equilíbrio acho que é o grande segredo, a cereja do bolo: buscar o equilíbrio e conviver com ambidestria dentro desses dois cenários.

Qual reflexo a pandemia deixou em procurement?

Leo

Bem legal! E acho que isso até puxa o gancho de uma curiosidade. Você falou muito sobre essa questão de otimizar a experiência do usuário, do requisitante. 

Eu estava até escutando um webinar, que falava quanto essa tendência está chegando em procurement, que é mais ou menos essa ideia: foram criados sistemas muito focados na experiência do comprador, mas compras não é uma experiência só dele.

Você tem um requisitante ali na ponta, tem um fornecedor e, muitas vezes, essas são as partes negligenciadas que fazem o processo de não rodar, porque sem eles, ou sem eles aderindo, não há Carnaval.

Se você fosse, baseada na sua experiência de anos, fazer uma avaliação do atual estado das soluções disponíveis no mercado em termos de qualidade, de maturidade — que eu acho também uma crítica muito recorrente, que procurement tem um mercado ainda muito ultrapassado, que as soluções ainda estão deixando muito a desejar — você concorda com essa afirmação? 

Você sentiu que houve algum tipo de movimento em reação à pandemia, ou ainda estamos muito distantes do cenário dela? 

Danielle

Acho que, pós-pandemia, vemos grandes empresas, já super consolidadas no mercado de procurement, se mexendo, porque elas observaram que precisamos criar a partir de dados, utilizar as informações que já temos para conectar essas companhias para trazer o melhor perfil de fornecedor, para trazer a melhor solução, porque já temos muita coisa para analisar.

Eu costumo dizer que todas as empresas estavam mais coletando dados do que gerando insights, e a pandemia deu uma chacoalhada e mostrou que, assim: "cara, precisamos começar a fazer alguma coisa com isso aqui".

Então, tem muita empresa, sim, que está trazendo soluções e inovações tecnológicas a partir de dados que já se tinha para gerar insights e, realmente, fazer esse mundo girar. 

Por isso, acredito, sim, que a pandemia ajudou a dar uma chacoalhada sobre o que dá para fazer de diferente, o que ainda podemos avançar nessa frente. 

A identificação da melhor solução para procurement

E falando mesmo de solução tecnológica no mundo de procurement, não adianta ter a melhor solução se ela não for user-friendly. Ela precisa ser acessível, fácil de lidar. É o famoso: "qual é o melhor sistema operacional que a gente tem, Android ou iOS?". 

O que você quer? Quer programar você mesmo, ou quer navegar com mais facilidade, um sistema mais interativo? 

Portanto, isso também precisa estar vinculado à cultura da empresa. Se a companhia é mais aquela by the book, que terá um guia, teremos que passar por 10 steps dentro desse guia prático de procurement — porque, assim, tem política de 30 páginas. 

Por isso, se partimos do princípio que, para comprar uma caneta, o comprador terá que ler 30 páginas, é porque tem que estar muito aderente à cultura daquela empresa e aos colaboradores que ali estão. 

Enquanto que, na nova economia, se você tiver uma política de mais de três páginas, talvez eu não leia ou não saiba o que você quer conversar comigo.

Dessa forma, é saber em qual ambiente estamos transitando para ter a melhor plataforma de procurement, é super interessante termos essa preocupação. 

Novamente, não há uma solução única que atenderá tudo, mas tem as soluções que são mais adaptáveis, mais flexíveis, e é o caminho que acredito que o futuro de procurement segue, de ferramentas menos standard, menos duras. 

Qual a principal dica para uma liderança feminina em procurement?

Leo

Concordo 100%, até porque acho que muitos desses monólitos, dessas soluções muito grandes, elas vêm realmente sofrendo muito com uma falta de aderência por parte dos usuários. É difícil, é uma implementação muito complexa, que dói muito. Tem um impacto muito grande nos processos, nas operações.

E como você mesmo falou, se não for amigável para o usuário, se não tiver uma experiência otimizada, se coloca muito do valor de que esses projetos têm a perder. Porque ele não está controlado dentro da solução, não tem visibilidade.

Por isso, concordo 100% e ainda vejo que realmente é uma jornada. Talvez procurement tenha feito "mea culpa", mas ainda está procurando trilhar esse caminho.

Porém, eu queria falar agora de ambiente profissional. Esse é um tema que, mudando um pouco de assunto e até fazendo um outro mea culpa aqui, as pessoas que, normalmente, eu converso neste podcast, são geralmente homens.

Eu vejo muitas lideranças masculinas, vou em clientes, vou falar com o Head ou Procurement Manager e, via de regra, estou vendo que a maioria do público masculino. 

Todavia, sei que tem muitas mulheres que estão na área, ou estão iniciando, e que devem ter mulheres também ouvindo esse podcast. 

Então, Dani, você que já tem uma trajetória com talvez muitos erros e acertos na área de compras, suprimentos ou procurement, como a gente quiser chamar, o que você diria para essas mulheres que estão começando agora? Tem algum erro, algum aprendizado? Alguma dica legal para quem está ouvindo que você poderia compartilhar?

Dica de leitura: "Liderança em procurement: como conquistar o importante cargo da área de Compras?"

Danielle

Eu tenho várias! Inclusive, podem todas me procurar que eu serei a rede de apoio que nos falta.

Na verdade, acho que o grande problema que temos no mundo corporativo, para a mulherada é, justamente, a tal da rede de apoio. Quando falo que uma cresce, sobe, puxa outra, isso é algo real que precisamos viver na prática, no dia a dia. 

Compartilhando minha experiência pessoal, creio que uma das coisas que nós, mulheres, temos mais dificuldade de fazer é criar nosso relacionamento estratégico, ter nossos aliados, ter nossos sponsors, que são eles quem nos ajudarão dentro do networking para entender quem é a Daniele, quem é a profissional, e por que ela. 

Acredito que essa seja a grande dica que posso dar para todas as profissionais — e podem ser homens e mulheres — criem seus aliados estratégicos e suas redes de networking, porque são elas quem nos ajudarão (porque eu também estou nesse corporativo) a nos desenvolver e a conquistar o espaço e as posições que queremos ocupar. 

O que esperar do futuro da liderança feminina em procurement?

E trazendo um dado que fico chocada quando escuto: faltam "só" 300 anos para que mulheres e homens ocupem 50%, digamos assim, igualitariamente as posições no mercado de trabalho. 

Quando escutamos que a empresa está fomentando a diversidade e inclusão, ainda falta muito! 300 anos não é a minha geração, não é a sua ou do seu filho, não é a do meu filho. São muitas gerações ainda para, no passo que estamos hoje, atingir, realmente, um mercado igualitário, com equidade. 

Por isso, o que digo agora para os homens que estão nos ouvindo e ocupando posições de liderança dentro das empresas é mais walk the talk. Vamos, realmente, implementar ações disruptivas para vermos a mudança que precisamos ver.

A mulherada é 50% da população. Então, é o que precisamos dentro do mundo corporativo: mais posições de liderança feminina nas funções de operações, que são as mais restritivas, digamos assim, como supply chain e procurement.

E, mulheres, não desistam! É difícil, mas a gente chega! Acreditem em vocês e vamos embora, vamos juntas!

Aproveite e leia também: "Liderança feminina na cadeia de fornecimento: guia para aumentar a diversidade de mulheres"

Quais os planos para ajudar a liderança feminina em procurement?

Leo

Muito massa! Acho que você falou um ponto bem interessante, sobre essa importância, que no meio corporativo existe, da construção de uma boa rede de relacionamento. 

Creio que isso acaba impulsionando muita coisa. Muitas portas são abertas, por vezes, só porque você conhece alguém que pode se encaixar bem. Mas acho que tem muita gente que acaba negligenciando isso e, quando precisa, está na situação: "estou buscando  e não consigo", é porque você não alavancou isso quando estava em uma posição legal.

Acredito que essa postura fala muito sobre como você também pode abrir portas para outras pessoas. Porque se espera que, um dia, outras portas que você precisa que sejam abertas, terá uma rede forte capaz de fazer isso.

Isso é muito legal porque cria até, talvez, uma tendência mais sustentável. Desenvolve carreiras, profissionais que terão perenidade no mercado, pois não ficarão: "estou aqui, mas, daqui a pouco, não estarei mais e não tenho como voltar, porque não consigo me inserir novamente". 

Considero essa ideia muito bacana, e esse desafio que você citou nas corporações, sobre diversidade, reflete também nas cadeias de fornecimento

Isso é algo que vemos entre fornecedores, acho que de forma até mais complexa, das lideranças das empresas, seus fundadores, não só no mercado de tecnologia, mas no de compra de uma maneira mais ampla, também é um desafio. Estivemos aqui com a Mônica da Smarkets falando um pouco sobre isso. 

Quais são os planos de Danielle para o futuro em procurement?

Por isso, Dani, eu queria até saber. Falando em networking, de vez em quando nos esbarramos em eventos. Estou vendo que você está, agora, na carreira de professora, fazendo coisas diferentes.

Conta, para finalizarmos, quais são as ambições da Dani para o futuro? O que você está planejando? O que é que tem de bom vindo por aí? 

Danielle

Olha, a Dani entende que, agora, é o momento de realmente compartilhar um pouquinho, dividir a experiência com quem está chegando no mercado. Dar essa fomentada, digamos assim, para a liderança feminina em procurement ver que existe vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Que dá para ser mulher sendo mãe e executiva, que dá para conquistar isso tudo.

Então, o meu papel, que tenho tentado exercer cada vez mais, é, realmente, ser esse modelo para a mulherada que está precisando de inspiração para conquistar o que precisa e falar sobre liderança, tentar plantar minhas sementinhas.

Costumo dizer que plantamos a semente, regamos todo dia para depois, irmos lá colher o fruto. E isso é o que eu tenho feito depois que saí do iFood, mas eu sou inquieta, aquela coisa de: não dá para fazer pouco, tem que sempre fazer mais.  

O maior sonho

Por esse motivo, meu grande sonho é que eu consiga, de fato, voltar para o mercado em uma posição super estratégica, mostrar todo o valor que procurement tem dentro de uma agenda estratégica, seja em uma empresa tradicional ou uma da nova economia. 

Também tentar navegar entre esses dois universos com as experiências anteriores, mostrando que, sim, tem muita coisa boa dentro desse mercado tradicional e tem muita coisa legal dentro dessas empresas de tecnologia. Tentar tirar o melhor proveito desses dois mundos, para fazer a jornada que cada uma das empresas tem para fazer.

Acho que procurement tem estágios diferentes, dependendo da frente e da empresa. Portanto, tem muita pista, muita coisa boa para fazermos. Desenvolvendo talento e levando procurement para essa posição que enxergo como sendo o full potential, esse é meu sonho grande, e continuarei galgando para atingi-lo.

Quem é a compradora do futuro?

Leo

Maravilha! Tenho certeza absoluta que vai acontecer. Quanto a isso, não tenho nenhuma dúvida!

E colocando aqui, nos bullet points, falamos sobre a importância do networking na rede corporativa e comentamos um pouco sobre compartilhar e como isso ajuda a abrir portas e como esse movimento de reciprocidade é importante, até para os momentos que vivemos de carreira e as pessoas que vamos conhecendo no meu caminho. 

Para fechar com chave de ouro, falaremos sobre tendências. Você falou da Dani do futuro. Agora, quero ouvir: e aí, Dani, quem, para você, é a compradora do futuro

Danielle

A compradora do futuro passa por ser uma líder no futuro. Vi um artigo muito legal que falava sobre alguns comportamentos que o líder do futuro tinha que ter, e eu concordo muito com o que li, que falava que precisava ter ambidestria.

Por isso, a compradora do futuro precisa ter essa característica, porque será cada vez mais incerteza, cada vez mais ter que navegar nesse mundo não tão linear. Então, é preciso desenvolver essa skill de conseguir caminhar em por esses mundos, por entre águas não tão paradas e um pouco mais turbulentas. 

Precisa fazer gestão humanizada, porque são pessoas e acredito que tudo passa por pessoas. Portanto, precisamos, sim, atingir e entregar resultados, mas não esquecendo que eles vêm por meio de pessoas. Dessa forma, precisamos cuidar dos nossos talentos e desenvolvê-los.

A importância dos dados para a compradora do futuro

Para isso, temos que tomar decisões, mas não dá para decidir só com base histórica, sem fazer uma análise de dados, é preciso se basear em dados. 

Procurement é uma área que sempre teve, por incrível que pareça, uma das que mais tem acesso a informações e que sempre trabalhou com essa previsibilidade porque tinha muito de matéria-prima, como será o comportamento, índices econômicos etc.

Então, é uma área que tem já isso no DNA, mas precisamos fazer ajustes de rota nas nossas análises, em uma frequência que funcione para o negócio.  Assim, precisamos tomar decisões baseada em dados, e isso é crucial também para o sucesso da compradora do futuro. 

O que, por fim, forma a compradora do futuro

Também acredito que temos que ter um ponto que é o coração bater forte. Eu sou uma pessoa de coração e uma coisa que acho que é importante é trabalharmos sempre alinhados com o nosso propósito. 

Encontrar, realmente, uma empresa que a cultura e seus valores pessoais estejam entrelaçados. Isso nos faz também dar o nosso melhor todo dia, o nosso máximo.

Dessa forma, a compradora do futuro passa por ter coração, por gostar de pessoas, por analisar dados, por navegar em águas não tão calmas e turbulentas também. 

Leo

Poxa, não poderíamos ter um fechamento melhor. Fica a dica, compradora do futuro: ambidestria, humanização, decisões baseadas em dados e propósito. Então, vamos falar não do tripé, mas dos quatro pés dessa profissional para Daniele Sampaio.

Dani, foi um prazer falar contigo, mais uma vez. Sempre aprendo muito conversando com você e, hoje, não foi diferente, como já esperado.

E para realmente fecharmos, se alguém quiser trocar uma ideia com a Dani, se tiver alguém querendo conhecer a profissional, a pessoa, qual a melhor forma de te encontrar, de falar contigo? 

Danielle

Eu estou no LinkedIn, que é a rede social que uso para falar sobre mim e o que acredito. Então é Danielle, com dois Ls para dificultar um pouquinho, Sampaio. É só mandar mensagem, conectar, marcamos um café virtual ou presencial, para quem estiver passando pelo Rio de Janeiro, que é minha cidade base agora, e vamos juntos. Estou à disposição!

Leo

Bom demais! E, para facilitar, a Linkana colocará os contatos da Dani nas notas do episódio. 

Dani, mais uma vez foi um prazer falar contigo. Nos esbarraremos muito ainda por aí, nos eventos, nas estradas de procurement da vida.

Pessoal até a próxima e até mais um episódio. Valeu!

Mais uma conversa massa. Obrigado por ter escutado. Se você gostou, não esqueça de seguir o nosso podcast.

Se quiser saber mais sobre a Linkana, acesse o nosso site e siga nossas páginas no LinkedIn, Instagram e YouTube. Eu sou Leo Cavalcanti, CEO da Linkana.

https://open.spotify.com/show/7tOCS6ez5ItCz8WrtqOrM9

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