Supply Chain: quais são os desafios para aperfeiçoar sua cadeia de suprimentos?

Supply Chain é um processo que, quando bem aplicado, pode se tornar um diferencial entre a sua empresa e seu concorrente. Isso porque ela busca aprimorar a eficiência em operações internas e entregar o melhor produto ao cliente. Quem cuida dessa área, provavelmente entende a necessidade de otimizar a cadeia de suprimentos.

O supply chain não foca somente na entrega do produto, e sim, em todo o fluxo de produção, referindo-se também ao relacionamento com fornecedores, transportadoras, atacadistas, colaboradores e outros stakeholders.

Se antes as empresas não se importavam tanto com os riscos de um mau processo na cadeia de suprimentos, esse cenário tem passado por constante reversão.

Segundo uma pesquisa feita pela empresa Orange Business Services com 320 empresas nos setores de manufatura, transporte e logística, 83% dos entrevistados disseram estar mais conscientes hoje sobre os problemas da cadeia de suprimentos.

No levantamento, os gestores disseram que a pandemia os fez perceber que precisavam de mais velocidade para lidar com as mudanças.

Diante disso, fica mais evidente constatar quanto vale investir em uma cadeia de suprimentos eficiente, não é?

Neste artigo vamos mostrar o que é feito em supply chain, suas vantagens, funcionamento e ferramentas tecnológicas ideais para seu gerenciamento.

Acompanhe com a gente e ótima leitura!

O que é Supply Chain? 

O termo em inglês Supply Chain pode ser traduzido para “Cadeia de Suprimentos” ou “Cadeia Logística”. Trata-se de um movimento que envolve todas as operações de uma companhia, passando pela compra de matéria-prima, produção até a chegada ao consumidor.

Ele  também corresponde à comunicação com os produtores e fornecedores, bem como aos cuidados com a estrutura física para o bom funcionamento das operações, que incluem a criação de materiais, atendimento ao consumidor, finanças e marketing.

Mas qual é o papel de Supply Chain?

O objetivo maior é atender as necessidades dos clientes, garantindo sua satisfação e buscando a fidelização. Por isso que se deve preservar toda logística para um objetivo maior.

Qual a importância da Supply Chain? 

O processo de supply chain envolve uma série de operações que engloba todos os participantes da cadeia produtiva.

Nesse sentido, são diversos os elementos que fazem parte de uma estratégia, como, por exemplo, o custo de produção e transporte, impostos, pontualidade e qualidade da entrega, quantidade de matéria-prima, entre outros.

Ao constatar a importância de percorrer cada etapa, a gestão da cadeia de suprimentos poderá desenvolver um planejamento consistente em vista de resultados satisfatórios.

Conforme o estudo da Logistics Bureau, as empresas que focam em supply chain têm redução de 15% nos seus custos totais.

E mais: as mesmas organizações conquistam um faturamento até três vezes maior, além de contarem com pelo menos 50% da reserva de estoque em relação às companhias sem supply chain.

Exemplo de supply chain 

Para ficar mais claro o que é supply chain, imagine que você seja um vendedor de bolos de laranja na sua cidade. Ou seja, você deve ficar  atento à época da colheita dos insumos, certo?

Embora o seu negócio seja a venda de bolos, saber gerenciar a captação do material é fundamental para uma boa estratégia.

A cadeia de suprimentos funciona como uma parte da empresa, mas necessita do alinhamento de todos os setores que contribuem de alguma forma para a entrega do produto. Logo, o poder da supply chain faz com que um setor impacte diretamente no outro.

Para formar uma boa cadeia de suprimentos, deve-se ter uma gestão eficiente, o que chamamos de Supply Chain Management. 

Vamos entender melhor na sequência.

O que é Supply Chain Management? 

Supply Chain Management é um conjunto de ações que gerencia o fluxo de produção, desde a compra, produção, estoque e finanças. Entre seus principais objetivos, destacam-se:

  • fortalecer o fluxo de trabalho;
  • gerenciar o lead time da entrega;
  • integrar as informações da cadeia de suprimentos;
  • cumprir os prazos com os clientes;
  • reduzir custos e desperdícios.

Quatro pilares da Supply Chain Management 

A Supply Chain Management tem como foco de trabalho quatro pilares principais que se enquadram as seguintes funções:

Planejamento

  • compra de estoque;
  • previsão de demandas e vendas;
  • transporte dos produtos;
  • canais de distribuição;
  • devolução de mercadorias e descarte

Compras

  • qualidade dos fornecedores;
  • custo das matérias-primas;
  • tempo de entrega

Fabricação

  • evitar desperdícios;
  • melhorar o aproveitamento dos materiais;
  • produzir o necessário.

Distribuição

  • redes de distribuição;
  • controle de armazenamento;
  • processamento de pedidos;
  • transporte e entrega das mercadorias

Quais são as vantagens do Supply Chain? 

A gestão da cadeia de suprimentos tem papel fundamental nas companhias. Quando realizada estrategicamente, ela tem potencial de minimizar os custos e fortalecer a experiência do usuário.

O supply chain pode firmar parcerias entre fornecedores e transportadoras gerando preços competitivos com alto nível de qualidade. A resposta dessa união será a entrega de produtos no prazo ou antecipadamente.

É possível perceber também a integração de diferentes setores. Os ramos de vendas, contábil, produção, marketing, recursos humanos, entre outros, precisam se comunicar. O objetivo é criar um elo que se complemente e que forme uma cadeia de suprimentos eficaz.

Por fim, a diminuição dos custos operacionais faz com que a empresa se encontre em um estado de equilíbrio financeiro que possibilita obter uma margem de lucro consolidada. Logo, sem os ativos fixos, como estoque ou manutenção, é possível reduzir os gastos.

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Quais são os riscos na cadeia de suprimentos? 

Quem trabalha na cadeia de suprimentos sabe que é uma área de alto risco, por isso, a implantação de um programa de gerenciamento deve ser prioridade em qualquer empresa.

Para que os profissionais ligados à supply chain compreendam a importância da atividade, listamos os cinco maiores riscos do ramo. Confira!

  • 1. Risco Fornecedor: um dos tipos de riscos mais cruciais é o que envolve profissionais que não cumprem prazos, fornecedores decadentes ou que não entregam suas demandas. Para contornar esse problema, é indicado três processos: procurar fornecedores qualificados e certificados, criar uma relação amigável com os bons parceiros e adquirir um sistema de monitoramento de todos os pedidos;
  • 2. Políticas e culturas: ter uma cadeia de fornecimento global pode ser um problema, visto que abrange políticas e culturas diferentes. As leis e restrições comerciais variam de cada País, por isso, é preciso tomar cuidado com as normas estabelecidas e à estabilidade política e econômica de cada região, pois interferem nas transações;
  • 3. Risco Ambiental: os problemas relacionados à natureza afetam uma cadeia de suprimentos. Condições climáticas extremas e desastres naturais, como, por exemplo, terremotos e inundações, podem ocasionar o fechamento de portos e estradas. Logo, contar com um sistema de comunicação adequado é uma boa solução para prevenir os danos;
  • 4. Risco operacional: esse tipo de risco é aquele que provoca interrupções nas operações. Geralmente, ele é causado por falhas em máquinas e equipamentos, tornando-se tipo de problema que deve ser controlado antecipadamente;
  • 5. Risco econômico: a alta ou baixa da inflação é um fator preocupante para a transação de produtos. Normalmente, a inflação é afetada pelas taxas de câmbio, custos de mão de obra e taxas de juros. Por isso, medidas de redução de custos na cadeia de abastecimento devem ser tomadas urgentemente.

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Como fazer a medição de desempenho na cadeia de suprimentos?

A medição do desempenho de toda a cadeia de suprimentos é a detecção e o acompanhamento da eficácia e dos erros, o que nos leva a tomar decisões de acordo com a coleta de informações. 

Para pensar em soluções rápidas, precisamos de indicadores de fácil interpretação. Conheça os principais:

  • Pedido Perfeito – (Perfect Order);
  • Índice de atendimento do pedido – (Fill Rate);
  • Tempo de ciclo do dinheiro – Cash to Cash Cycle Time;
  • Dias de estoque – Days of Supply;
  • Tempo do ciclo do pedido do cliente – Customer Order Cycle Time;
  • Custo total do Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos como percentual de vendas;
  • Acuracidade (análise exata) da conta de frete;
  • Custo de frete por unidade;
  • Giro de Estoque;
  • Dias de vendas pendentes.

Sustentabilidade na cadeia de suprimentos

A sustentabilidade na cadeia de suprimentos engloba uma série de processos de gestão que vão desde a logística, o armazenamento, transporte, distribuição até a logística reversa – ato de recolher materiais após o consumo e destiná-los para outras ações.

A propósito, você sabia que os impactos positivos da sustentabilidade em supply chain estão cada vez mais concentrados na mente do consumidor?

Segundo uma pesquisa realizada pela Tetra Pak, 95% dos brasileiros acreditam que a cultura de preservar o meio-ambiente pode aumentar nos próximos anos. O mesmo levantamento ainda revela que 47% dos consumidores procuram os selos de sustentabilidade em rótulos de bebidas.

Então, como fortalecer a sustentabilidade na cadeia de suprimentos? 

A ideia é buscar por pesquisas e desenvolvimento de produtos e serviços ligados à prática, que evitam o desperdício e que possam ser reaproveitados e reutilizados, além do uso de tecnologias menos poluidoras para o meio-ambiente.

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Quais são os principais desafios da Supply Chain? 

Existem dois tipos de desafios que a cadeia de suprimentos enfrenta. Os gestores devem estar atento aos seguintes problemas:

  • desafios operacionais: dizem respeito ao cumprimento das demandas do consumidor. Ou seja, limitações de transporte de carga podem atrasar a entrega dos produtos, em consequência, isso contribui negativamente para a satisfação e fidelização do cliente;
  • desafios estratégicos: a integração entre os setores envolvidos deve ser fundamental, portanto, é preciso que haja um alinhamento de ideias para seguir o fluxo das transações. Ferramentas de gestão e inteligência de negócios podem resolver ou diminuir esses conflitos internos.

Como curiosidade, veja na tabela abaixo as mudanças aparentes em relação a contexto, comunicação e mentalidade na área de compras:

O impacto do big data e inteligência artificial em supply chain 

Podemos perceber que o big data e a inteligência artificial em supply chain são duas estratégias promissoras para fortalecer a cadeia de suprimentos 4.0 – versão atualizada focada no uso de softwares e tecnologias -.

Em termos gerais, a Inteligência Artificial é uma das tecnologias mais avançadas baseada em lógica e algoritmos. Por essa razão, softwares de inteligência ajudam o processo de automatização e tomada de decisões.

Ao integrar IA com a cadeia de suprimentos, é possível automatizar processos para aumentar o desempenho das negociações.

No mercado já existem ferramentas que unem o IA na cadeia de suprimentos voltadas para a gestão de suprimentos. Este é o caso da Linkana, que contribui com um serviço de análise de fornecedores, mostrando quais são os mais propensos a riscos ou à eficiência.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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