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Práticas ESG: por que e como implementar na sua empresa? 4 passos!

Written byLeo Cavalcanti

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October 18, 2023

October 18, 2023

October 18, 2023

As práticas ESG são formas de atuação, rotinas, hábitos e condutas, adotadas por uma companhia, de modo que as atividades econômicas realizadas gerem o menor impacto possível ao meio ambiente, à vida das pessoas e à gestão do próprio negócio.

Cada vez mais presente no planejamento corporativo, também é por meio da implementação dos pilares ESG que uma empresa consegue elevar seu potencial de atração de investidores, profissionais mais qualificados e consumidores mais satisfeitos e engajados.

Prova disso vem de uma pesquisa realizada pela Great Place to Work em parceria com a Great People, divulgada em uma matéria do site Valor Econômico, a qual revelou que aumentou a preocupação das organizações com os princípios ESG. 

No que se refere à gestão de pessoas, por exemplo, o tema foi apontado como prioritário para 13,9% dos entrevistados, contra apenas 9,6% citados no levantamento anterior, de 2022.

Todavia, pouco mais de 1 a cada 10 entrevistados afirmaram que a empresa tem definido objetivos e políticas com metas e indicadores socioambientais e de governança para 2023. Inclusive, 23,8% declararam que o negócio não tem práticas ESG estabelecidas.

Esse é um cenário que precisa ser modificado, pois tornar os pilares socioambientais e de governança uma realidade nas companhias gera uma série de vantagens, como: alinhamento às expectativas de clientes e investidores e conquista de um importante diferencial competitivo.

Sua empresa já se organizou quanto a isso? Se ainda não, siga a leitura deste artigo e confira o que são as práticas ESG, como adotá-las, sua importância, as vantagens e muito mais sobre esse tema. 

O que são práticas ESG?

As práticas ESG são medidas adotadas por uma empresa para alinhar a realização das atividades econômicas a três princípios: ambiental, social e de governança. O objetivo é que a atuação da companhia gere o menor impacto que for possível no meio ambiente e na sociedade de modo geral.

Uma maneira de entender melhor esse direcionamento é compreendendo como o conceito ESG surgiu e qual seu objetivo.

Em 2005, essa sigla apareceu em um relatório chamado “Who Cares Wins”, fruto de uma ação liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Países e instituições financeiras se reuniram para elaborar orientações sobre como as empresas podem tratar questões sociais, ambientais e de governança em suas rotinas e na cultura organizacional.

Mas o que significa ESG? Essa é a abreviatura do termo em inglês environmental, social and governance, que, traduzindo para o nosso idioma, significa ambiental, social e governança. 

Consiste em um conjunto de boas práticas e modelos utilizados para tornar a operação corporativa mais ativa e consciente quanto aos âmbitos socioambiental e de boa governança. 

Quais são os pilares ESG?

Os três pilares que sustentam esse conceito são:

  • environmental (meio ambiente): chama a atenção para fatores como aquecimento global, desmatamento, biodiversidade, eficiência energética, escassez de água, poluição da natureza e gestão de resíduos, entre outros relacionados;

  • social: refere-se às questões como diversidade dos colaboradores, engajamento do público interno, satisfação dos clientes, respeito aos direitos humanos, proteção de dados, cumprimento das leis trabalhistas e afins;

  • governance (governança): está relacionado à conduta corporativa, remuneração correta e transparente dos executivos, composição do conselho, relação com as entidades governamentais, criação de canal de denúncia e mais.

Aqui, é possível dizer que quanto mais a corporação adota essas práticas internamente, mais se mostra comprometida em ajudar a tornar o mundo um lugar melhor para todos

Também por esse motivo, o conceito ESG deve fazer parte da visão estratégica empresarial. Afinal, é preciso se adaptar quanto às novas demandas da sociedade. Para isso, muitas vezes, deve-se alterar a gestão adotada até então para que a mudança realmente aconteça como esperado e seja completa.

Dica! Aproveite e leia também: "Fatores ESG: quais são e por que importam para sua empresa?"

Qual é a importância das práticas de ESG?

Adotar boas práticas ESG é importante para alinhar as ações da empresa às expectativas dos stakeholders da marca, o que, consequentemente, gera mais oportunidades de negócio, de crescimento e de faturamento.

Consumidores e investidores estão de olho em companhias que assumem posturas mais sustentáveis, sociais e com gestão comprometida. Tanto que uma pesquisa realizada pela consultoria e auditoria EY, divulgada na reportagem do portal Exame, revelou que o conceito ESG direciona a decisão de 99% dos investidores.

Isso deixa claro que, atualmente, a avaliação de um negócio vai muito além das análises financeiras. Essa verificação inclui também os parâmetros de eficiência e eficácia relacionados à implementação dos pilares socioambientais e de governança.

Somado a essas questões, adotar boas práticas ESG é relevante porque mostra quanto o negócio está comprometido com a proteção da natureza, a entrega de mais qualidade de vida para as pessoas e a garantia de transparência da gestão realizada.

Essa postura melhora a percepção que os clientes e a sociedade têm da marca, o que também ajuda a mitigar riscos reputacionais e de imagem, que podem levar a vários outros.


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Por que adotar as práticas ESG? 8 vantagens! 

Ao trazer o conceito ESG para o negócio, os propósitos e valores ganham mais relevância, destacando-se até mesmo da questão financeira. Aliás, a companhia que consegue se posicionar como um agente social também vê seu valor de mercado aumentar.

Em outras palavras, adotar critérios que envolvam boas práticas focadas no meio ambiente, na sociedade e na governança exemplar podem trazer muitos benefícios financeiros e diferenciais competitivos.

Partindo desse princípio, podemos dizer que as principais vantagens de adotar boas práticas ESG são:

  • valorização da imagem institucional;

  • aumento do interesse e da confiança dos investidores;

  • maior engajamento, satisfação e fidelização de clientes;

  • aumento da vantagem competitiva;

  • desenvolvimento de uma gestão mais estratégica;

  • elevação do poder de atração de profissionais qualificados;

  • obtenção de melhores resultados financeiros, decorrente do bom relacionamento com clientes e, ainda, do interesse de investidores;

  • aprimoramento da gestão de riscos.



Como implementar as práticas ESG? 4 passos!

Para implementar práticas ESG no seu negócio, algumas das principais estratégias a serem adotadas são:

  • estruture uma área de ESG e defina as responsabilidades;

  • desenvolva indicadores mensuráveis;

  • envolva todos os colaboradores;

  • relacione suas atividades às metas da ONU.

Confira mais detalhes logo adiante!

1. Estruture uma área de ESG e defina as responsabilidades

Escolha quem ficará à frente da implementação das práticas ESG na sua empresa. Para tal, é necessário montar um time compatível com a essência desse movimento, preferencialmente que tenha diversidade entre os integrantes.

Somente a partir desse primeiro passo pode-se elaborar uma estratégia realista com o momento atual da companhia, incluindo: plano de ação, metas, prazos e distribuição de responsabilidades entre os membros da equipe ESG.

Outra dica aqui é revisar as práticas socioambientais e de governança já adotadas pela corporação, com a ajuda de programas de compliance. Isso dará aos profissionais um norte sobre qual caminho seguir para expandir esse conceito na companhia.

Aproveite e leia também: Como montar um manual de compliance? Para que serve? Como aplicá-lo?

2. Desenvolva indicadores mensuráveis

Após organizar como a implementação será feita e quais atitudes precisam ser mudadas internamente e externamente, crie uma forma de mensurar os resultados. A melhor maneira de fazer isso é utilizando os indicadores ESG.

Alguns bons exemplos de KPIs para esses pilares são:

  • índices como:

  • Índice de Carbono Eficiente: voltado para a redução de gases responsáveis pelo efeito estufa;

  • Índice GPTW B3: mensura os investimentos para melhoria do local de trabalho;

  • Índice de Sustentabilidade Empresarial: avalia as práticas sustentáveis adotadas, a justiça social e a eficiência econômica da organização.

  • relatórios de sustentabilidade, a exemplo:

  • Relatório Brundtland;

  • Relatórios GRI.

Entenda mais sobre esse último tópico lendo o artigo: "Relatórios GRI: por que são relevantes para quem adota as práticas de sustentabilidade?"

3. Envolva todos os colaboradores

Todos devem estar envolvidos com o processo de desenvolvimento dos padrões ESG estabelecidos pela companhia, desde a alta direção até os cargos com níveis hierárquicos menores.

As ações de conscientização coletiva só terão sucesso se a alta gestão estiver comprometida com a adoção da nova cultura corporativa. E não se esqueça de incluir também os formadores de opinião e líderes informais, afinal, é a partir deles que toda a política ESG será disseminada.

Ótimas opções para incorporar ao planejamento são:

  • treinamentos;

  • alinhamento de processos com os líderes;

  • fortalecimento da cultura com a comunicação interna eficiente;

  • uso de tecnologia para monitorar os comportamentos.

Temos outro artigo sobre o tema que ajudará você. Não deixe de ler: "Entenda a importância da governança dentro dos indicadores ESG"

4. Acompanhe metas da ONU

Com foco em desenvolver um mundo melhor, a ONU estabeleceu os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que são os principais problemas enfrentados atualmente em todo o mundo. São eles:

  • erradicação da pobreza;

  • fome zero e agricultura sustentável;

  • saúde e bem-estar;

  • educação de qualidade;

  • igualdade de gênero;

  • água potável e saneamento;

  • energia limpa e acessível;

  • trabalho decente e crescimento econômico;

  • indústria, inovação e infraestrutura;

  • redução das desigualdades;

  • cidades e comunidades sustentáveis;

  • consumo e produção responsáveis;

  • ação contra a mudança global do clima;

  • vida na água;

  • vida terrestre;

  • paz, justiça e instruções eficazes;

  • parcerias e meios de implementação.

O importante é analisar essas metas para entender quais impactos seu negócio causa no mundo e como as ações adotadas podem contribuir para que os ODS sejam alcançados.

Confira também: "9 exemplos de sustentabilidade corporativa para sua empresa observar ao escolher fornecedores"

Como funciona e como obter o selo ESG?  

O selo ESG é uma comprovação de que a empresa adota medidas voltadas para as questões ambientais, sociais e de governança.

Para obtê-lo, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da empresa, a fim de verificar quais ações voltadas para esse conceito já estão sendo realizadas, quais podem ser melhoradas e quais devem ser incluídas.

Em seguida, basta buscar uma certificadora, que dará as diretrizes que faltam ser atendidas para a obtenção do selo ESG.

Confira também este artigo: "Selo Indígenas do Brasil: conheça o registro que fortalece a etnia e a sustentabilidade"

11 exemplos de práticas ESG para implementar na sua empresa

E, para ajudar você a levar os pilares ESG para o negócio, seguem abaixo 11 exemplos de ações que podem ser adotadas para esse fim:

  • melhorar a eficiência energética;

  • diminuir o consumo de água nas operações;

  • criar um programa de redução de resíduos;

  • reduzir a emissão de gases de efeito estufa;

  • tornar a gestão financeira mais transparente;

  • zelar pela comunidade do entorno da companhia;

  • evitar o desperdício de insumos e matéria-prima;

  • promover a diversidade e inclusão no quadro de funcionários;

  • garantir um ambiente de trabalho seguro, em termos físicos, mentais e emocionais;

  • estruturar políticas de compliance, anticorrupção e transparência;

  • analisar os riscos ESG da base de fornecedores.

Sobre esse último tópico, tenha em mente que as práticas ESG adotadas pelas empresas fornecedoras que atendem a sua afetam diretamente a dinâmica e os resultados do negócio.

Por que verificar as condutas ESG dos fornecedores?

Trazer ou manter na sua rede de abastecimento fornecedores que promovem desmatamento ilegal ou que estão envolvidos com condutas ilícitas, como uso de mão de obra escrava, reflete diretamente na reputação e no compliance da sua companhia.

Quando isso acontece, aumentam consideravelmente as chances de entrar em atrito com os stakeholders que não compactuam com essas ações. 

Como resultado, a tendência é a perda de investimentos e a queda no volume de vendas, diminuindo a lucratividade geral do negócio. Isso sem falar nos riscos financeiros, jurídicos, operacionais, reputacionais e outros relacionados.

Por essas e outras razões, é tão importante avaliar a conduta ESG dos seus fornecedores. E a melhor maneira de fazer isso é utilizando a tecnologia para fazer a mensuração e análise automáticas.

Conheça o Linkana ESG Rating!

O Linkana ESG Rating é a solução para análise de riscos de indicadores ESG, realizada por meio de pontuações atribuídas aos critérios ambiental, social e de governança que se baseiam em dados públicos e documentos apresentados pelos próprios fornecedores.

O Linkana ESG Rating simplifica e otimiza todo o processo de gestão e análise de riscos ambientais, sociais e de governança de fornecedores.

A pontuação atribuída ao CNPJ avalia a empresa, seus sócios, administradores e outras partes relacionadas. Quanto maior a nota recebida em cada pilar, melhor a reputação e menor o risco em fatores ESG de trabalhar com aquela empresa.

Confira este vídeo, com Leo Cavalcanti, CEO e cofundador da Linkana, para entender melhor como essa ferramenta ajuda a melhorar a gestão de fornecedores!

https://youtu.be/T1DmQi-JmKQ?si=Te7x-r29oOPJt8Za

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