ESG: como aplicar a prática sustentável com responsabilidade nas empresas?

De uns tempos para cá, as empresas têm reconhecido que adotar a ideia de construir um mundo corporativo mais sustentável fortalece a reputação e traz bons resultados financeiros. Esses são alguns dos motivos para alavancar as práticas de ESG, sigla que se refere a aplicações socioambientais nas organizações.

E esse comportamento não reflete somente a visão do empreendedor, como também a do consumidor. Segundo um levantamento feito pela consultoria Nielsen em 60 países, 66% das pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos e serviços de companhias comprometidas com ESG.

Além disso, a internet registra a procura gradativa pelo termo. De acordo com a pesquisa do Google Trends, as buscas pelo termo triplicou até o início de 2022, crescendo uma média de 150% em relação ao ano anterior. E uma curiosidade: o Brasil foi o país latino-americano que mais pesquisou pela sigla ESG.

O fato é que ESG pode ser considerado como uma prática crescente e importante para as empresas. Mas será que todos sabem o que é e qual o objetivo do ESG, como surgiu e como aplicar? Este artigo se propõe a trazer essas explicações. Vamos lá?

O que é ESG? 

ESG corresponde a sigla em inglês “environmental, social and governance”, traduzindo para o português, ambiental, social e governança. Ele alinha com as empresas formas de reduzir o impacto ambiental, buscar um mundo mais organizado, preservar os melhores processos de administração, além de grande utilidade para investimentos com critérios de sustentabilidade.

Isso porque os investidores também analisam aspectos ambientais, sociais e de governança, isto é, não somente índices financeiros.

Como surgiu o termo ESG?

A história da sigla ESG começou em 2004 quando o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, reuniu mais de 50 CEOs do mundo para participar de uma iniciativa intitulada “Who Cares Wins” (Ganham quem se importa, em português) para integrar o ESG ao mercado de capitais.

O Brasil esteve presente na reunião que contou com 20 instituições financeiras de nove países diferentes.

Na época, a alegação era de que implementar práticas ambientais, sociais e de governança seria interessante para gerar um mercado mais sustentável que, consequentemente, melhoraria os resultados para a sociedade em geral, tornando-se também um ato de consciência ambiental.

Embora essa decisão virasse um ponto de reflexão, adotar as práticas ainda é um processo lento e gradual. Temas como diversidade e relações de governança ESG precisam ser mais trabalhadas.

Assista ao vídeo abaixo e entenda mais sobre o que é ESG:

Qual o conceito de ESG?

O termo Environmental, Social and Governance tem a premissa de detalhar quanto uma empresa busca formas de minimizar seus impactos ao meio ambiente, mostrando-se preocupada com as pessoas e com boas práticas administrativas.

Logo, ESG define se as operações são socialmente responsáveis, sustentáveis e adequadamente regidas.

Os três pilares do ESG

Para se posicionar melhor no mercado, algumas empresas recorrem a estruturas que orientam seus processos de relatório, apresentando os pontos que merecem atenção . 

Com isso, existe o ESG Framework, que, à medida que os investidores aprimoram seu foco nas métricas ambientais, sociais e de governança, os níveis de avaliação se intensificam.

Desse modo, a sigla ESG se fortalece no mercado, portanto, é importante entender o que representam esses três pilares:

  • Environmental ou Ambiental: refere-se às práticas corporativas voltadas ao meio ambiente, por exemplo, redução de gás carbono, desmatamento, gestão de resíduos, entre outros;
  • Social: representa a responsabilidade social e a interferência da empresa em prol da comunidade como respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas, segurança no trabalho, proteção de dados e privacidade, investimento social privado, entre outros;
  • Governance ou Governança: está ligada às políticas de administração da empresa como a conduta corporativa, composição do conselho, práticas anticorrupção, importância de um canal de denúncias, auditorias, etc.

Qual a importância do ESG?

Como podemos perceber ao longo deste artigo, o tema sustentabilidade vem ganhando força nos últimos anos. Isso aciona uma alavanca de consciência aos países que mostram sua preocupação por discussões sobre preservação do ambiente, melhorias de condições de vida e produção no futuro.

De uma certa forma, discutir esse tipo de assunto ainda é perturbador, pois muitas empresas se tornam foco de críticas porque a atividade ainda está ligada à destruição da natureza.

Mesmo assim, são frequentemente feitas pesquisas e conferências que impactam positivamente as companhias.

Ao identificar essas tendências, muitos investidores começam a dar importância para os critérios ESG e, em consequência, para o selo verde, certificação que destaca a responsabilidade ambiental das empresas.

Ao mesmo tempo em que a prática é executada, as organizações fortalecem suas imagens na sociedade e atraem mais consumidores.

Em contrapartida, empresas que não se preocupam com esses critérios tendem a perder mercado e se tornam alvo de polêmicas.

Portanto, os critérios ESG são fundamentais para a valorização da pessoa jurídica, para o relacionamento com investidores e outras empresas que seguem o mesmo conceito como perspectiva de futuro promissor.

Como funciona o ESG? 

Os investimentos ESG funcionam por dois caminhos no mercado financeiro.

Do mesmo modo que sua existência impulsiona para que empresas de capital aberto se preocupem com a sustentabilidade e os lucros que podem ser obtidos a partir da adoção dos critérios ESG, por outro lado, também se encaixa nos investimentos dos acionistas.

Segundo um levantamento da Forbes, mais de 500 fundos de índice estão direcionados à prática de sustentabilidade somente nos Estados Unidos, o que corresponde a mais de US$250 bilhões em ativos.

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Como aplicar ESG na empresa?

Para incluir o ESG na sua empresa, é relevante seguir as seguintes etapas de aplicação:

  • Criação do conselho de ESG: criar essa comunidade pode preservar as estratégias na sua empresa, além de fortalecer valores como transparência e equidade;
  • Definição de estratégia: é fundamental que, durante esta fase de planejamento, toda equipe esteja ciente sobre as práticas e políticas ESG impostas;
  • Estruturação de análise de dados: utilizar a tecnologia a seu favor é a melhor coisa para incluir a prática de ESG. Invista em Big Data e automação para processar os dados e gerar insights relevantes;
  • Alinhamento: as empresas que utilizam a estratégia ESG devem estar cientes que os resultados aparecem a longo prazo. Portanto, é importante adotar medidas para monitorar o desempenho e aprimorar ações que otimizem a performance nos indicadores.

O que são políticas ESG?

As políticas ESG são regras determinadas pelas empresas para implementar os princípios, critérios e práticas ESG em sua cultura. Logo, essas políticas dependem da missão, dos valores e objetivos da organização.

De modo geral, as empresas formalizam um manual com as políticas incorporadas. Confira abaixo as principais:

  • objetivo;
  • âmbito de aplicação (deixar claro para quem se aplica as normas ESG);
  • considerações gerais;
  • vínculos (inclui metodologias e referências de mercado);
  • conceitos;
  • pilares estratégicos (propósitos e valores);
  • diretrizes

Quais são as vantagens de adotar as práticas ESG?

Inserir as estratégias ESG certamente trazem muitos benefícios financeiros e comportamentais para sua empresa. Veja quais são as principais vantagens:

  • valoriza a imagem institucional;
  • aumenta a confiança dos investidores;
  • gera envolvimento e fidelização de clientes;
  • fortalece a gestão de riscos ESG;
  • desenvolve uma gestão mais planejada;
  • atrai profissionais mais qualificados;
  • melhora os resultados financeiros

Como medir os padrões ESG?

Os padrões ESG são medidos a partir dos indicadores ESG de desempenho. Neste caso, são os pilares ambiental, social e de governança.

  • Environmental (Ambiente): confere a atuação da empresa em relação às questões ambientais e de qualidade da empresa;
  • Social: este indicador analisa os direitos humanos, passando pelas ações de saúde e segurança dos colaboradores, até a preocupação com os clientes e a sociedade;
  • Governance (Governança empresarial): esse indicador pondera as políticas adotadas pela empresa, como também os direitos dos acionistas, ética, transparência e de combate à corrupção.

Acesse o podcast abaixo e confira o papo com Renan Rosauro, Head de Procurement da BASF, que compartilha seus desafios de sourcing, risco e sustentabilidade na cadeia de fornecedores. 

Quais soluções a Linkana oferece para aplicar a estratégia ESG?

Para começar a implementar o ESG, as empresas recorrem a ferramentas que potencializam a elaboração e implementação de práticas sustentáveis. Nesse sentido, a Linkana pode ajudá-lo a potencializar tais temas em sua cadeia de fornecimento.

O software da Linkana ajuda a identificar e dar mais oportunidades para fornecedores controlados por grupo minoritários, como negros, mulheres, indígenas e LGBTQIA+.

Contar com fornecedores diversos e de economia inclusiva melhora a reputação de qualquer empresa, como apoia a expansão e o crescimento de negócios historicamente economicamente desfavorecidos.

Para você entender mais a importância da Linkana em práticas ESG, ela foi uma das 20 startups brasileiras escolhidas que participaram do programa “Aceleradora 100+” da Ambev, cujo objetivo era impulsionar empreendimentos que impactam positivamente o meio ambiente e a sociedade, legal não é?

A Linkana foi selecionada para a categoria ecossistema empreendedor que tem como temáticas:

  • valorização de produtos gerados no processo de produção da cerveja;
  • rastreabilidade da cadeia produtiva e fornecimento responsável;
  • incentivo a cadeias produtivas locais e regionais;
  • diversidade e inclusão na cadeia produtiva (foco da Linkana)

Quer uma solução que apoia a diversidade e inclusão em sua cadeia de fornecimento? Entre em contato com um de nossos especialistas.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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