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Cadeia de suprimentos na pandemia: o que mudou?

Written byLeo Cavalcanti

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May 28, 2022

May 28, 2022

May 28, 2022

Queda ou elevação brusca na demanda, imprevisibilidade de vendas, extensão do prazo de entrega, aumento ou falta de estoque e equipe ociosa ou doente. A cadeia de suprimentos na pandemia foi impactada profundamente. Empresas de diversos portes e segmentos foram afetadas.

A necessidade de isolamento social e de fechamento de serviços considerados não essenciais alterou todo processo de abastecimento das organizações, obrigando a gestão corporativa a repensar e a reinventar novas estratégias e planos de ação.

Este texto aborda como a pandemia da Covid-19 afetou a cadeia de suprimentos e quais estratégias foram utilizadas por algumas empresas para reverter a situação. Boa leitura!

O que é cadeia de suprimentos?

A cadeia de suprimentos engloba todos os fluxos envolvidos na operação das empresas com foco na entrega ao cliente final: rede de fornecedores, distribuidores, produtos, serviços, finanças e informações.

Também chamada de supply chain, ela agrupa a aquisição, a logística, o armazenamento e consumo de insumos, produtos ou serviços necessários para a qualidade e o sucesso da atividade-fim de qualquer negócio.

Para que ela seja eficiente, eficaz e rentável, cada etapa da cadeia de suprimentos deve ser cumprida totalmente para manter o fluxo dinâmico e fluido. Ou seja, qualquer tipo de interrupção, principalmente as imprevisíveis, quebra o elo dessa cadeia comercial. 

Existem alguns tipos de riscos no supply chain, entenda:

Cadeia de suprimentos brasileira na pandemia

O impacto da pandemia na cadeia de suprimentos foi considerado enorme, acarretando prejuízos financeiros às empresas envolvidas.

Por ser uma estrutura complexa, que integra fabricantes, fornecedores, transportadoras, armazéns, varejistas e consumidores, basta uma interrupção para que todo o mundo seja colapsado.

No Brasil, o setor da cadeia de suprimentos foi desestabilizado por completo: as demandas se tornaram imprevisíveis, houve muitas devoluções por atrasos na entrega, perda do estoque, aumento da demanda de compras on-line, busca por outras fontes de fornecimento, entre outros.

Ou seja, para as empresas sobreviverem nesse cenário tão atípico e inesperado, foi necessário um bom planejamento e uma boa gestão de fornecedores. Em pouco tempo, muitas precisaram se adaptar a curto prazo para que não sofressem danos irreversíveis.

Os negócios que se sobressaíram na crise da cadeia de suprimentos na pandemia mostraram que já havia uma gestão integrada, com planos de emergência para casos repentinos. 

Um exemplo disso foi a resolução dada pela Natura em sua cadeia de suprimentos na pandemia. Segundo ela, por haver um bom relacionamento com fornecedores, os impactos foram mitigados.

Com determinados fornecedores, como comunidades extrativistas e as cooperativas de catadores, que participam da cadeia reversa de resíduos, eles adiantaram os recursos do contrato, enviando ainda itens de proteção. Se quiser entender melhor as ações da Natura, assista à entrevista do presidente da marca no programa Roda Viva.

Leia mais: Entenda porque sua empresa deve ter um plano de comunicação de crise


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A importância do planejamento estratégico

Ou seja, diante de muitas dúvidas e questões levantadas pela gestão de fornecedores no período de impacto da pandemia na cadeia de suprimentos, uma prática foi destacada: a boa execução de um planejamento estratégico robusto. 

Vamos entender melhor como a pandemia de covid-19 afetou a cadeia de suprimentos e quais foram as estratégias implementadas em outras empresas? Trouxemos abaixo um estudo de caso realizado em “Impacto da pandemia de COVID-19 em cadeias de suprimentos: um estudo de caso múltiplo”.

Uma das instituições analisadas pelos especialistas é do setor de distribuição de combustível, com consumidores que incluem empresas, revendedores e pessoas físicas.

Com o isolamento e distanciamento social as ruas ficaram vazias. Logo, a demanda por combustível foi afetada. Ou seja, todos os envolvidos viram seu lucro cair, como revendedores e postos de gasolina.

Essa empresa realizou algumas ações para diminuir o impacto da pandemia na cadeia de suprimentos:

  • parcelamento de 50% de contratos e aluguéis, como de locação e de financiamento;

  • antecipação de pagamentos que estavam para receber;

  • prorrogação do prazo de adesão ao plano de marketing;

  • benefícios entre parceiros, apoiando o equilíbrio das finanças;

  • redução de estoques para evitar futuras perdas;

  • mudança no merchandising, na dinâmica de preços e em promoções;

  • análise do custeio por local;

  • investimento em forte cultura de colaboração da empresa com clientes, fornecedores e revendedores com incentivo econômico;

  • planejamento e processo de decisões integradas.

Ou seja, com essa integração e investimento em bom relacionamento com fornecedores e outros parceiros, essa empresa conseguiu contornar os riscos e garantir sua sobrevivência no mercado.

Impacto da pandemia na cadeia de suprimentos: o que mudar?

Logo, ao falarmos sobre cadeia de suprimentos na pandemia, percebeu-se que os negócios mais bem-preparados são aqueles que já possuem estratégias de mitigação de crises.

Todos os negócios, desde o começo da pandemia, estão reconfigurando suas estruturas e seus processos da cadeia de suprimentos. Afinal, falhas operacionais e a má gestão da cadeia de suprimentos foram expostas em 2020.

Falta de gestão de risco, informações descentralizadas, burocracias excessivas, má análise de dados, relacionamento ruim com parceiros do negócio, entre outros, foram vitais para o colapso no supply chain.

Ou seja, uma das armas mais poderosas contra riscos disruptivos é o investimento em uma gestão de fornecedores atualizada, ágil e inteligente. Como? Com a implementação de sistema de tecnologia de ponta que facilite e simplifique todo esse processo com coleta, armazenamento e interpretação de dados em larga escala.

A gestão precisa pensar em novas maneiras de cuidar da cadeia de suprimentos na pandemia e, principalmente, no pós-pandemia. O consumo on-line, que já era uma realidade, foi impulsionado.

A diversificação da cadeia de suprimentos também é um assunto bastante falado na pandemia, pois, dessa forma, a sua companhia não fica dependente de uma única empresa para conseguir operar normalmente.

Outra estratégia destacada nesse período é a digitalização da empresa para implantar a cultura da centralização no cliente.

E por que essas duas práticas andam juntas? Com uma transformação digital bem-feita, a organização consegue analisar dados em tempo real, entendendo toda a sazonalidade de demandas e necessidade de estoque. Portanto, há um acompanhamento muito mais efetivo das compras que precisam ser feitas para suprir a demanda do cliente final.

Entender esse processo é vital para que a marca aumente a sua competitividade no mercado e consiga superar futuras crises.

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