Conheça os 4 principais tipos de gestão de risco e como mitigá-los

Você já parou para pensar em todos os tipos de risco que sua empresa enfrenta diariamente?

Quase todos os processos e os departamentos cujos quais eles fazem parte oferecem diferentes graus de riscos e podem trazer prejuízos consideráveis às organizações – por isso, independente do tipo de risco, a gestão é necessária para levar mais segurança à rotina organizacional.

Depois de ler esse post, você vai entender quais são os tipos de gestão de risco, como evitar cada um deles e qual é a ferramenta ideal para lhe ajudar nesse processo.

Quais são os principais tipos de gestão de riscos?

Cada empresa possui processos e áreas próprias, por isso é importante ressaltar que esse texto possivelmente não abordará todos os riscos existentes na sua organização. Dito isso, existem algumas áreas básicas que provavelmente fazem parte da sua rotina – e, claro, precisam de uma gestão de risco.

Riscos operacionais

Esse tipo de gestão de risco provavelmente já faz (ou deveria fazer) parte da rotina de processos organizacionais. Quando falamos de riscos operacionais, estamos olhando para problemas como sistemas antiquados, falhas humanas e inadequações que podem atrapalhar processos e afetar a cadeia de suprimentos.

Dentro do risco operacional, existem três grandes categorias que devem ser observadas:

  • Risco organizacional: muitas vezes a ansiedade em investir em uma ideia ou não perder o timing de uma oportunidade para aumentar os lucros podem atrapalhar a adoção de processos claros e eficientes, impedindo a implantação de uma estratégia empresarial e criando espaço para os riscos.
  • Risco de operação: a implementação de tecnologias nos processos é cada vez mais comum nas organizações que buscam ganhar eficiência e aumentar os lucros. Mas há quem busque por economias e atalhos, que podem funcionar no curto prazo, mas estão fadados ao fracasso. Problemas técnicos, falhas de segurança, falta de suporte de fornecedores poderão afetar a produtividade dos colaboradores, resultando em uma perda de tempo e dinheiro.
  • Risco de pessoal: aqui olhamos para os colaboradores, que podem ser a maior força ou fraqueza de uma organização. Se por um lado eles são essenciais para a organização, por outro eles oferecem riscos como fraude, corrupção e falhas humanas.

Riscos de supply chain e fornecedores

Quando falamos de supply chain, ou cadeia de suprimentos, também precisamos olhar para uma série de pontos relevantes que podem oferecer riscos, como:

  • Riscos geográficos: riscos ligados à adversidades por fatores climáticos como tempestades, inundações ou vendavais. 
  • Riscos de planejamento: falta de planejamento ou de dados suficientes para ajudar na tomada de decisões que vão desde a contratação de um novo fornecedor até o lançamento de um novo produto.
  • Riscos de qualidade: ninguém quer fazer negócios com uma empresa que não oferece produtos ou serviços de qualidade. Ou seja, a falta de constância nos produtos e no atendimento oferecido podem afetar as vendas.
  • Riscos de terceiros: é cada vez mais difícil manter um bom relacionamento com fornecedores sem a adoção de práticas de avaliação, monitoramento e gestão de riscos de terceiros, já que é por meio dela que é possível blindar a sua reputação e otimizar as suas práticas de Compliance.

Riscos ambientais

Vamos olhar para um risco que se torna cada vez mais importante para as organizações. Hoje, mais do que nunca, os stakeholders possuem um olhar voltado para o meio-ambiente – e as empresas que não compartilham dessa mesma preocupação acabam ficando para trás.

Dentre as causas dos riscos ambientais, podemos citar desde equipamentos defeituosos ou inadequados até processos que resultam em poluição ou degradação do ecossistema ao redor da empresa em si. Mas, para facilitar a sua compreensão, esses riscos podem ser divididos em três grandes categorias, que são:

  • Riscos químicos: causados por agentes químicos dispersados no ambiente por meio de névoas, poeiras, fumaça ou similares, absorvidos através da pele ou pela inalação decorrente da respiração;
  • Riscos físicos: variam de vibrações, ruídos, impactos e exposição a altas temperaturas, radiação ou pressão anormal, causando danos físicos a indivíduos, fauna e/ou flora das imediações;
  • Riscos biológicos: provenientes de exposição a fungos, bactérias, vírus ou outros agentes capazes de causar doenças aos seres humanos, animais e a vegetação nativa do local.

Riscos reputacionais

Esse é um (se não o principal) tipo de gestão de riscos que a sua empresa mais deve se atentar. Isso porque uma reputação demora anos para ser construída e segundos para ser destruída.

Por isso, todos os eventos internos e externos que podem prejudicar a percepção da empresa perante a mídia, o público, os colaboradores e o mercado como um todo devem ser evitados e, caso aconteçam, geridos com cautela e responsabilidade pela organização.

Já na rotina organizacional, a reputação deve ser vista como um trabalho contínuo, estimulando todos os colaboradores, gestores, diretores e até mesmo fornecedores a agirem sempre com uma postura ética, responsável, honesta e transparente. 

Gestão de riscos financeiros

Deixamos os riscos financeiros por último, pois ele não só é um risco por si só, como também pode ser uma consequência da concretização de um dos outros tipos de riscos citados.

Conhecer os tipos de riscos financeiros é essencial para a gestão da empresa, uma vez que para cada categoria de ameaça, teremos um nível de impacto e um conjunto de ações específicas para recuperar o prejuízo.

Dentre os principais riscos financeiros estão:

  • Risco de crédito: quando uma das partes envolvidas não consegue honrar com os pagamentos ou obrigações com a outra, resultando em uma situação de inadimplência. 
  • Risco de mercado: causado por flutuação de preços de matérias-primas.
  • Risco de liquidez: quando títulos e ativos não podem ser convertidos em dinheiro ou problemas de gestão resultam em incapacidade da empresa em realizar pagamentos de suas contas. 
  • Risco fiscal: ameaças relacionadas ao sistema tributário de uma empresa e como ela atua para arcar com esse custo.

Eu sei quais são os tipos de gestão de risco. E agora?

Agora que você já entendeu a importância, os tipos de gestão de risco e os prejuízos que eles podem causar ao seu negócio, o que fazer com essas informações?

1. Olhar para os riscos da sua organização

Como dizemos no início do texto, cada empresa terá riscos próprios – e a compreensão desses riscos é o primeiro passo para levar mais segurança à organização. Por isso, o primeiro passo é identificar os tipos de risco pertinentes ao seu mercado de atuação. 

2. Entender quais são os riscos mais urgentes

A partir dessa classificação, é importante definir quais ameaças terão prioridade na solução. Para essa tarefa, recomendamos utilizar a Matriz de Kraljic. Esse modelo muito utilizado na gestão de fornecedores é interessante, pois classifica riscos de acordo com a probabilidade de acontecerem e também quanto ao impacto que eles podem causar.

Para entender como funciona a Matriz Kraljic, o vídeo abaixo de Renato Honorato é bem educativo:

3. Defina a tolerância e exposição aceitável ao risco

Se expor a riscos é intrínseco e necessário para empresas que buscam aumentar o seu faturamento e presença no mercado. É como diz o ditado, “não se faz um omelete sem quebrar os ovos”. 

Assim, é preciso definir a tolerância da empresa e o nível de exposição aceitável para cada risco financeiro. A partir disso, os gestores têm maior liberdade para tomar a decisão correta e, correndo um risco aceitável, aumentar o valor de uma empresa.

4. Implemente processos para tratar os riscos

Com todas as informações em mãos, chega o momento de olhar para a empresa e entender quais são os processos que podem mitigar os riscos e que tipos de gestão de riscos ganharão os primeiros cuidados. 

É importante frisar que essa estratégia precisa estar alinhada às diretrizes de Compliance e governança corporativa da empresa, que também irão ser de grande relevância para lidar com riscos imprevistos.

A gestão de riscos também deve acontecer com os fornecedores

Como você pôde notar, os riscos fazem parte de basicamente toda a empresa. Mas tem mais uma área onde os riscos podem impactar sua corporação e, portanto, também merece sua atenção: os fornecedores.

Uma empresa precisa se certificar que seus parceiros são confiáveis e que estão em dia com sua gestão de riscos para evitar problemas que podem afetar a sua produção. 

Para encontrar bons fornecedores e combater riscos provenientes da cadeia de suprimentos, utilize o sistema de e-procurement da Linkana, perfeito para análise pública de fornecedores totalmente eficiente e automatizada.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.