Matriz de risco de fornecedores: como definir e utilizar

Faz parte da rotina de uma empresa enfrentar ameaças, tanto que há grande esforço no ramo da administração para aperfeiçoar a avaliação de riscos e estabelecer um conjunto eficiente de ações para proteger sua operação.

Dessas tarefas, uma das técnicas mais interessantes é a criação de uma matriz de risco, que nada mais é que um modelo de mapeamento de riscos que considera a intensidade, área impactada e possíveis consequências das ações tomadas em um negócio.

Com isso em mente, a matriz de risco de fornecedores permite mapear possíveis danos e também as vantagens que podemos obter ao contratar um parceiro ou iniciar um novo processo de qualificação de fornecedores.

Ela também permite definir ferramentas de gestão e atalhos para mitigar riscos e agir rapidamente na recuperação de danos, que eventualmente possam ocorrer.

Entenda mais sobre o assunto e veja como elaborar uma matriz de risco para seus fornecedores. E mais, veja como a Linkana pode se encaixar entre as ferramentas utilizadas para mitigação de riscos na qualificação de fornecedores da sua empresa. Boa leitura.

O que é avaliação de risco de fornecedores

Uma avaliação de risco consiste em fazer um levantamento dos acontecimentos que ameaçam a saúde da sua empresa contratante, prosseguindo com uma análise detalhada de como eles ocorrem e são enfrentados pela sua equipe.

Falando especificamente da avaliação de risco de fornecedores, o objetivo é abordar os impactos negativos mais prováveis de afetar a imagem da sua empresa, sua lucratividade, capacidade de produção ou nível de qualidade, entre outros fatores relacionados aos insumos, recebimento de matéria-prima e serviços terceirizados, por exemplo.

De acordo com o setor que conduz essa análise, ele deverá trabalhar de acordo com a gestão de riscos pré-definida e as políticas internas da empresa para realizar a mensuração dos danos e indicar as medidas de reação, que devem seguir as boas práticas de compliance.

Objetivos e metas determinam a avaliação de riscos

Como diz o ditado “não se faz um omelete sem quebrar ovos”. Nesse contexto, para uma empresa atingir os objetivos traçados pela sua estratégia de negócio, ela eventualmente irá assumir riscos predeterminados, aceitáveis para as metas desenhadas no planejamento.

No entanto, isso não pode ser conduzido com displicência, tampouco simplesmente ser ignorado. Cada impacto deve ser previsto, seguir uma lista de prioridade e precisa desencadear uma resposta para reparar danos e garantir o sucesso do projeto, para que não haja erros na gestão de riscos.

Por exemplo, é possível que, para diminuir o custo de um processo ou aumentar a produção, você precise alterar um fornecedor, o que irá impactar a percepção do consumidor em relação ao seu produto ou serviço.

Nesse caso, é recomendado realizar testes e pesquisas que envolvam o público na tomada de decisão. Isso é determinante tanto para a publicação dessa mudança quanto para a escolha de novos parceiros comerciais, que devem passar pelos critérios de qualificação de fornecedores para serem homologados.

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O que é a matriz de risco? 

Podemos definir matriz de risco como mapeamento de níveis, intensidade e probabilidade de riscos que envolvem determinado processo da sua operação. Para facilitar a compreensão desse conceito, o especialista Rodrigo Pironti fez a seguinte explicação no canal Solicita:

No caso da matriz de risco de fornecedores, ela vai abordar a relação da sua empresa com os parceiros que fornecem produtos ou serviços.

Mas não para por aí, atualmente, a maneira como o público final percebe essa relação também é fonte de preocupação para empresas, que deve ficar atenta a ameaças à sua imagem, que podem vir de pendências legais que um fornecedor possui.

Conhecendo a Matriz Kraljic

Não podemos falar sobre matriz de risco sem mencionar a Matriz Kraljic, ou Modelo de Kraljic. O modelo, elaborado por Peter Kraljic, foi criado para diminuir a vulnerabilidade de uma empresa em relação ao suprimento de produtos importantes ou essenciais para sua operação.

A matriz de Kraljic usa dois eixos para classificar os riscos relacionados aos suprimentos de uma empresa. No eixo “Y”, temos os critérios que medem o impacto da categoria de produtos na operação da empresa, dentre eles o spend, volume de processos, padrão de qualidade e impacto na imagem do produto final, tudo que pode gerar custo financeiro.

No eixo “X”, por outro lado, serão avaliados fatores que envolvem a complexidade da cadeia de fornecimento.  Os critérios incluem a competitividade, malha logística, restrições técnicas, solidez do mercado e outros fatores que podem indicar risco de abastecimento.

que são o impacto financeiro sobre o faturamento e o risco de abastecimento. Ou seja, na vertical se mede a participação de um tipo de item sobre os ganhos da empresa e o outro mede a participação sobre a operação.

A partir do Modelo de Kraljic, podemos classificar os insumos de uma empresa em 4 grupos principais, que são:

Itens não-críticos: produtos que existem em abundância no mercado, com menor impacto financeiro e baixo risco de abastecimento, ou seja, consiste em commodities, com alta competitividade no mercado fornecedor;

Itens de gargalo: produtos com pouco impacto no faturamento, mas que são essenciais para manter a operação ativa, essa categoria envolve produtos muito técnicos, com poucas opções de fornecimento, porém impactam muito pouco no negócio;

Itens de alavancagem: categoria associada a altos volumes de compras e alta competitividade no cenário fornecedor, muito utilizados para aplicação de negociações eletrônicas (reverse auction). De modo geral, são aqueles com grande impacto no faturamento, mas que o risco de abastecimento é baixo, permitindo melhor margem de negociação;

Itens estratégicos: itens mais exclusivos que exigem a formação de alianças estratégicas, apresentam alto impacto no negócio, elevado nível de especialização e baixa competitividade, ou seja, conta com poucos fornecedores no mercado, o que aumenta riscos de abastecimento, e com grande impacto financeiro, devido ao seu valor elevado.

Na prática, classificar os itens da cadeia de suprimentos segundo a Matriz de Kraljic ajuda a mensurar a importância de cada produto a curto e médio prazo, permitindo que a gestão de compras execute seu planejamento com excelência ao concentrar suas decisões e esforços sobre o que é realmente relevante.

Como elaborar uma matriz de risco para fornecedores?

Toda matriz de risco considera dois fatores principais, o impacto de um evento e a probabilidade dele acontecer. Cada uma dessas variáveis é medida de acordo com o seu nível, que pode ser classificado da seguinte forma:

Impacto

  • Indiferente: não há ameaça relevante que irá afetar a operação da empresa;
  • Baixo: causam mudanças e situações fora do comum, mas não interrompem ou afetam a operação;
  • Moderado: o impacto de um risco que se tornou realidade é sentido e traz efeitos negativos para a organização;
  • Alto: o impacto causa uma ou mais falhas ao processo da empresa e traz prejuízos financeiros perceptíveis;
  • Altíssimo/Catástrofe: os impactos são muito graves e podem causar a interrupção total da operação de forma temporária ou até permanente.

Probabilidade

  • Mínima: as chances de risco são raríssimas e podem ser ignoradas por completo;
  • Média: chances maiores de ocorrência, que precisam de uma combinação de fatores e podem difundir em riscos adicionais;
  • Alta: riscos de tipo recorrente, que devem ser tratados de maneira imediata para evitar os impactos negativos na operação;
  • Máxima: A chance do evento acontecer é altíssima e ele certamente será sentido na empresa toda.

Veja um exemplo de matriz de risco para a construção civil:

O que compõe a matriz de risco de fornecedores

A matriz de risco de fornecedores irá classificar nos parâmetros citados anteriormente os eventos que podem acontecer ao longo do processo de qualificação de fornecedores e, posteriormente, no seu relacionamento comercial com seus parceiros.

Durante a qualificação de fornecedores, por exemplo, as informações gerais da empresa, como sua capacidade de produção, número de unidades, modelo de negócio e possíveis pendências passam por uma avaliação de risco e devem ser consideradas para certificar se é realmente indicado homologar o fornecedor.

Normalmente, boa parte desse processo é lento e burocrático. Para o processo de qualificação e homologação de informações e documentos do fornecedor do ponto de vista de gestão de risco, por exemplo, ferramentas que permitem automatizar e simplificar o processo de coleta e processamento de informações, tornando a rotina até 80% mais rápida

Além disso, a matriz de risco do fornecedor também serve para mapear o desempenho contínuo do fornecedor, ao surgirem novas pendências com o passar do tempo e até mesmo para realizar o desligamento de fornecedores, já que esse evento também pode gerar impactos na sua operação.

Inteligência para a qualificação de fornecedores

A matriz de risco de fornecedores é uma ferramenta extremamente útil para definir as prioridades e facilitar a tomada de decisões estratégicas, com risco controlado e maiores oportunidades de lucro. 

Acrescente a esse processo um sistema automatizado e inteligente para a qualificação de fornecedores. Com a nossa ferramenta de consulta pública automatizada e plataforma de gestão de fornecedores, fica muito mais fácil montar uma cadeia de suprimentos eficiente.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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