Categorias de risco operacional: conheça as principais classificações

A gestão de riscos tem um desafio constante no ambiente empresarial, que é identificar e combater as ameaças enfrentadas ao longo de sua operação. Nesse contexto, conhecer as categorias de risco operacional garante que uma empresa tenha maior capacidade de superar as adversidades.

Trata-se de uma questão de vida ou morte para empresas, ou seja, é a diferença entre o sucesso e a falência. É uma questão de preparo, quando o empreendimento se preocupa em classificar as categorias de risco operacional, ele tem a oportunidade de antecipar essas ameaças e criar diretrizes que variam de diminuir o impacto e agilizar a solução a erradicar o problema por completo.

Veja a seguir o que são riscos operacionais, quais são as categorias de ameaças, exemplos práticos de cada uma delas e como sua empresa pode se preparar para encontrar a solução em cada caso, otimizando a gestão de fornecedores.

O que são riscos operacionais?

Em resumo, risco operacional envolve toda e qualquer falha interna de uma instituição empresarial, seja proveniente de sua estrutura, sistemas, insumos, pessoas, padrões ou produtos. Basicamente, qualquer ameaça que pode afetar o padrão de qualidade da operação como um todo.

Dadas as dimensões que essas falhas podem atingir, os danos sofridos vão desde queda de performance, alterações nas políticas internas e quadro de colaboradores, até manchas na reputação da empresa e prejuízos financeiros.

Além disso, vale destacar que muitos exemplos de risco operacional, que ocorrem no ambiente interno das empresas, podem impactar ou mesmo surgir a partir do relacionamento com fornecedores.

Por exemplo, uma parceria com fornecedores incapazes de atender uma demanda específica pode ser uma falha do setor de compras, que não executou o processo de qualificação de maneira adequada. Do mesmo modo, falhas na contagem de estoque podem exigir alterações nos pedidos realizados ao fornecedor.

De todo modo, é preciso conhecer as categorias do risco operacional, assim como sua origem e consequências, tendo em vista que essa compreensão expandida sobre as ameaças potenciais também facilita a criação de soluções mais eficazes.

Categorias de risco operacional: organização, pessoal e operação

Definindo o conceito principal, podemos voltar nossa atenção para as diferentes categorias de risco operacional, que são os riscos de organização, de pessoal e de operação. Essa classificação é muito útil para a gestão de riscos, permitindo trazer os responsáveis diretos sobre cada área para criar as estratégias de prevenção e solução.

Antes de abordarmos os formatos, tipos e exemplos de risco operacional, vamos entender melhor cada uma dessas categorias.

Risco de organização

De maneira geral, riscos organizacionais envolvem a estrutura geral da empresa. São ocasionados principalmente por falta de planejamento, metas de curto prazo impossíveis de serem alcançadas e ausência de gestão estratégica consolidada.

Sem um plano empresarial, políticas internas e padrão de qualidade, o resultado do trabalho é volátil e pouco confiável, dificultando a formação de uma reputação respeitável, para clientes e investidores. Dessa forma, obter retorno sobre investimento é praticamente impossível.

Além disso, a operação em geral fica perdida por má administração. Entre todas as categorias de risco operacional, pode-se apontar para a de riscos organizacionais como a que mais afeta a taxa de sobrevivência das empresas, especialmente aquelas que estão nos seus primeiros 5 anos de atividade.

Risco de pessoal

Começamos a falar sobre as categorias de risco operacional com a classificação organizacional, ou seja, ameaças causadas por uma administração incapaz de criar um planejamento de longo prazo e uma gestão empresarial adequada.

Para continuar o assunto, vamos falar sobre os riscos de pessoal, que ocorrem quando gestores e líderes da empresa conseguem criar o planejamento e a estrutura necessária, mas falham na capacitação e gestão dos seus colaboradores.

Mesmo com o avanço de tecnologias, transformação digital e atividades automatizadas, colaboradores capacitados e atentos continuam essenciais para o sucesso de uma empresa

Contar com uma estratégia excelente, políticas internas consolidadas e ferramentas de trabalho de última geração não terão utilidade se os seus recursos humanos não passaram por treinamentos e processos de capacitação.

Riscos de operação

A última categoria seria a dos riscos de operação, que envolvem a linha de produção ou execução do serviço para a qual a empresa existe, ou seja, operação de sua atividade-fim. 

Podem ser ocasionados por qualquer instabilidade na cadeia produtiva, seja falta de suprimentos, equipamentos em manutenção ou outros fatores capazes de causar interrupção. Em geral, é relativamente fácil de identificar e corrigir riscos de operação, porém, a agilidade desse processo é determinante para mitigar os prejuízos causados.

Quais são os formatos de riscos operacionais?

Depois de conhecermos as categorias de risco operacional, é importante exemplificar cada uma delas. Em geral, podemos identificar 3 padrões de formatos, que são as falhas, deficiências e inadequações operacionais. Entenda:

Falhas

Começando pelo formato de menor impacto, falhas podem ser identificadas como alterações imprevistas no padrão de funcionamento adequado, seja por erro humano ou tecnológico.

Como exemplo de falha humana, podemos imaginar um cenário onde um funcionário, por esquecer ou desconhecer o processo, pula uma etapa da cadeia produtiva. 

Nesse caso, a solução é relativamente simples, sendo necessário voltar ao início e executar todas as etapas, além de certificar que o colaborador compreende o erro e evite a reincidência.

Em outro contexto, temos defeitos em máquinas e equipamentos, seja necessidade de reparo ou uma falta de energia, por exemplo. Como solução imediata temos a manutenção corretiva ou o contato com a concessionária de energia.

Ainda com os exemplos citados, a longo prazo ainda seria ideal estabelecer uma rotina de manutenções preventivas programadas e implementar sistemas secundários ou emergenciais de fornecimento de energia, diminuindo os impactos sofridos por essas falhas.

Deficiências

Um pouco mais sérios, temos os riscos operacionais causados por deficiências processuais. Eles ocorrem quando itens ou fatores essenciais para a operação não se fazem presentes. Por exemplo, caso haja falta de matéria-prima, maquinário específico ou número de colaboradores necessários para atingir uma meta ou padrão de qualidade.

Em geral, a deficiência é a ausência completa de um ponto crucial para a conquista de um ideal estabelecido

Nesse caso, a empresa deve se organizar para suprir essa necessidade o mais rápido possível, seja adquirindo equipamentos necessários, realizando a homologação de fornecedores aptos a entregar suprimentos no padrão esperado ou pela contratação de profissionais capacitados para um setor em necessidade.

Inadequações

Por fim, temos as inadequações, que oferecem maior gravidade. Isso ocorre pela dificuldade em serem identificadas. 

Nesse caso, a empresa pode até contar com um recurso designado para atender uma necessidade, porém ele não é o mais adequado para isso, provocando uma percepção equivocada da performance alcançada.

Por exemplo, quando a empresa desenvolve o planejamento de Compliance e segue os princípios de governança corporativa, mas não se adequa a mudanças na legislação vigente. Assim, temos uma falsa sensação de conformidade, que pode causar prejuízos catastróficos.

Da mesma forma, podemos analisar um cenário hipotético onde uma empresa cria a estrutura do departamento de compras, acompanha indicadores de performance, mas não realiza auditorias para comprovar os resultados. Nesse contexto, ela se torna vulnerável a fraudes e atividades inadequadas.

Dito isso, é importante ressaltar que riscos operacionais por inadequações e riscos de Compliance, apesar de serem interligados e similares, apresentam diferenças latentes. Para compreender melhor essa disparidade, o vídeo abaixo é muito interessante:

Evite riscos na sua rede de fornecedores

A gestão de riscos deve sempre se preocupar com a cadeia de suprimentos da empresa. Por isso, realizar a avaliação de fornecedores e montar uma rede de parceiros homologados é essencial para mitigar ameaças à imagem, produtividade e lucratividade da sua empresa.

Com a Linkana, realizar a qualificação de fornecedores é muito mais eficaz. Utilizando tecnologia e know-how, contamos com técnicas de machine learning para automatizar a consulta de documentos públicos por CNPJ e garantir ferramentas de monitoramento cada vez mais assertivas. 

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.