Gestão de risco de terceiros: principais desafios para empresas de sucesso

O relatório Third Party Risk Management Outlook 2020, da Consultoria KPMG, foi divulgado e trouxe à tona um panorama interessante sobre a gestão de risco de terceiros. Considerando o ponto de vista dos executivos, os dados mostram como essa prática ganha relevância no ambiente corporativo.

A pesquisa aponta, entre outros dados, que a gestão de risco de terceiros é uma prioridade estratégica para 77% dos entrevistados. Além disso, 74% dos executivos apontam que suas organizações precisam de ações mais consistentes nesse setor, enquanto 59% afirmaram que suas empresas já sofreram sanções por riscos ocasionados por terceiros.

Todos esses dados mostram que a motivação para esse cenário é exatamente o histórico de prejuízos já sofridos por empresas que não tiveram o cuidado necessário com a gestão de risco de terceiros. Vale destacar que a gestão de riscos de terceiros é relevante para produtos e também para a prestação de serviços terceirizados. 

Uma empresa pode ser responsabilizada judicialmente e pela opinião pública por falhas cometidas por prestadores de serviço, como empresas de limpeza e segurança. 

Neste último exemplo, tivemos o caso de um homem negro morto por seguranças em uma loja da rede Carrefour. Mesmo se tratando de uma empresa terceirizada, a marca Carrefour foi acusada de racismo e virou alvo de protestos pelo país.

Cada vez mais relevante, fazer a qualificação de fornecedores com agilidade e criticismo é essencial para implementação de uma estratégia de sucesso. O que está em jogo é o bem-estar da marca, incluindo a sua reputação, situação de Compliance e, consequentemente, o seu faturamento.

Entenda quais os principais desafios da gestão de risco de terceiros e veja como é possível superar cada um deles para desfrutar de uma cadeia de suprimentos saudável, transparente e confiável.

O que é gestão de risco de terceiros?

Gestão de risco de terceiros é o conjunto de práticas empresariais voltadas para identificar e combater as ameaças provenientes de fatores externos à empresa, podendo ter origem em fornecedores, clientes, sócios, investidores e outros parceiros comerciais.

A prática está em alta no mercado nacional principalmente por conta da Lei 12.846, a chamada Lei Anticorrupção, que ajudou a consolidar os mecanismos punitivos à atividade corrupta entre os setores público e privado.

Mais que isso, a legislação teve importância ao alinhar as práticas nacionais ao que já era exigido no exterior, facilitando a atuação de empresas globalizadas.

De toda forma, praticar a gestão de risco de fornecedores, também conhecida como Third Party Risk Management, é essencial para empresas que desejam blindar a sua reputação e otimizar as suas práticas de Compliance.

Se torna cada vez mais difícil, senão impossível, manter um bom relacionamento com fornecedores, parceiros, investidores e clientes, sem que a empresa adote qualquer prática de avaliação, monitoramento e gestão de riscos de terceiros.

Nesse ramo, o consenso aponta que uma gestão de risco de terceiros é eficaz quando ela considera os seguintes fatores:

  • Due diligence: due diligence, traduzido como diligência prévia, é a investigação prévia dos riscos que uma parceria pode trazer no futuro, faz parte do processo de qualificação de fornecedores;
  • Análise de contratos: os contratos em vigência devem ser avaliados de forma criteriosa, para evitar a responsabilidade cruzada e potenciais danos à reputação da empresa contratante;
  • Avaliação de legalidade: contratos novos devem passar por uma avaliação de legalidade, para evitar equívocos no seu texto, que possam se transformar em risco para ambas as partes no futuro;
  • Cláusulas de responsabilidade: essencial para se proteger em cada parceria comercial, é importante criar cláusulas contratuais específicas para definir a responsabilidade de cada parte;
  • Revisão de governança corporativa: a governança corporativa precisa ser revisada e atualizada se preciso, considerando que ela define as diretrizes das políticas internas e faz parte das boas práticas de Compliance.

Principais desafios da gestão de risco de terceiros e como superá-los

Dada a complexidade e imprevisibilidade das ações de terceiros, vemos como a Third Party Risk Management oferece desafios para as lideranças empresariais. No entanto, os principais cases de gestão empresarial dão dicas de como superar esses obstáculos.

Desafio 1: como encontrar fornecedores qualificados?

O primeiro desafio diz respeito a cadeia de suprimentos e a responsabilidade do setor de compras em garantir fornecedores qualificados e em Compliance com as regras e leis do setor. A dificuldade aqui é a necessidade de avaliar cada vez mais dados de forma eficiente, sem desperdiçar muito tempo.

A solução ideal envolve a aplicação de soluções de homologação e gestão de risco de fornecedores como a Linkana, que automatiza a consulta pública de Compliance e governança corporativa, permitindo que o setor de compras faça a sua análise com agilidade, eficiência e foco total na estratégia da empresa.

Desafio 2: como mitigar riscos no relacionamento com parceiros comerciais?

Outro desafio inerente à gestão de risco de fornecedores envolve a relação dos gestores e sócios de uma empresa com potenciais parceiros comerciais. Como garantir a confiança que esse processo se mantém profissional e transparente?

No geral, é muito importante que as empresas, pautadas pela governança corporativa, montem um código de conduta atualizado e eficiente para os seus colaboradores. Dessa forma, é possível definir o que é aceitável e o que não é em uma negociação com fornecedores, dividindo favores pessoais de vantagens reais para a empresa.

Desafio 3: como garantir a ética na empresa?

Sócios e investidores têm interesses próprios, que podem não estar alinhados às práticas de governança corporativa e conduta ética de mercado. Para evitar que isso resulte em atos de corrupção e riscos para a empresa, é preciso adotar medidas preventivas e reativas.

A solução está nas auditorias de compras, internas e externas, que ajudam a comprovar que as estratégias e práticas de Compliance estão sendo seguidas à risca por todos os níveis hierárquicos em relação aos fornecedores homologados. 

Além disso, vale destacar a medida adotada pela Petrobras para combater desvios de conduta e estimular a denúncia por parte dos colaboradores. Após tantos casos de corrupção na estatal, foi implementado um canal terceirizado de denúncias, que por ser independente, atua com rigor total na apuração.

Veja um pouco mais sobre as medidas adotadas pela Petrobras para evitar desvios de ética:

6 motivos para otimizar o gerenciamento de terceiros

Afinal de contas, por que devemos otimizar a gestão de risco de terceiros? No geral, é essencial proteger a imagem e o faturamento da sua empresa. Mesmo que se expor e ter apetite por riscos seja relevante para organizações que visam aumentar seu patrimônio, é essencial que tudo isso seja muito bem calculado.

Veja a seguir os 6 principais motivos para priorizar a gestão de risco de terceiros:

1. Preserva a imagem da empresa;

2. Garante parcerias mais transparentes e promissoras;

3. Antecipa tendências mercadológicas;

4. Protege o faturamento;

5. Facilita o monitoramento de fornecedores;

6. Cenário ideal para crescimento.

De modo geral, a gestão de risco de terceiros promove tais benefícios. Primeiramente, é uma forma de preservar a imagem da empresa, combatendo os desvios de conduta em todos os níveis. Junto disso, a prática auxilia na formação de parcerias comerciais realmente vantajosas e transparentes.

Conhecer os riscos sempre contribui para uma empresa se antecipar às exigências que o mercado ainda irá implementar, já que elas surgem como reação após escândalos de corrupção e erros graves que vêm a público.

Por fim, a gestão de risco de terceiros fornece um ambiente mais promissor para monitorar o Compliance em fornecedores e parceiros comerciais, que por sua vez irá garantir o melhor custo-benefício para o setor de compras, o faturamento otimizado e um cenário perfeito para o crescimento da empresa.Comece a montar uma rede de fornecedores garantindo o respeito às regras de Compliance, sem burocracia e sem perda de tempo. Veja como a Linkana pode ajudar a sua empresa na gestão de fornecedores. Basta preencher o formulário abaixo:

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.