ESG na indústria química: o que é, quais os desafios e como aplicar?

A indústria química passa por uma forte pressão da sociedade para diminuir os efeitos negativos das suas ações. Como a área é fundamental para inovação e pesquisa, é essencial desenvolver soluções que causem menos impactos ao meio ambiente. Por isso, a adoção da agenda ESG na indústria química é um assunto cada vez mais prioritário no mercado.

Embora pareça simples conscientizar o setor sobre os problemas relacionados às suas produções, não é fácil colocar no mercado um produto não agressivo, uma vez que o processo industrial é composto por etapas e materiais, muitas vezes, corrosivos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o setor tem a 3ª maior participação no PIB industrial, faturando quase US$ 4 bilhões apenas em 2019. Além disso, é considerada a terceira maior consumidora de energia elétrica no Brasil, segundo a Empresa de Pesquisa Energética.

A partir disso, você pode perceber as dificuldades enfrentadas pelo setor. Portanto, neste artigo, nós vamos mostrar os desafios e as medidas adotadas para inserir o modelo ESG na indústria química.

Acompanhe a gente e boa leitura!

Afinal, o que é ESG? E qual é a relação com a indústria química?

A sigla em inglês ESG refere-se aos termos Environmental, Social e Corporate Governance. Já em português, o termo é Ambiental, Social e de Governança (ASG). O foco é adotar práticas sustentáveis, reduzindo danos ao meio ambiente e problemas que a sociedade enfrenta, além de adotar princípios éticos nas relações.    

Siga conosco para conhecer os principais problemas enfrentados pela indústria química diante do ESG.

Problemas da indústria química 

A indústria química tem produtos essenciais para a população. Álcool em gel, máscaras, oxigênio, seringas, entre outros, fazem parte do dia a dia, sendo de extrema relevância durante a pandemia do coronavírus. No entanto, o custo de produção é muito alto.

De acordo com a Abiquim, a matéria-prima custa quatro vezes mais do que em outros países. Isso eleva o índice de importações, receitas e empregos internacionalmente, por outro lado, há queda na contratação de funcionários brasileiros.

Ou seja, há uma série de problemas relacionados à área, como: falta de matéria-prima, taxas de juros elevadas, baixa demanda interna e alto custo de energia. Uma forma de contornar essa situação é por meio de um plano de ESG na indústria química.

ESG na indústria química: possíveis soluções 

Enxergar sua empresa por meio de uma cultura ESG pode trazer novos subsídios. O primeiro passo para criar o hábito sustentável na indústria química é fixar as políticas públicas e regulamentações na companhia.

Outro ponto é a produção do hidrogênio verde em alta escala no Brasil. Ele é feito a partir da eletricidade, que usa fontes de energia limpas e renováveis, separando o hidrogênio do oxigênio existente na água.

Alguns exemplos de fontes de energias limpas são: eólicas, hidrelétricas, solares, de biogás e biomassa.

Isso significa que a grande vantagem do hidrogênio verde é o carbono zero, já que é obtido sem a emissão de gás carbônico.

Uma maneira da indústria química ter concessão para produzir o hidrogênio verde é por meio do I-REC (International Renewable Energy Certificate).

Com tradução para o português, o Certificado Internacional de Energia Renovável comprova que a energia elétrica consumida pelas empresas vem de uma fonte 100% renovável.

Por fim, um modelo de trabalho do setor que caracteriza a importância das práticas de governança, meio ambiente e social é a nanotecnologia, ciência que possibilita a criação de processos industriais de alto desempenho, com sistemas pequenos.

A nanotecnologia promove o uso mínimo de insumos químicos e de aplicações menos tóxicas para o consumo e o meio ambiente, o que caracteriza um padrão mais sustentável para a sociedade.

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Como aplicar ESG na indústria química? 

Seguindo as diretrizes ESG, quais práticas podem ser direcionadas para o seu negócio na indústria química? Confira!

Ambiental 

  • Incluir energias limpas e renováveis nos projetos.
  • Implementar sistemas de reciclagem no tratamento de efluentes com a reutilização da água.
  • Reciclar produtos químicos e embalagens, papéis e copos descartáveis.
  • Avaliar os efeitos da produção para minimizar os resíduos e efluentes.
  • Fazer o descarte correto de resíduos.
  • Aplicar a logística reversa, isto é, coletar e reciclar produtos após o uso do consumidor.
  • Estipular a prática de auditorias em fornecedores.

Social 

  • Estabelecer uma conduta com valores éticos, padrões de comportamento e transparência.
  • Respeitar a legislação.
  • Realizar campanhas de treinamento e conscientização para a prevenção de acidentes ao manipular produtos químicos.
  • Analisar os processos para a gestão adequada do risco químico.
  • Fomentar um ambiente de trabalho seguro, com equipamentos de proteção adequados.
  • Abrir um canal de diálogo entre colaboradores e lideranças para comunicar os problemas para serem resolvidos.
  • Criar projetos de capacitação de jovens para uso e cuidado de produtos químicos existentes em casa.

Governança 

  • Desenvolver programas de prevenção à corrupção.
  • Estabelecer um canal de denúncias.
  • Contratar auditorias independentes para verificar o andamento da aplicação dos critérios ESG.
  • Avaliar a integridade dos fornecedores.
  • Acompanhar projetos socioambientais.
Infográfico
ESG: o que é, como aplicar, vantagens e como medir
Listamos 7 vantagens de ter uma política ESG na sua empresa, 4 maneiras de como aplicar e 3 formas de como medir se as ações estão tendo sucesso ou não.

De que forma a Linkana contribui para um ambiente sustentável? 

Ao aplicar as estratégias ESG na indústria química, o setor tende a conquistar uma reputação positiva ao usar recursos naturais, além de evitar multas pelos danos ambientais.

O contato com colaboradores e fornecedores engajados também gera resultados satisfatórios. Logo, o papel da indústria química na agenda ESG é importante para que as demais indústrias também adotem um modelo socioambiental e de governança.

Nesse sentido, a Linkana tem como foco avaliar os fornecedores sustentáveis e que podem contribuir para o seu negócio.

Nossa plataforma certifica e classifica fornecedores de acordo com boas práticas internacionais em temas como diversidade, inclusão, sustentabilidade, social e governança corporativa. 

Fazemos isso por meio de modelo proprietário de ESG Rating criado para classificação e análise de fornecedores. Para exemplificar, a imagem abaixo demonstra as pontuações atribuídas aos critérios ambientais, sociais e de governança:

Adicionalmente, temos nossa própria certificação de diversidade & inclusão (D&I) para empresas pertencentes a mulheres, pretos, pardos, PcDs, indígenas e pessoas LGBTQIA+.

Quer um exemplo de sucesso?

A Mondelez Brasil implementou o Programa de Diversidade de Fornecedores, e, com isso, o Gerente de Procurement, Gilson Alencar,  tornou-se o Líder de Diversidade & Inclusão de Fornecedores.

Por meio do projeto Linkana Insights, nossa empresa foi aprovada pela Mondelez International como a plataforma oficial de identificação e certificação de fornecedores diversos e economia inclusiva no Brasil. Conheça mais:

Veja como o Gilson mapeou e certificou a diversidade de mais de 3.000 fornecedores da Mondelez Brasil
Com o projeto, a Linkana foi aprovada pela auditoria global da Mondelez International como plataforma oficial de identificação e certificação de fornecedores diversos e de economia inclusiva no Brasil.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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