Saiba como implementar um roteiro com as principais práticas de governança corporativa

A sua empresa segue ativamente um roteiro com as principais práticas de governança corporativa? Esse conjunto de processos tem como objetivo trazer mais transparência e eficácia para as organizações, além de melhorar a sua imagem pública.

Com isso, o seu negócio será capaz de melhorar a relação entre acionistas e administração, planejar de maneira estratégica todos os passos da empresa e trazer melhores resultados que serão visíveis tanto para investidores quanto consumidores.

Entenda qual é a importância e como implementar o roteiro com as principais práticas de governança corporativa.

O que é a governança corporativa?

A governança corporativa é um conjunto de práticas que visam melhorar e profissionalizar ainda mais a administração de um negócio, implementando uma gestão eficiente, transparente e com uma boa reputação perante os stakeholders (clientes, fornecedores, acionistas, entre outros).

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), ela pode ser definida como “o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.

Além disso, “as boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum”.

Uma empresa que investe em um roteiro com as principais práticas de governança corporativa estará assegurando um melhor controle e administração do negócio, um crescimento saudável, uma melhoria na imagem institucional e uma descentralização na tomada de decisões.

As suas principais funções são:

  • alinhar interesses entre acionistas e direção, diminuindo a possibilidade de conflitos;
  • instituir as melhores práticas para a gestão corporativa;
  • trazer eficiência e transparência aos negócios;
  • melhor a aplicação de recursos;
  • construir uma boa reputação para a organização. 

Ou seja, a governança corporativa tem um papel estratégico dentro da administração de uma empresa, sendo responsável por determinar normas, regras, práticas e processos, além de avaliar, direcionar e monitorar o planejamento interno.

Por outro lado, a gestão corporativa é responsável por planejar, executar e acompanhar os fluxos de trabalho, respondendo à governança.

Por ter esse papel central, um dos principais papéis da governança corporativa é ajudar a avaliar riscos envolvendo um negócio e o seu potencial de retorno sobre investimento. 

Ao estabelecer regras e trabalhar em conjunto com a compliance, a governança corporativa

auxilia a aplicar melhor o dinheiro e reduzir eventuais prejuízos decorrentes de ameaças e falhas, além de ter mais controle sobre esses processos. 

Para ajudar nessa prática, a governança corporativa conta com ferramentas tecnológicas como o software da Linkana, que auxilia a mitigar o riscos na cadeia de suprimentos, por meio de um processo de cadastro, homologação e contratação de fornecedores seguro, ágil e eficaz.  

Um ótimo exemplo é o case de sucesso com a Nivea, que ao usar a Linkana aumentou em 70% a volumetria de informações coletadas sobre fornecedores e zerou as inconsistências nos dados levantados. 

Isso traz mais segurança sobre o background das empresas terceirizadas contratadas e mitiga os riscos envolvendo a imagem e confiabilidade da sua empresa. 

Roteiro com as principais práticas de governança corporativa: 5 pontos

Antes de implementar o roteiro com as principais práticas de governança corporativa, é interessante adotar os quatro princípios desse método de gestão: 

  1. transparência;
  2. prestação de contas;
  3. equidade;
  4. responsabilidade corporativa.

Após incorporar esses princípios, é hora de partir para os cinco pontos do roteiro. 

1 – Criar os conselhos consultivo e administrativo 

Parte essencial da estrutura de governança corporativa são os conselhos consultivo e administrativo.

O primeiro é responsável por auxiliar e orientar a tomada de decisões estratégicas dentro da organização. Para isso, é formado por profissionais internos e externos, com perfis distintos e muita experiência na área. O papel desse conselho consultivo, que costuma ter de 3 a 5 pessoas de confiança, é aumentar a eficiência e inovação nos processos.

Já o conselho administrativo reúne membros internos com conhecimentos, experiências e cargos diversos. Ele deve ser descentralizado, definir as políticas e diretrizes da empresa e fiscalizar e monitorar as ações do CEO e outros diretores, com o objetivo de assegurar a transparência das ações cotidianas.

2 – Realizar reuniões e produzir relatórios

Depois de implementados os conselhos, é hora de partir para o próximo ponto do roteiro com as principais práticas de governança corporativa, que é a realização de reuniões periódicas com atas que registrem tudo que foi discutido e decidido. 

Isso é importante porque é nesses encontros que os conselhos e sócios poderão avaliar os projetos, diretrizes e planos de ação para atingir as metas estabelecidas.

As atas ou relatórios das reuniões são importantes para alinhar a empresa e manter a transparência em dia, além de servir como uma ferramenta de prestação de contas para antigos e futuros acionistas e outros stakeholders.

3 – Definir hierarquias

Além de implementar conselhos que têm como papéis auxiliar a tomada de decisões e fiscalizar o andamento dos negócios, o roteiro com as principais práticas de governança corporativa estabelece que é preciso definir muito bem quais são as hierarquias internas. 

O objetivo é deixar claro a quem as pessoas devem se reportar em cada situação cotidiana ou até mesmo recorrer em caso de dúvidas. Isso servirá para que a empresa esteja alinhada, que todos saibam seus papéis nas operações e para que não ocorram falhas na comunicação ou mal-entendidos.

4 – Estabelecer normas e condutas

Outro papel do roteiro com as principais práticas de governança corporativa é estabelecer normas e regras, por meio de um código de conduta, por exemplo, que auxilie a guiar o comportamento de funcionários e da organização.

Assim, todos saberão quais são os princípios éticos, deveres e penalidades, baseados na missão, visão e valores da empresa, e estarão atuando sob um comando transparente.

5 – Investir em mecanismos de controle  

Por último, um roteiro com as principais práticas de governança corporativa deve se preocupar em investir em mecanismos de controle interno e externo.

Isso ajuda no bom funcionamento das práticas, na fiscalização e na transparência do negócio. Para isso, é importante submeter as decisões estratégicas para parceiros externos, como o conselho consultivo (que não necessariamente precisa ser formado por membros internos) e também realizar auditorias constantes.

Essa prática tem como objetivo garantir que todas as normas estão sendo cumpridas e que não há evidências de fraude ou má gestão. 

Tudo isso auxilia a melhorar a imagem da sua corporação perante stakeholders e também seu público interno, além de servir como exemplo para outras organizações. 

Um dos principais mecanismos de controle que a sua empresa deve estar atenta é a auditoria da cadeia de suprimentos. Com o software da Linkana, é possível automatizar e minimizar os riscos envolvidos no cadastro, contratação, homologação de fornecedores e também na continuidade dos trabalhos, garantindo que eles estão com as documentações em dia. 

Isso auxilia a concretizar boas práticas de governança, gestão de riscos e compliance, além de integrar processos e aumentar a transparência interna da sua empresa.

Fale com um de nossos especialistas e confira na prática como a Linkana pode auxiliar a governança corporativa da sua empresa. 

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.