Quais são os princípios da governança corporativa? Saiba tudo sobre essa tendência

Você sabe o que a Natura, o Grupo Boticário e a Ambev têm em comum? Essas empresas são as três primeiras colocadas em um ranking nacional de responsabilidade e governança corporativa

Essas empresas foram selecionadas por serem as que melhor investem em ações como comportamento ético, transparência e boa governança, responsabilidade com os funcionários, compromisso com o meio ambiente e contribuição à comunidade.

Todas essas ações têm como bússola os princípios da governança corporativa, que tem como objetivo levar um ambiente saudável e ético para todos os colaboradores. Mas quais são os princípios da governança corporativa? Vamos descobrir!

O que é governança corporativa?

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a governança corporativa pode ser resumida como “um sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.

Para o Instituto, a governança é um recurso que traduz os princípios e valores de uma organização em ações que possuem um impacto positivo na gestão da empresa. Os princípios da governança corporativa também ajudam a alinhar os interesses e objetivos dos stakeholders para tornar menos turbulenta as relações internas e externas da organização.

O vídeo abaixo, da Petrobras, é um ótimo complemento para que você possa compreender a funda o que é a governança corporativa:

Leia também: 5 falhas na governança corporativa para evitar na sua empresa

Quais são os princípios da governança corporativa?

A governança corporativa está montada a partir de quatro pilares. São eles a transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa, que vamos conhecer em mais detalhes abaixo.

Transparência

Você se lembra das empresas que possuem uma ótima governança corporativa, que citamos no início do texto? Dentre os quatro pilares, a transparência foi vista como a maior fortaleza dentre todos os princípios.

E não é à toa que esse é um dos princípios da governança corporativa, já que a transparência é imprescindível na relação entre a empresa e seus acionistas.

De acordo com o IBGC, a transparência “consiste no desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos”. 

Mas ela não se encaixa apenas no quesito econômico, preocupação de muitas pessoas. Tudo que for relevante às partes, desde decisões de impacto até a lista de fornecedores deve estar disponível e de fácil acesso às partes interessadas.

Prestação de contas

“Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões e atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papéis.”

Essa definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa já seria suficiente para compreender esse princípio, mas vamos mais a fundo nesse ponto.

Quanto menos informações disponíveis sobre um assunto, maior a desconfiança entre as partes. Com essa desconfiança, que pode ser causada por negligência, incompetência, omissão ou até por ações intencionais, é a faísca para hostilidade e acusações que podem denegrir a reputação da organização.

Por isso, a prestação de contas se torna um importante pilar para aumentar a confiança e nutrir parcerias de sucesso dentro da empresa.

Equidade

São inúmeros os casos de brigas de poder. Um dos mais recentes, na Sinovac, resultou em uma tentativa de golpe, invasão de fábrica e suspensão na Nasdaq. Por isso, a equidade é um princípio cada vez mais importante na governança corporativa.

Uma relação igualitária entre a empresa e seus acionistas garante que nenhuma das partes tenha privilégios ou faça alguma prática ou política discriminatória.

Para reforçar esse princípio, vamos olhar para a definição do IBGC? De acordo com o Instituto, a equidade “caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.”

Responsabilidade Corporativa

O quarto e último princípio é a responsabilidade corporativa, que apareceu no ranking com uma das maiores fraquezas.

Esse princípio, que diz respeito à imagem da empresa, influencia o tratamento dos colaboradores, os cuidados com o meio ambiente, o respeito à comunidade em que a empresa está inserida e mais.

Para o IBGC, a responsabilidade corporativa é vista como “zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazos.”

Quais são as principais vantagens da governança corporativa?

Apesar de haver vários motivos pelos quais é importante implementar uma governança corporativa, os que valem ser destacados são:

  • Diminuição nas falhas e possibilidades de fraudes
  • Aumento da transparência e eficiência nos processos internos
  • Consolidação na reputação organizacional
  • Descentralização da gestão
  • Melhor relação com investidores e mais possibilidade de investimentos

Governança corporativa e fornecedores

A seleção de um novo fornecedor costuma ser antecipada por uma homologação, em que é avaliado se ele adota práticas sustentáveis em seu processo produtivo, respeita regras socioambientais e se a sua gestão é baseada nos quatro princípios da governança corporativa. 

Em muitos casos, o fornecedor se torna uma extensão do contratante, por isso é imprescindível uma verificação no formato de trabalho e nos princípios desse possível parceiro, a fim de garantir que sua organização não seja prejudicada.

E para lhe ajudar com a gestão de riscos de fornecedores existem softwares como a Linkana. Através de robôs de RPA e Machine Learning, a Linkana automatiza todo o processo de homologação e gestão  de fornecedores, mitigando riscos operacionais e reputacionais de maneira simples e eficiente, agregando segurança e eficiência à sua gestão.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.