Como gerenciar o efeito chicote na cadeia de suprimentos? Conheça as 4 melhores estratégias

Sabe quando um produto de repente tem uma procura muito alta, mas a reposição do estoque não é rápida o suficiente e o cliente não consegue comprá-lo? Ou quando a demanda é superdimensionada acaba encalhando no estoque? Isso é conhecido como efeito chicote na cadeia de suprimentos e pode trazer prejuízos para o seu negócio.

Esse efeito chicote na cadeia de suprimentos é basicamente a diferença entre a demanda real e a prevista de um produto, podendo causar o excesso ou a escassez dele. Caso ele esteja em falta, isso pode proporcionar uma má experiência ao cliente

Para reduzir esse efeito, é importante investir em monitorar os dados mais relevantes para a estratégia de vendas, sincronizar a cadeia de suprimentos, diminuir o lead time de compras e escolher estrategicamente os fornecedores.

Saiba tudo sobre o efeito chicote na cadeia de suprimentos, suas causas e como reduzir as suas consequências.

O que é o efeito chicote na cadeia de suprimentos?

O efeito chicote na cadeia de suprimentos é a distorção que acontece entre a procura de um produto, o pedido para os fornecedores e as vendas. Ou seja, é quando se subestima ou superestima a demanda de uma mercadoria.

Por exemplo, um consumidor começa a procurar mais um produto, mas a indústria continua produzindo da mesma maneira, sem levar em consideração esses dados, então a sua empresa acaba tendo problemas na reposição do estoque.

Isso pode levar a uma perda de vendas pela falta de um produto na prateleira, ou ao extremo oposto, o encalhamento de produtos no estoque, caso a busca por ele esteja baixa. 

Esse efeito é o responsável por explicar uma falta grande ou o excesso de produtos ao longo da cadeia logística.

Ele pode ser um problema de difícil detecção, por isso é importante que fornecedores, distribuidores e varejistas estejam alinhados e compartilhem as informações mais fundamentais sobre os processos de compra e vendas entre si para evitá-lo. 

Entre as consequências de um efeito chicote na cadeia de suprimentos estão:

  • o aumento do custo dos estoques;
  • risco de indisponibilidade de algum produto para o cliente;
  • desgaste da relação com fornecedores e consumidores;
  • aumento do custo de transporte e mão de obra por conta da imprevisibilidade das demandas.

7 principais causas do efeito chicote na cadeia de suprimentos 

Esse efeito chicote na cadeia de suprimentos pode ser causado por diversos fatores, desde os operacionais mais básicos até os mais complexos.

 Essa falha ocorre especialmente pelos seguintes motivos:

  1. falta de informações adequadas sobre as vendas;
  2. mau gerenciamento da cadeia de suprimentos;
  3. problemas na avaliação do lead time de compras (o tempo entre o pedido do cliente até a chegada de um produto);
  4. desorganização entre elos na cadeia logística;
  5. variações de preços que mudam drasticamente o padrão de busca por um produto;
  6. racionamento, ou seja, a compra em excesso com a perspectiva de falta de um produto, que pode gerar o seu encalhe;
  7. acúmulo de pedidos.

Para reduzir o efeito chicote na cadeia de suprimentos e melhorar a logística da demanda e as vendas de produtos, é possível investir em algumas estratégias, como as listadas abaixo. 

Como melhorar a logística e reduzir o efeito chicote na cadeia de suprimentos? Confira 4 estratégias 

Se a sua empresa já passou por situações relacionadas ao efeito chicote na cadeia de suprimentos e quer evitar que isso ocorra novamente, é importante investir em quatro principais estratégias logísticas.

1 – Agregar e analisar os dados mais importantes sobre a estratégia de vendas 

Trabalhar com dados relevantes e que informem o que a empresa precisa saber sobre a produção e as vendas é crucial para minimizar ou evitar o efeito chicote na cadeia de suprimentos.

A sua empresa precisa saber exatamente se as estratégias de vendas estão funcionando ou não, quantos produtos estão sendo de fato comercializados e quando há uma maior ou menor procura por eles. 

Além disso, é preciso avaliar apropriadamente o histórico de vendas para fazer previsões de demandas mais certeiras e entender como está o giro dos produtos.

A partir de dados baseados em números reais das demandas é viável detectar os problemas e resolvê-los. Assim é possível também fazer um melhor planejamento de compras. 

2 – Sincronizar a cadeia de suprimentos

Sincronizar a cadeia de suprimentos pode ser um desafio, pois lida diretamente com os fornecedores, distribuidores, atacadistas e varejo. Mas fazer isso é fundamental para que todos trabalhem no ritmo do consumidor.

Para colocar essa sincronização em prática, é preciso que todos os envolvidos compartilhem dados sobre os processos em andamento, assim os efeitos serão minimizados.

Dessa forma, as indústrias podem programar melhor a sua produção, os distribuidores conseguem equilibrar os estoques e os varejistas serão capazes de manter as lojas abastecidas.

3 – Reduzir o lead time de compras 

Ao reduzir o lead time de compras, a sua empresa deve focar também em aumentar a frequência de entregas. 

Assim, será possível ajustar os níveis de estoque com mais precisão e melhorar a qualidade dos dados de vendas, diminuindo o tempo necessário para repor os produtos. 

4 – Escolher fornecedores de maneira estratégica 

Todos os envolvidos ao longo da cadeia logística devem estar comprometidos com a transparência, compartilhamento de informações essenciais e com a estratégia de vendas determinada pelo negócio. 

Isso porque a integração entre a empresa, fornecedores e clientes é essencial para diminuir o efeito chicote na cadeia de suprimentos.

Por isso é preciso investir em parcerias estratégicas e que se adaptem à maneira como as informações devem ser compartilhadas. Isso começa na procura por fornecedores de qualidade. 

Como você percebeu, ter fornecedores confiáveis é fundamental para reduzir o efeito chicote na cadeia de suprimentos. A sua empresa está fazendo as melhores escolhas de fornecedores?

Para colocar isso em prática, é preciso identificar parceiros com objetivos centrais comuns aos do seu negócio, além de verificar se eles não oferecem ameaças à imagem e à operação da sua empresa. 

Para te ajudar nessa missão, é possível utilizar o software da Linkana, que além de realizar consultas públicas e emissão de certidões corporativas dos fornecedores, também efetua o monitoramento de dados, armazenamento em nuvem e alerta de inconsistências e irregularidades na operação. Faça um diagnóstico de risco de um CNPJ gratuitamente! 

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.