Gestão de riscos ambientais: quais os tipos + como mitigar?

Uma empresa precisa garantir um ambiente seguro e otimizado para a atividade de seus colaboradores, além de adotar medidas guiadas pela responsabilidade socioambiental em relação a forma como interage com o meio onde está inserida.

Por conta disso, a gestão de riscos ambientais é uma preocupação que vem ganhando a atenção de muitas organizações, seja para sua operação própria ou mesmo para a formação de parcerias na rede de fornecedores.

Riscos ambientais tem diversos tipos, podendo afetar a saúde e integridade dos funcionários de uma empresa ou mesmo causar danos ao meio ambiente como resultado de suas atividades. Em ambos os casos, o mercado exige a mitigação desse tipo de risco para avaliar o valor de uma empresa.

Tendo em vista o ganho de importância do ESG (do inglês, Environmental, Social and Governance), que são as medidas de responsabilidade ambiental, social e de governança, vemos como a gestão de riscos ambientais merece estar entre as prioridades de qualquer corporação que deseja ser valorizada.

A seguir, vamos aprender o que são riscos ambientais, como classificá-los de maneira prática e, o mais importante, como aplicar uma gestão eficiente de acordo com sua capacidade de mitigação de riscos ambientais.

O que são riscos ambientais?

Antes de nos aprofundarmos quanto à gestão de riscos ambientais, vamos entender o que são essas ameaças no ambiente de uma empresa. De maneira geral, riscos ambientais se referem a qualquer ação prejudicial ao meio ambiente e aos indivíduos presentes nele, principalmente os ocasionados por um processo de contaminação.

As causas de riscos ambientais variam de equipamentos defeituosos ou inadequados, processos que resultam em poluição ou degradação do ecossistema ao redor da empresa em si. Além desses efeitos nocivos, a empresa pode ser responsabilizada, gerando diversas consequências.

Vale destacar imediatamente que riscos ambientais podem causar acidentes, provocar a interrupção da operação por quebra de equipamentos ou falta de recursos, além de consequências como embargos ambientais e multas.

Dessa forma, o compliance ambiental também se faz necessário para a gestão de riscos ambientais, ou seja, empresas devem buscar a conformidade com as normas de sustentabilidade e leis de proteção ao meio ambiente, inclusive sendo um fator importante para qualificação de fornecedores.

Tipos de risco ambiental

Podemos classificar os riscos ambientais em três categorias principais, sendo eles:

  • Riscos químicos: são aqueles causados por agentes químicos dispersados no ambiente por meio de névoas, poeiras, fumaça ou similares, absorvidos através da pele ou pela inalação decorrente da respiração;
  • Riscos físicos: variam de vibrações, ruídos, impactos e exposição a altas temperaturas, radiação ou pressão anormal, causando danos físicos a indivíduos, fauna e/ou flora das imediações;
  • Riscos biológicos: provenientes de exposição a fungos, bactérias, vírus ou outros agentes capazes de causar doenças aos seres humanos, animais e a vegetação nativa do local.

De acordo com a área de atuação de uma empresa, ela precisará se adequar para combater os riscos de cada categoria específica. 

Da mesma forma, no processo de qualificação de fornecedores, o setor de compras precisa garantir o compliance ambiental de acordo com a demanda solicitada ao fornecedor, inclusive avaliando as medidas adotadas pela gestão de riscos ambientais.

Gestão de riscos ambientais

A gestão de riscos ambientais consiste no conjunto de estratégias e ações implementadas por uma empresa para garantir o respeito ao meio ambiente e aos indivíduos presentes nele, desde os seus colaboradores e a população geral até a fauna e a flora.

Conhecida também por Sistema de Gestão Ambiental (SGA), essa prática tem o objetivo de encontrar uma atuação equilibrada entre necessidade e expectativa da empresa,com a exploração prudente e sustentável dos recursos naturais disponíveis.

É importante salientar que a gestão de riscos ambientais é relevante para o uso inteligente e sustentável dos recursos, mas também traz outros benefícios

Primeiramente, ela irá atuar na mitigação de riscos resultantes de embargos e multas, que podem interromper ou prejudicar a operação rotineira estabelecida pela empresa, bem como diminuir o seu faturamento.

Por outro lado, a gestão de riscos ambientais, quando realizada corretamente, é capaz de agregar valor aos ativos da empresa. Ela ganha credibilidade e preferência de potenciais parceiros comerciais e também dos stakeholders.

Empresas contratantes podem exigir medidas eficazes na gestão de riscos ambientais, que geram prioridade para um prospecto adequado. 

Da mesma forma, investidores podem preferir empresas que se preocupam com uma atuação sustentável, seja na operação interna ou de seus fornecedores, o que pode ser observado pela relevância crescente dos indicadores ESG.

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Como fazer a gestão de riscos ambientais corretamente?

Percebendo como a gestão de riscos ambientais pode trazer benefícios e valorização a uma empresa, além de garantir a saúde do meio ambiente e a preservação de recursos, nos resta observar quais são as boas práticas relativas ao tema.

Separamos 4 passos para aplicar a gestão de riscos ambientais na sua empresa. Confira:

1. Planejamento estratégico e levantamento de riscos

Uma conduta padrão para qualquer gestão de riscos é começar por um planejamento estratégico. No caso da gestão de riscos ambientais, o planejamento é útil para realizar um levantamento dos riscos pertinentes à atuação da empresa e as demandas por suprimentos de terceiros.

Além disso, a definição de políticas internas em relação ao risco ambiental exige um alinhamento entre as práticas adotadas e a legislação vigente. Logo, a gestão de riscos ambientais também se encaixa nas diretrizes da governança corporativa.

2. Priorização de ações preventivas

Para diminuir tanto o custo e o impacto geral da concretização de um risco ambiental, a gestão deve priorizar ações preventivas em relação à correções posteriores. 

Como elas são focadas em evitar que um problema aconteça, oferecem um melhor retorno sobre investimento, além de serem eficientes para o combate aos riscos financeiros e operacionais provenientes de efeitos ambientais.

Por exemplo, realizar periodicamente a manutenção nos filtros de poluentes diminui a emissão de componentes nocivos na atmosfera e evita multas ou embargos provenientes da fiscalização. O mesmo vale para o descarte adequado de dejetos ou a implantação de um sistema de logística reversa.

3. Estratégia de mitigação

Ao compreender o impacto ambiental de sua organização, bem como dos potenciais parceiros da cadeia de suprimentos, é possível encontrar ações para suavizar esse impacto e garantir um equilíbrio entre danos e correções.

É o caso, por exemplo, da neutralização de carbono, uma iniciativa sustentável que calcula a emissão de carbono causada por determinado processo produtivo e indica maneiras de neutralizar esse índice, promovendo o plantio de árvores, entre outras ações.

Entenda mais sobre essa técnica no vídeo abaixo:

4. Ações corretivas e de remediação

Principalmente no caso de empresas ligadas direta ou indiretamente à exploração de recursos naturais, como mineradoras, fazendas agrícolas e outras, é preciso ir além da mitigação e procurar soluções para corrigir e remediar impactos causados ao meio ambiente.

Para a gestão de riscos ambientais, essas ações podem ser formalizadas pela criação de um seguro ambiental, que é voltado principalmente para financiar soluções em casos extremos, como desastres ambientais diversos.

Dica bônus: inclua seus fornecedores na gestão ambiental

A rede de fornecedores também precisa estar de acordo com o Compliance Ambiental e é obrigação da empresa contratante se preocupar com esse fator. Na hora de fazer a gestão de riscos ambientais, não se esqueça de mensurar os riscos provenientes de parceiros e exigir sua adequação.

Para identificar fornecedores que já foram autuados por órgãos de proteção ambiental, como o IBAMA, a consulta pública do processo de qualificação é a melhor opção, onde é possível verificar se o CNPJ já sofreu alguma penalização desse tipo.Para realizar essa tarefa com ainda mais agilidade e eficiência, conte com a Linkana. Nossa tecnologia de Robot Process Automation promove consultas de bases públicas e emissão de certidões negativas de forma automatizada.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.
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