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Gestão de Fornecedores

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Cadeia de suprimentos na construção civil: quais são os riscos? Como evitá-los?

Written byLeo Cavalcanti

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Written byLeo Cavalcanti

May 21, 2020

May 21, 2020

May 21, 2020

Em qualquer negócio, é importante que os suprimentos sejam todos recebidos na qualidade, data e local esperados. Afinal de contas, somente dessa forma que seus processos se manterão dentro dos prazos e orçamentos estipulados.

Quando falamos da construção civil, isso é ainda mais relevante. Um gerenciamento eficiente da cadeia de suprimentos na construção civil é essencial para que se possa evitar riscos durante a realização de projetos.

Portanto, neste artigo vamos falar sobre a importância desse gerenciamento e quais são esses riscos que podem ser fatais para projetos de construção civil e até mesmo para as empresas.

Qual a importância da cadeia de suprimentos na construção civil?

A cadeia de suprimentos por muito tempo se baseou em métricas exclusivamente voltadas para eficiência de custos, escalar volume e comprar pelo menor preço.

Qualquer análise de tendência ou formulação de estratégia sempre começava com alguma frase do tipo “em um mundo cada vez mais globalizado, você não pode deixar de aproveitar as oportunidades que se apresentam”.

É realmente importante estar atento às oportunidades que surgem em mercados não explorados na concepção da estratégia de Sourcing. Mas o problema é que muitas vezes os cenários para tomada de decisões não estão acompanhados de uma análise dos riscos envolvidos, e que podem mudar o resultado.

Ao se aplicar ferramentas de análises, como o TCO (Total Cost of Ownership), muitas vezes são esquecidas variáveis de retorno versus potenciais riscos envolvidos, que deveriam basear a construção de cenários alternativos de decisão.

A decisão, portanto, deveria considerar quanto cada cenário entrega de savings versus a exposição ao risco, soluções e alternativas para mitigação, além da probabilidade e impacto financeiro.

Quais riscos devem ser evitados em uma cadeia de suprimentos na construção civil?

O gerenciamento de riscos envolve a identificação e mapeamento dos fatores que tragam incertezas e perigos que possam afetar os resultados esperados, além das possíveis estratégias para controle, previsão e mitigação.

Conhecer e ter visibilidade dos riscos são primordiais para um gerenciamento sustentável da cadeia de suprimentos. Cada organização estará exposta a riscos de diferentes magnitudes em função das características da operação.

Os riscos identificados podem ser classificados de acordo com o impacto na operação e probabilidade de ocorrência.

Construindo uma matriz de risco (Fig. 1), que cruze as variáveis de impacto e a probabilidade de ocorrência, é possível avaliar quais são os riscos que requerem maior controle e ações de mitigação.


Este conceito pode ser utilizado também para definir quais são as categorias de compras que apresentam maior exposição a riscos. A gestão da cadeia de suprimentos está exposta a inúmeros fatores de riscos, dentre eles:

  • Instabilidade financeira e consequente falta de capital de giro, sobretudo de fornecedores de pequeno porte, risco de ruptura na operação, inadimplência fiscal e/ou de obrigações trabalhistas.

  • Baixa competitividade em determinada categoria que pode colocar em risco a viabilidade financeira do projeto.

  • Riscos à segurança dos trabalhadores.

  • Baixa capacitação técnica do fornecedor e seus efeitos na qualidade.

  • Baixos índices de produtividade que impactam no cronograma de execução.

  • Riscos envolvidos de Compliance e exposição negativa de imagem.

  • Riscos regulatórios e ambientais.

  • Quanto maior a exposição ao risco da categoria, maior a criticidade do mercado fornecedor.

Categorias de serviços de empreitada, para exemplificar, requerem um enorme contingente de mão-de-obra alocada em canteiros. Fornecedores que atuam nessas categorias podem oferecer riscos econômicos, caso deixem de honrar com suas obrigações fiscais e trabalhistas.

Por outro lado, fornecedores de equipamentos oferecem riscos de parada da operação podendo trazer prejuízos ao cronograma de obra em caso de ruptura, ou em situações que não atendam ao nível de acordo de serviço contratado.

Cabe, portanto, mapear em cada categoria quais riscos estão associados com maior ou menor probabilidade de ocorrência.

Uma vez identificados os riscos de maior impacto em cada categoria, o próximo passo é planilhar um inventário de risco de cada fornecedor.

Esse inventário deverá confrontar o perfil do fornecedor com a matriz de risco e, ponderar através de critérios estabelecidos, o grau de risco apresentado, essa ponderação de critérios irá definir o risk rating do fornecedor.

O risk rating definirá se o fornecedor faz parte de um grupo que precisará de ações estruturadas de gerenciamento de riscos.


Uma análise mais profunda avalia o impacto financeiro do risco. Esse valor aplicado ao risk rating oferece uma boa previsão de eventuais prejuízos futuros que possam estar associados a esse fornecedor.

Esse número pode, e deve, ser utilizado em cenários de análise de seleção da melhor opção de fornecimento para uma determinada categoria, onde o fornecedor “A” de maior preço unitário, porém menor risco, se apresenta como uma opção mais viável contra um fornecedor “B” que oferece um menor preço unitário, porém um alto risco.


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Como mitigar riscos na cadeia de suprimentos na construção civil?

É esperado que as áreas de suprimentos adotem processos e ferramentas que permitam mapear os riscos, que saibam avaliá-los e definir formas de prever e mitigar possíveis danos.

De acordo com um estudo publicado pelo Instituto Uniethos, algumas das principais construtoras ou incorporadoras do país já há algum tempo entenderam a importância de estruturar seus processos de gestão - principalmente de fornecedores.

“Os compradores e gestores passaram, então, a ser reconhecidos e cobrados não apenas pelas boas negociações realizadas. Espera-se que seu comportamento seja semelhante ao dos profissionais de investimento na análise das concorrências e avaliação do desempenho dos fornecedores ao longo da obra”, afirma o estudo.

Leia também: Quais são os critérios para qualificação de fornecedores essenciais para seu negócio?

Uma vez mapeados e classificados adequadamente em função do impacto que podem causar ao negócio, é possível definir um conjunto de ações para previsão e mitigação de possíveis ocorrências.

O quadro abaixo elenca uma série de ações de mitigação de riscos em função das características de cada fator:


Aspectos de Risco

Ferramentas & Ações de Mitigação de Riscos
Instabilidade Financeira e falta de capital de giro dos fornecedores, sobretudo de pequeno porte, risco de ruptura na operação, inadimplência fiscal e/ou de obrigações trabalhistas.Processo de Homologação e Monitoramento da situação financeira do fornecedor,   Cobertura de riscos através de apólices de seguros (risco de engenharia, performance bond),   Retenção de verbas no contrato para cobertura de riscos trabalhistas, fiscais ou garantia da qualidade),   Ferramentas de gestão de terceiros com controle de acesso integrado ao controle de documentações.  Baixa competitividade em determinada categoria que pode colocar em risco a viabilidade financeira do projeto.Processo estruturado de gestão estratégica da categoria,   Mapear o cenário atual de cada categoria e a tendência futura para a categoria sobre vários aspectos, (análise SWOT).  Estabelecer indicadores de projeção de preços futuros, tendência do mercado e comportamento da demanda. (Uma demanda em queda pode ser uma oportunidade de pressionar preços, mas também uma ameaça futura de oferta de capacity).  Baixa capacitação técnica do fornecedor e seus efeitos na qualidade.Processo de Homologação Técnica e avaliação de desempenho e inspeção de qualidade.  Baixos índices de produtividade que impactam no cronograma de execução.Estabelecer nível de acordo de serviço, Auditar aderência aos programas de qualidade e melhoria contínua.Riscos envolvidos de compliance e exposição negativa de imagem.Qualificação e monitoramento do fornecedor, checagem de aspectos regulatórios e reputacionais.    Riscos regulatórios e ambientais.Visibilidade quanto ao histórico do fornecedor em relação ao compromisso com obrigações fiscais, trabalhistas, socioambientais.

Além destas ações, algumas empresas da construção civil já vêm adotando outras estratégias para mitigação de riscos, como a verticalização da linha de produção. 

A “internalização” de atividades antes terceirizadas reduz a exposição ao risco de um contencioso trabalhista ou fiscal, ainda que também possam representar algum incremento no custo de obra.

Por último vale mencionar que melhorias no planejamento do ciclo de execução, permitindo maior sincronização de operações em diferentes canteiros, ganho de eficiência logística no fluxo de materiais eliminando atividades que não agregam valor, e outras ações que buscam desenvolver e modernizar os métodos construtivos, também podem oferecer uma maior cobertura de risco já que contribuem para o desenvolvimento da cadeia e proximidade com os fornecedores.

A importância da tecnologia na cadeia de suprimentos na construção civil

Processos eficientes, rápidos e seguros requerem cada vez mais o uso de tecnologia de ponta para o gerenciamento de riscos de fornecedores.

A coleta e análise de dados, muitas vezes realizada de forma manual, onerosa e pouco eficiente, está cedendo lugar a aplicações desenvolvidas para integrar todo o processo de homologação e monitoramento do fornecedor, automatizando e estruturando todo o processo de governança de risco.

A emissão de certidões e consultas a diversas fontes públicas, análise de dados e captura de documentos e informações privadas, agora podem ser realizadas com a ajuda de aplicações desenvolvidas com modernas tecnologias de ponta como RPA e inteligência artificial.

Uma das soluções que tem como proposta tornar mais eficiente o processo de gerenciamento de risco e governança é a Linkana.

Com o uso de robôs para consultas públicas e simplificação na análise e validação de informações privadas, a Linkana oferece uma plataforma para estruturação do fluxo de homologação e uma base de consultas públicas e privadas organizadas de forma a dar total visibilidade sobre os fatores de risco dos fornecedores críticos a operação.

Em resumo…

Cada vez mais o ambiente de incertezas se fará presente, por isso é imprescindível ter cenários mapeados e riscos gerenciados de forma a suavizar o impacto.

Para os gestores da cadeia de suprimentos na construção civil, é tempo de revisar a matriz de risco e se estruturar para atingir um novo patamar no processo de gestão da cadeia de suprimentos na construção civil.

Desde revisar a estruturação e sistematização da captura de dados até definir indicadores e critérios objetivos de homologação e medição de desempenho, é importante sempre ter ações em mente para garantir a eficiência do negócio e também do gestor.

Vale sempre a máxima “esperar sempre o melhor, mas estar preparado para o pior”.

Autor

Administrador de empresas pela FAAP-SP, Ernandes Castro possui mais de 20 anos de experiência liderando áreas de Suprimentos e Compras Estratégicas em empresas de diferentes setores, além de ser parceiro de negócios da Linkana.

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