Entenda a importância do reconhecimento de riscos ambientais e como adotar esse processo na sua empresa

Em qualquer empresa, é possível que os colaboradores estejam expostos a muitos agentes que possam ser nocivos. E grande parte desses agentes encontrados no ambiente de trabalho provavelmente estão envolvidos com os riscos ambientais.

Nenhuma pessoa gostaria de trabalhar em uma empresa que a sujeita a passar por situações de risco ou estar próxima de agentes que possam lhe causar mal físico ou mental. Por isso, o reconhecimento de riscos ambientais é essencial para proteger as equipes e transformar o ambiente de trabalho em um espaço positivo e saudável.

Continue a leitura e entenda quais são os principais perigos e quais são as ações necessárias para que a empresa consiga fazer um bom reconhecimento de riscos ambientais.

Quais são os principais riscos ambientais?

Antes de entender como fazer um bom reconhecimento de riscos ambientais, é importante entender quais são os pontos que merecem a atenção da sua equipe. 

De maneira resumida, os riscos ambientais são os agentes existentes nos escritórios e outros ambientes de trabalho que são capazes de prejudicar a saúde do trabalho por sua natureza, concentração e/ou tempo de exposição.

Agora vamos olhar com mais detalhes para cada um dos 5 principais riscos ambientais?

Agentes químicos

Problemas relacionados com o manuseio de insumos como vapores, névoas, neblinas, gases e poeiras que podem ser inspiradas pelos colaboradores ou absorvidas pela pele.

Agentes físicos

Perigos decorrentes de processos na linha de produção e dos equipamentos utilizados. Entre os exemplos estão os ruídos, temperaturas extremas ou com alta volatilidade, vibrações, pressões fora do normal, temperaturas extremas e radiações.

Agentes biológicos

Dentre as possibilidades nesse risco ambiental estão os consequentes da manipulação e alteração de bactérias, genes, bacilos, parasitas, protozoários e vírus.

Riscos de acidentes

Um dos riscos ambientais mais conhecidos é o relacionado aos acidentes de trabalho. Aqui são listados desde os riscos relacionados à equipamentos, como máquinas com defeitos e ferramentas inadequadas até a iluminação inadequada e probabilidade de explosões ou incêndios.

Um exemplo desse tipo de risco foi o desabamento de prateleiras em um supermercado de São Luís, no Maranhão. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram estruturas metálicas caindo em uma espécie de efeito dominó, causando a morte de uma colaboradora de 21 anos. 

Riscos ergonômicos

Com cada vez mais pessoas se tornando adeptas ao home office, esse risco se tornou ainda mais relevante às instituições. Eles podem ser causados por fatores fisiológicos, como o transporte de grandes cargas, posturas inadequadas e esforço físico intenso.

Os fatores psicológicos também estão relacionados ao risco ergonômico, como jornadas de trabalho estendidas, estresse, controle de produtividade e cobrança excessiva.

Como e porquê fazer um reconhecimento de riscos ambientais?

De acordo com a Norma Regulamentadora NR-9, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a adoção de um PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) tem como objetivo a implementação de ações “visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.”

Ou seja, esse programa busca proteger não só os colaboradores e o meio ambiente de possíveis riscos, como ele também é uma ótima ferramenta para reforçar o Compliance e também a reputação corporativa.

Para garantir todos esses benefícios, o programa de reconhecimento de riscos ambientais passa por quatro etapas, que são:

As etapas da prevenção e controle dos riscos ambientais são:

1. Antecipação

Sabe aquela “gaveta da bagunça” que você tem na cozinha ou na escrivaninha? Apesar de sabermos da sua existência, muitas vezes a ignoramos ou a deixamos para depois – até chegar ao ponto em que ela não fecha mais. 

Então você olha a sua agenda e encontra um dia mais tranquilo em que possa se sentar e organizar tudo com calma, certo?

A primeira etapa do reconhecimento de riscos ambientais não é muito diferente. Aqui, a sua empresa começará com uma visão voltada especialmente para o futuro, como novas instalações e processos que estão sendo alterados para que possíveis problemas sejam antecipados e resolvidos antes de se tornarem riscos efetivos.

2. Identificação 

Agora que já encontramos o dia e hora certa, a organização  daquela gaveta pode começar com a identificação de todos os produtos que estão esquecidos naquele espaço.

Nessa etapa, todos os 5 riscos ambientais devem ser levantados em todos os processos, ambientes e projetos vigentes para que o planejamento da mitigação desses riscos seja mais efetiva.

Também é sugerido levantar informações adicionais sobre a empresa, como números de trabalhadores, layout das instalações, últimas compras de EPIs e materiais relacionados à ergonomia para que as decisões sejam melhor embasadas.

3. Avaliação

O que pertence na gaveta e o que merece seu próprio espaço em outro cômodo da casa? É o que a etapa de avaliação determinará.

Essa análise detalhada de todos os aspectos relacionados com o trabalho possibilitará uma melhor compreensão sobre o nível de risco de cada fonte. Nessa avaliação, devem ser feitas perguntas como:

  • Quais são os riscos ambientais mais prováveis de causar danos ou lesões?
  • Quais são os riscos mais prováveis de serem eliminados?
  • Quais são as medidas de prevenção ou proteção para controlar cada um dos riscos?

Com todas essas respostas em mãos, você está pronto para o último passo.

4. Mitigação

É agora que parte dos objetos são levados para outros cômodos e outros seguem na gaveta, que ganhará novas repartições e caixas organizadoras. 

Na última etapa do processo de reconhecimento de riscos ambientais, todos os dados ganham uma ação correspondente, seja ela de eliminação ou mitigação do risco. 

Mas como nem todos os riscos poderão ser cuidados simultaneamente, é importante lembrar que a priorização da implementação de medidas devem levar em consideração as consequências da exposição, número de trabalhadores expostos e fatores administrativos.

Reconheça os riscos ambientais dos seus fornecedores

Apesar de sua organização estar preparada para olhar com cuidado e atenção para os riscos ambientais aos quais seus colaboradores estão sujeitos, é importante também garantir que seus parceiros tenham esse mesmo cuidado.

Da mesma maneira que um fornecedor sustentável pode levar benefícios para a sua organização, um fornecedor que coloca os colaboradores em risco ou que não oferece um ambiente saudável de trabalho pode prejudicar a sua reputação corporativa.

Mas não se preocupe: a Linkana pode lhe ajudar. Essa plataforma de e-procurement especializada na homologação de fornecedores utiliza tecnologias como o RPA e o Machine Learning para realizar consultas públicas e emissão de certidões corporativas, garantindo que eles não ofereçam ameaças à imagem e à operação da sua empresa.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.