Ferramentas para gestão de riscos: 7 técnicas indispensáveis para a segurança do seu negócio

Todas as empresas estão expostas a riscos. Com tantas variáveis dentro de uma rotina de trabalho, é impossível prever tudo que irá acontecer – mas é possível realizar a gestão de riscos para diminuir o impacto deles no negócio.

Desde um plano de mitigação de riscos até softwares de gestão de riscos, são várias as maneiras de dar atenção para esse assunto tão importante dentro da sua empresa. Por isso, hoje vamos falar de uma delas: as ferramentas para gestão de riscos. Continue a leitura e descubra essas dicas que podem ajudar no sucesso da sua empresa.

Ferramentas para gestão de riscos: 7 técnicas para você conhecer

What If

E se acontecer isso? E se aquele cenário virar realidade? E se der tudo certo? E se você usasse o What It na sua empresa?

What If, que pode ser traduzido para “e se”, é uma prática que talvez já até faça parte da sua empresa porque ele é bem simples: consiste em olhar para todos esses cenários de riscos hipotéticos que pensamos nos processos da sua empresa e seus prejuízos.

Porém, para que essa técnica seja eficiente, é necessário montar uma equipe com extenso conhecimento do fluxo de processos e subprocessos envolvidos, para que eles tenham uma visão micro e macro, simultaneamente.

Em reuniões com esses colaboradores, o máximo de informações deve ser levantado para levantar todos os cenários possíveis – e, claro, suas soluções para mitigar os problemas. 

FMEA (Análise dos Modos de Falha e Efeitos)

O Failure Mode and Effective Analysis, que é traduzido para Análise dos Modos de Falha e Efeitos, é outra ferramenta para gestão de riscos interessante. Versátil, ela pode ser usada tanto para avaliar problemas na produção de produtos como também nos processos, ganhando o nome de PFMEA.

Em uma avaliação, são usados três indicadores:

  • Severidade: qual será o impacto que esse problema terá na utilização de um produto e nas pessoas envolvidas na produção ou manuseio dele?
  • Ocorrência: qual a frequência que esse problema pode acontecer?
  • Detecção: qual a dificuldade em identificar esse problema, caso ele esteja acontecendo?

Esses três pontos são avaliados e recebem pontuações de 0 a 10 para poder calcular um  quarto índice chamado RPN, que significa Número de Prioridade de Risco. Como o próprio nome diz, é por meio dele que sua equipe descobrirá o grau de urgência que essa falha deve ser corrigida. Seu cálculo é feito através da multiplicação dos três índices citados anteriormente.

APR (Análise Preliminar de Risco)

A Análise Preliminar de Risco é uma excelente ferramenta de análise e gestão de risco por ser uma técnica aplicada nas fases iniciais de implementação de novos projetos ou no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Com o objetivo de identificar riscos, ela possibilita uma correção prévia de possíveis problemas, criando um ambiente de trabalho que promove a proteção dos colaboradores.

Apesar de não ter um modelo obrigatório a ser seguido, as empresas costumam reunir as informações levantadas nos passos abaixo em uma planilha de Excel:

  • Levantar todos os possíveis riscos do trabalho
  • Enumerar os motivos de cada risco
  • Distinguir os colaboradores e áreas que podem ser afetadas pelos riscos
  • Avaliar os danos causados caso o risco se concretize
  • Fazer uma avaliação qualitativa
  • Adotar medidas de prevenção e controle do risco

Essa análise deve ser realizada com os colaboradores que estão envolvidos nesse novo projeto ou produto para facilitar o levantamento das informações. Aliás, os nomes dos colaboradores participantes do trabalho, além da data, local e responsável por esse projeto também podem ser acrescentadas no documento.

Os 5 Porquês

Essa é uma das ferramentas para gestão de riscos mais usadas pelas empresas que buscam diagnosticar problemas. Com o foco na busca da causa raiz dos problemas, acidentes e riscos, ela é de grande valia.

Como você já pode imaginar, seu método de uso é por meio do questionamento do porquê de um problema identificado até chegar à causa raiz dele.

“Mas sempre serão 5 porquês para chegar no ponto inicial que pode criar essa bola de neve?”

Não. Existem situações em que 3 porquês serão suficientes e outras onde 8 ainda não responderão a causa do risco. Mas no final do dia, não se esqueça que a intenção dessa ferramenta é a reflexão, sem importar o número de repetições.

Gestão de riscos e Compliance de fornecedores

Os riscos encontrados no processo de qualificação de fornecedores podem ser de origem operacional ou reputacional, e eventualmente causarem uma série de danos e prejuízos à sua empresa.

Para centralizar e simplificar  o processo de qualificação de fornecedores, existem tecnologias como a da Linkana que possibilitam a automatização dessa etapa da contratação de novos terceiros, tornando a governança e a gestão de risco de fornecedores mais eficiente.

AAE e AAF

Para encerrar, trouxemos dois tipos diferentes de Análises de Árvore para você conhecer.

A primeira delas, a Análise de Árvore de Eventos, organiza de maneira visual um evento indesejado e a sequência temporal das consequências dele. Nesse tipo de AA, geralmente são avaliados problemas ligados aos equipamentos ou colaboradores. 

Já o AAF, Análise de Árvore de Falhas, reúne de maneira gráfica uma combinação de fatos que podem ocasionar um problema na empresa. É com ela que podemos encontrar as causas raízes de uma falha.

Quer saber mais detalhes sobre o que é uma Análise de Árvore de Falhas? É só dar um play: 

Essas são apenas algumas das principais ferramentas para gestão de risco que podem ajudar o seu negócio a se tornar mais seguro e eficiente. Como já afirmamos várias vezes no blog, trabalhe sempre esperando o melhor, mas preparado para o pior.

Por isso, se você quiser continuar aprendendo sobre gestão de riscos, recomendamos a leitura do artigo “Como criar um plano de contingência: confira o guia definitivo e prático para o seu negócio!”.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.