ESG em serviços financeiros: inclua boas práticas em bancos e fintechs

Cada vez mais, vivenciamos os impactos da crise climática, sobretudo pela emissão de gases de efeito estufa. As instituições financeiras, de forma indireta, têm responsabilidades sobre elas, por isso, é cada vez mais constante a busca pela aplicação de ESG em serviços financeiros. E não apenas no quesito ambiental. 

Nesse sentido, líderes do ramo compreendem que falta interesse em incluir práticas socioambientais em suas instituições, em paralelo às questões de governança. 

Uma pesquisa da Anbima mostra que, enquanto 85% das gestoras de recursos e 90% dos bancos deram nota alta para a importância da sustentabilidade no segmento, somente 26% das gestoras e 43% dos bancos incluem o tema em seus códigos de conduta.

Nesse ponto, é possível perceber que a sustentabilidade é importante para o setor financeiro, porém, poucas instituições agem concretamente para implementar aspectos ESG.

Mas e quanto aos aspectos social e de governança? Como reverter esse quadro em que as instituições reconhecem a relevância, mas não mudam suas práticas?

Ao longo deste artigo, vamos mostrar como os bancos e fintechs agem para contribuir com a sustentabilidade, a responsabilidade social e a transparência, além do que pode ser feito para aplicar ESG em serviços financeiros. Leia até o fim!

Afinal, o que significa ESG?

A sigla ESG significa environmental, social and governance, em inglês. Já em português, o termo se traduz como ambiental, social e de governança (ASG), evidenciando os pilares de um mundo mais sustentável.

Ainda que o ESG tenha três aspectos, neste artigo, falaremos mais especificamente sobre a responsabilidade socioambiental, visto que os bancos e fintechs já tendem a seguir normas rígidas de compliance, transparência e governança.   

Emissões financiadas: um risco do setor financeiro

No quesito sustentabilidade, o sistema financeiro tem todas as armas para realizar mudanças em relação ao meio ambiente. As instituições podem direcionar recursos para a descarbonização e, ainda, fomentar este movimento. No entanto, o segmento segue fortalecendo as chamadas “emissões financiadas”, em vez de paralisá-las.

Mas o que são emissões financiadas?

Como ocorre em outros segmentos, os bancos, as seguradoras e outras instituições financeiras emitem gases de efeito estufa. As emissões diretas, por exemplo, são resultados de suas operações e do uso excessivo de energia elétrica em seus escritórios.

Adicionalmente, existem as emissões indiretas, que são de ativos das carteiras dos bancos, parcialmente geradas por meio de investimentos, empréstimos e outros serviços.

Ou seja, se um banco oferece crédito para uma empresa que gera emissões de gases de efeito estufa, ela também é responsável pela atividade, o que se chama de emissões financiadas.

Conforme o relatório “The Time to Green Finance”, as emissões indiretas de gases de efeito estufa realizadas por instituições financeiras são, em média, 700 vezes maiores do que suas emissões diretas. Além disso, o estudo acentua que parte do impacto causado pelo setor vem do financiamento de atividades poluentes.

Movimentos ESG em serviços financeiros 

A primeira vez que a ideia de implementar ESG em serviços financeiros ocorreu foi em 2014, por meio da Resolução CMN nº 4237. A norma estabelece diretrizes para a inclusão da Política de Responsabilidade Socioambiental das instituições financeiras.

A partir disso, o Banco Central anunciou a criação de novas regulamentações que incluiriam o ESG nas agendas das instituições financeiras. Uma delas, por exemplo, se referia às questões socioambientais para a concessão de crédito rural para incentivar práticas sustentáveis na agropecuária. Outras obrigam as instituições financeiras a olhar de forma mais ampla suas carteiras de investimentos e seus ativos, como a frequência inapropriada de emissões financiadas.

Muitas dessas ações seguem as recomendações do TCFD (Task Force on Climate Related Financial Disclosures), o padrão global de publicações de riscos financeiros relacionados ao clima, uma maneira de conscientizar as instituições financeiras e fomentar as medidas preventivas.

Embora o setor financeiro considere as ameaças climáticas como prioridade ESG, ainda faltam formas de metrificar e transparecer o problema. Por isso, a busca por dados financeiros deve fazer parte das responsabilidades na hora de idealizar práticas de governança, sustentabilidade e responsabilidade social.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acredita que, para conquistar os objetivos de desenvolvimento sustentável, o segmento deve investir uma média de 6,9 trilhões de dólares anuais até 2030.

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Qual a importância do investimento de ESG em serviços financeiros? 5 benefícios

O investimento em ESG no setor financeiro pode trazer uma série de vantagens. Vejamos as principais:

1. Atrai investidores 

Os clientes preferem produtos de marcas responsáveis. Ao mesmo tempo, os investidores gostam de organizações que operam de forma sustentável, o que seria interessante para bancos, fintechs, instituições financeiras e afins.

Em relação a isso, hoje existe o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), métrica que mensura o engajamento das empresas com práticas sustentáveis.

2. Diminui gastos

O consumo responsável de água e energia, bem como o reaproveitamento de recursos, ajudam a economia das empresas.

3. Aumenta as vendas 

Os investimentos em ESG fortalecem as vendas de produtos e serviços financeiros, com transparência e responsabilidade socioambiental. Ou seja, há mais chances de ter um produto comercializado para captar recursos ou facilitar transações bancárias.

4. Aprimora a imagem da marca 

Muito provável que sua fintech ou banco tenham uma imagem mais positiva perante seus colaboradores, fornecedores, investidores, consumidores e outros stakeholders se o negócio adotar boas práticas de ESG nos processos internos. Outra forma de melhorar a reputação é selecionar fornecedores que prezaem pela diversidade.

Leia o nosso ebook de Programa de Diversidade de Fornecedores e entenda qual o melhor caminho que uma empresa brasileira deve trilhar para implementar um programa de diversidade de fornecedores de sucesso em nosso País.

5. Melhora o desempenho financeiro 

O ROI (Retorno Sobre Investimento) é uma preocupação constante das empresas, o que não é muito diferente no setor financeiro.

Contudo, de acordo com uma pesquisa da McKinsey, os lucros obtidos por operações ESG podem elevar em até 60%.

ESG em serviços financeiros: como a Linkana pode ajudar? 

Para começar suas ações focadas em ESG, existem ferramentas que ajudam a promover uma boa gestão de compliance com ética. Já no caso de um processo de inclusão e diversidade, você pode contar com as soluções da Linkana.

Nossa plataforma certifica e classifica fornecedores de acordo com boas práticas internacionais, em temas como: diversidade, inclusão, sustentabilidade, social e governança corporativa.

Fazemos isso por meio de modelo proprietário de ESG rating criado para classificação e análise de fornecedores, bem como da nossa própria certificação de diversidade e inclusão (D&I) para empresas pertencentes a mulheres, pretos, pardos, PcDs, indígenas e pessoas LGBTQIA+.

Seu banco, fintech ou instituição financeira só tem a ganhar com profissionais de diferentes culturas, origens e vivências, pois eles podem contribuir com insights criativos e conscientizar seus clientes e parceiros sobre a importância da diversidade, equidade e inclusão.

Quer saber como funciona? Preencha os dados do formulário abaixo e receba um primeiro diagnóstico ESG e D&I gratuito de sua base ativa de fornecedores:

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.

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