Entenda como proteger a sua empresa dos riscos da economia fraca

A pandemia causada pelo novo coronavírus em março de 2020 não só parou o país, como derrubou a atividade econômica. 

Um exemplo desse impacto foi o PIB (Produto Interno Bruto) nacional, que registrou no segundo trimestre de 2020 seu pior resultado na série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 1996. A queda chegou perto dos 10% em relação ao trimestre anterior.

O PIB voltou a crescer na segunda parte do ano, mas mesmo assim seu impacto foi maior: o ano de 2020 fechou com uma queda de 4,1%, a maior em 25 anos.

Esse é apenas o exemplo mais atual de situações na história do País em que a economia fraca se tornou ponto de atenção para toda a população, em especial as empresas. 

Mas como ainda estamos em um cenário de extrema instabilidade, como se precaver? Continue o artigo para entender como cuidar da sua organização em momentos de economia fraca.

Por que a economia fraca coloca as empresas em risco?

Apesar desse questionamento já ter começado a ser respondido logo na introdução, vamos continuar olhando para o impacto que as empresas sofrem com o enfraquecimento da economia, causada por um cenário como a pandemia?

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian, cerca de 50% das empresas ativas no Brasil (mais de 3,5 milhões) estão inadimplentes. “Com o aumento dos casos de Covid-19 em todo o país e novas medidas de isolamento social, os desafios continuam e isso pode impactar no total de companhias que não conseguem honrar seus compromissos financeiros ao longo deste ano”, afirma o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Além do impacto da pandemia, também não podemos deixar de falar sobre a carga tributária no país, uma das mais altas do mundo. Desde 1988, ano de promulgação da Constituição Federal vigente, já surgiram 390.726 normas tratando sobre Direito Tributário.

Segundo esses dados levantados em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), isso significa que no ano de 2017 existia uma norma tributária para cada 550 pessoas

Ou seja, as empresas já precisam trabalhar em um cenário de constante atenção para os impostos – imagine então quando somamos todos esses tributos com períodos de instabilidade? É por isso que as empresas devem tomar algumas medidas para se precaver de possíveis riscos que podem surgir com a economia fraca. Vamos entender quais são esses cuidados?

Como se precaver em momentos de economia fraca?

1. Tenha um plano de negócio

Um plano de negócio é essencial para todos os momentos da empresa – mas ele ganha ainda mais importância em situações de instabilidade econômica.

É através do plano de negócio que sua organização consegue se estruturar considerando aspectos como:

  • Objetivos e propósitos;
  • Investimentos iniciais;
  • Custos organizacionais;
  • Relacionamento com clientes;
  • Capital de giro.

O capital de giro, inclusive, é uma das maneiras mais relevantes para manter um negócio saudável mesmo em momentos de economia fraca. Essa reserva pode ajudar desde momentos de mudanças na organização, até mesmo em períodos de crise, como os citados no início do texto.

2. Não se esqueça de olhar para o longo prazo

Períodos de instabilidade econômica costumam ser cíclicos. Ou seja, ao olhar para os planejamentos da empresa, é importante lembrar que toda crise tem fim.

Dentro da rotina empresarial, esse olhar se traduz especialmente nos investimentos e entender quais são os momentos certos de se fazer mudanças e investimentos – e quais são os momentos que eles devem ser segurados.

3. Busque alternativas inovadoras

Falamos de investimentos, agora vamos falar da relação deles com a inovação? A inovação é a chave de sucesso de qualquer negócio – e ela pode acontecer desde a ideia do negócio e na estruturação dos processos até mesmo nas tecnologias utilizadas e relacionamento com os clientes.

Uma área que oferece uma série de possibilidades de inovação é a de Procurement.

Uma pesquisa feita pelo Advanced Market Research (AMR) revelou que uma empresa gasta em média entre 585 a 1000 dólares por fornecedor anualmente. E sabe o que mais a pesquisa revelou? Quando as tecnologias são adicionadas nesse processo, os custos podem cair em até 85%.

Está vendo como o tópico anterior e esse estão ligados? Em um cenário de economia fraca, investir em uma inovação pode resultar em uma contenção de gastos.

4. Controle os custos

Em tempos de crise, uma das melhores maneiras de se proteger das dívidas é por meio da contenção dos desperdícios financeiros, que costumam “passar batidos” em períodos de abundância.

Esse é mais um ponto em que a inovação pode entrar em ação. Após entender quais são os gastos supérfluos e quais gastos, apesar de necessários, estão acima do esperado, quais medidas podem ser tomadas para reverter essa situação?

Outro ponto-chave é prestar atenção nos gastos fixos e variáveis. O aluguel costuma ter um valor fixo, mas será que ele pode ser negociado ou a sede da organização pode ir para outro espaço mais econômico?

E serviços ocasionais, será que eles podem ser redefinidos? Isso pode ser desde trocar sistemas com servidores locais por SaaS como também contratar um profissional fixo para reduzir o gasto com mão de obra terceirizada.

Leia também: Como negociar dívidas com fornecedores: resolva problemas financeiros em apenas 8 passos

5. Homologação de fornecedores

Se você já acompanha o nosso blog há algum tempo, sabe que a homologação de fornecedores oferece diversos benefícios à organização. Mas o benefício que vamos focar hoje é na saúde das parcerias.

Durante a homologação de fornecedores, um dos pontos que pode ser levantado é o impacto que um fornecedor tende a sofrer com as crises econômicas. Isso pode ser levantado olhando desde dívidas e processos antigos até mesmo na compreensão da saúde financeira atual do possível parceiro.

Com essas informações, sua equipe compreenderá se o fornecedor é uma aposta segura para uma parceria longínqua – ou se essa parceria pode estar com os dias contados até o próximo momento de economia fraca.

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Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.