Conheça os 4 principais riscos ESG para a sua empresa e como evitá-los com 3 dicas

Em 2005, uma iniciativa liderada pela ONU (Organização das Nações Unidas) criou uma sigla para abordar uma série de recomendações de temas ambientais, sociais e governamentais dentro das empresas: ESG. 

Essa sigla, que em inglês resume as palavras Environmental, Social and Governance (em português, Ambiental, Social e de Governança), acendeu um alerta para assuntos ligados à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente há mais de 15 anos – e já está no radar de 90% das empresas S&P 500, que em 2020 produziram alguma forma de relato ESG.

O dia a dia das organizações está se modificando com esse olhar para os riscos ESG e as empresas que os ignoram podem ser ultrapassadas pelos seus concorrentes. Por que? Continue a leitura.

Quais são os principais riscos ESG?

1. Alto nível de turnover

Enquanto no mundo o turnover de funcionários é de 38%, no Brasil esse número aumenta para 82%, um número mais de duas vezes maior.

A pesquisa, realizada pela consultoria Robert Half, revelou que os principais motivos que levam os brasileiros a deixar seus empregos são uma remuneração baixa e falta de reconhecimento (33%), desmotivação (30%), preocupação com o futuro da companhia (29%) e baixo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (26%). 

Uma empresa que não adota o indicador social, que aborda os direitos humanos e a qualidade de vida dos colaboradores, é uma empresa que não só tem um alto turnover, como também sofre um grande prejuízo financeiro com novas contratações e inúmeros processos seletivos.

2. Alta chance de concretização de riscos

É impossível negar que todas as empresas possuem riscos. Eles fazem parte da rotina e podem facilmente se tornar numa realidade desagradável que traz prejuízos financeiros e reputacionais para a organização.

E sem uma governança corporativa e um olhar para os riscos ESG, essas ameaças se tornam ainda mais perigosas pela falta de preparação, mitigação e contingência.

3. Prejudicar as próximas gerações

Esse ponto pode parecer um pouco mais sentimental, mas é um risco ESG gravíssimo. A preocupação sobre a degradação acelerada do meio ambiente se tornou uma constante nos meios de comunicação e as empresas estão muitas vezes ligadas a esse seríssimo problema.

Ao se falar sobre a pandemia causada pelo Covid-19, por exemplo, não podemos deixar essa degradação de lado. Afinal de contas, a “falta de cuidado com a natureza está correlacionada com a transmissão de zoonoses”, afirma o professor do Departamento de Biologia (DBI) da Universidade Federal de Lavras, Rafael Dudeque Zenni.

É impossível se planejar e olhar para o futuro da sua organização se problemas ambientes como esse se tornarem mais recorrentes. A falta de olhar para o meio ambiente prejudica o futuro da sua empresa e também dos profissionais que estão se preparando para ingressar no ambiente de trabalho.

O futuro e o ESG estão tão ligados que foram assunto de um bate-papo da Explica Ana com a InfoMoney:

4. Falência

Esse caso é extremo, mas não deixa de ser uma realidade para os próximos anos de acordo com especialistas como o sócio fundador da Fama Investimentos, Fabio Alperowitch.

No evento Itaú Amazônia, Fabio foi firme em dizer que as empresas que não se atentarem ao ESG, provavelmente serão atropeladas e perderão seu espaço no mercado. 

Já o chefe da área de estratégia beta e integração ESG da Itaú Asset Management, Renato Eid Tucci, acrescentou que a pressão relacionada à sustentabilidade não vem apenas dos consumidores, mas também dos investidores. Assustador, não? Mas existem medidas que podem ser adotadas pela empresa para reverter esse cenário o quanto antes.

Como evitar os riscos ESG?

1. Integre o ESG aos processos da empresa

No mesmo bate-papo do evento Itaú Amazônia, Fabio Alperowitch levantou um importante ponto sobre a ESG: a integração dos indicadores ESG aos processos da empresa.

“Muita gente trata o ESG como se fosse algo separado da empresa, ‘um puxadinho’. As empresas que integram de fato o ESG contemplam todos os stakeholderes, como colaboradores, fornecedores, clientes, ambiente, concorrentes e imprensa, e não só os acionistas nos processos de decisão”.

2. Olhe para os processos internos

É impossível adotar todos os indicadores ESG do dia para a noite na empresa. Portanto, para começar a reduzir os riscos ESG, sua equipe deve olhar para todos os processos internos e entender quais já estão dentro dos padrões ESG e quais podem ser alterados para se tornar mais consciente. 

Dentre as mudanças que podem ser adotadas estão:

  • No âmbito ambiental: adotar fontes de energias renováveis, reduzir ou zerar as emissões de gases de efeito estufa, diminuir a geração de resíduos sólidos e líquidos, reduzir o consumo de recursos naturais e evitar a poluição das águas.
  • No âmbito social: adoção de políticas de inclusão e diversidade, preocupação com a saúde física e mental das equipes, investimentos em treinamentos e cursos aos colaboradores, realização de ações positivas com a comunidade local e maior apoio às causas filantrópicas de interesse da empresa.
  • No âmbito da governança empresarial: adoção de um sistema de Compliance, ações de combate à corrupção, investimentos em treinamentos de lideranças, transparência com o mercado e implementação de um conselho de administração independente e diverso.

3. Leve o ESG para as parcerias externas

Tão importante quanto olhar para a implementação dos indicadores ESG dentro da organização é garantir que eles também são igualmente importantes para os seus parceiros.

Fornecedores sustentáveis e éticos não só ajudam a melhorar o mundo, como também influenciam positivamente a sua reputação. Sem contar que dessa maneira sua empresa está incentivando o crescimento de parceiros responsáveis.

E a Linkana pode lhe ajudar a garantir a segurança dessa parceria. O nosso software de homologação de fornecedores e Compliance realiza um monitoramento constante dos fornecedores, com certidões, consultas e documentos renovadas automaticamente pelos nossos robôs.

Já em situações de inconsistências e irregularidades, definidas pela sua equipe de Procurement, o alerta chega para seus colaboradores o quanto antes para garantir uma mitigação desse risco.

E se você quiser entender um pouco mais sobre como a Linkana pode ajudar a sua organização, preencha os dados abaixo e receba uma análise de risco gratuita de um fornecedor.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.