Gestão de fornecedores: o guia completo dos principais motivos para se fazer, ferramentas e benefícios práticos (ROI)

A jornada de um fornecedor dentro das organizações vem evoluindo e se transformando constantemente ao longo dos anos. A preocupação com um setor de compras mais estratégico, somada a uma visão mais madura de gestão de fornecedores, riscos e custos na cadeia de fornecimento.

O que é gestão de fornecedores?

Antes de continuarmos, é importante definir a gestão de fornecedores como o conjunto de ações de uma empresa para desenvolver e aplicar diretrizes ao setor de procurement, realizando a qualificação e homologação de fornecedores, definindo metas e monitorando tanto a performance quanto a atividade dos parceiros no mercado.

O objetivo da gestão de fornecedores é aumentar as chances de encontrar fornecedores confiáveis e aptos a atender a demanda da empresa contratante. Ao mesmo tempo, busca-se combater riscos inerentes ao processo, valorizar uma conduta ética e estimular o crescimento em ambas as partes.

A gestão de fornecedores é essencial para a formação e manutenção de uma supply chain, mas enfrenta uma série de desafios para superar a burocracia ao longo do processo. Garantir o Compliance e boas práticas de governança de maneira eficaz sempre se mostrou uma tarefa difícil.

Porém, um fator que está mudando a forma como a gestão empresarial enfrenta esses obstáculos é a transformação digital e a aplicação da tecnologia para obter agilidade e eficiência, sem comprometer a segurança necessária para conduzir o processo.

Tudo isso levou a literatura do supply chain a desenvolver conceitos como Supplier Relationship Management (SRM), ou Supplier Information Management (SIM) por meio de soluções Software as a Service (SaaS).

Assim como Salesforce revolucionou o mundo com sua solução de Customer Relationship Management (CRM), ainda em 1999, o procurement também busca sua revolução. Principalmente numa utilização mais eficiente e inteligente dos dados e informações coletadas e analisadas dos seus fornecedores, parceiros e prestadores de serviço.

Nesse artigo, vamos abordar os principais motivos pelos quais as empresas devem se preocupar em fazer a gestão de fornecedores, os benefícios de uma boa gestão, bem como as ferramentas e melhores maneiras de entender e controlar a jornada de um fornecedor na sua empresa.

Como fazer gestão de fornecedores em 5 etapas?

Cada empresa tem total autonomia para definir o seu jeito de como fazer a gestão de fornecedores, no entanto, com o aumento da preocupação dos gestores nessa área, foi possível desenvolver um escopo padrão para utilizarmos como base.

Resumidamente, as 5 etapas da gestão de fornecedores são:

  1. Planejamento estratégico;
  2. Políticas internas;
  3. Documentos necessários;
  4. Qualificação e homologação de fornecedores;
  5. Monitoramento e avaliação de fornecedores homologados.

O planejamento estratégico é a etapa que origina a gestão de fornecedores. De modo geral, é importante definir a verba disponível, quais as necessidades de suprimentos, quais demandas serão terceirizadas, como o item se encaixa na operação e qual a meta de desempenho para cada fornecimento, entre outros.

Nas políticas internas, definimos as diretrizes e o código de conduta que deve ser seguido pelos diferentes setores de uma empresa ao longo da contratação e interação com os fornecedores. O objetivo é uniformizar as tratativas e garantir o cumprimento dos requisitos estabelecidos no planejamento.

A seguir, temos a etapa onde se define quais os documentos necessários para avaliar o Compliance do fornecedor em cada categoria de suprimento. É interessante destacar que cada setor de atuação demanda documentos e certificados específicos, comprovando a conformidade com diferentes áreas.

Depois, temos o processo de qualificação de fornecedores, onde realizamos a coleta de todos esses documentos para garantir que o potencial fornecedor está apto a atender a demanda apresentada e segue as diretrizes de Compliance exigidas.

Cumprindo todos os requisitos, podemos pensar em como fazer a homologação de fornecedores, criando uma lista de parceiros aprovados para negociar e realizar pedidos de suprimentos

Mas não para por aí, ao longo da operação, é preciso monitorar o Compliance nos fornecedores homologados e garantir que eles estejam cumprindo as metas de desempenho estabelecidas no planejamento.

Por que fazer a gestão de fornecedores corretamente?

Como podemos observar, a maneira correta de como fazer a gestão de fornecedores busca garantir que seja desenvolvido um planejamento estratégico e que ele realmente conduza as atividades da cadeia de suprimentos.

Mais que isso, é importante buscar soluções tecnológicas para agilizar o processo, sem que haja perda de credibilidade ou falha de ética.

Mas afinal de contas, por quê isso é importante? Bem, é o que veremos a seguir.

Gestão de fornecedores sem tecnologia custa caro 

De acordo com uma pesquisa do Advanced Market Research (AMR), uma empresa típica gasta em média entre US$ 585 a US$ 1.000 por fornecedor anualmente, o que poderia ser convertido em R$ 2.340 a R$ 4.000 em valores da realidade brasileira.

A mesma pesquisa também confirma que o uso de tecnologia para otimizar e simplificar a gestão de fornecedores pode reduzir estes custos em até 85%

Imagine agora aplicar essa redução de custo pelas centenas, milhares, ou até as centenas de milhares de fornecedores e prestadores de serviço que sua empresa tem. 

As oportunidades de redução de custos e retorno de investimento, ou Return on Investment (ROI), para as áreas de suprimentos, compras ou procurement são enormes com a modernização da gestão de fornecedores. 

Ainda assim, de acordo com pesquisa da HICX Solutions, menos da metade das empresas possuem um processo de homologação de fornecedores 100% digital. Aproveitar a oportunidade de inserir soluções tecnológicas na qualificação de fornecedores é também uma vantagem estratégica.

Já em relação aos principais obstáculos, a Pesquisa Global de Gestão de Risco de Terceiros para 2020 realizada pela Deloitte revelou que 75% dos executivos de grandes empresas acreditam que a falta de ferramentas e tecnologias é uma dos principais obstáculos à uma melhor gestão de riscos e custos de fornecedores.

Em geral, 35% deles já planejam usar plataformas em nuvem, automação robótica de processos (RPA) e inteligência artificial (IA) para enfrentar esse problema.

Por outro lado, 59% dos gestores querem uma plataforma centralizada e integrada capaz de entregar mais que apenas gestão de riscos, com funcionalidades como gestão de contratos e performance, gestão financeira, análise de dados, dentre outras necessidades. 

Para isso, o relatório Transforming Your Third Party Risk Into a Competitive Advantage 2018, elaborado pela Ernst & Young, arremata: “Soluções SaaS – modelo utilizado pela Linkana são mais eficientes e de melhor custo benefício.”

Fornecedores trazem riscos à contratante

Existe uma gama infindável de riscos aos quais empresas estão expostas, quando o assunto é relacionamento com fornecedores e prestadores. 

O relatório da Ernst & Young, citado anteriormente, lembra que “existem diversos tipos de risco que organizações que usam fornecedores e terceiros precisam considerar, incluindo riscos estratégicos, operacionais, financeiros, geopolíticos, regulatórios, digitais, cibernéticos e de privacidade, de continuidade de negócio e reputacionais.”

Com as tendências mais modernas de governança nas cadeias de suprimentos, novos riscos são incorporados ou identificados todos os anos. 

Um exemplo são as diretrizes sociais e de sustentabilidade de fatores ESG (Environmental, Social, and Governance), que procuram identificar abusos trabalhistas e humanitários, corrupção e más práticas ambientais em fornecedores ou prestadores. 

De acordo com uma outra pesquisa da HICX, 73% das lideranças de procurement colocaram a redução e mitigação de riscos entre os principais benefícios de uma boa gestão de dados de fornecedores.

No Brasil, é fácil lembrar o impacto deste tipo de abuso social para uma grande empresa, com a repercussão dos casos de identificação de trabalho escravo em fornecedores da Zara e da Nespresso e Starbucks

Ou então, em um caso mais recente, ocorrido em 19 novembro de 2020, quando dois seguranças de uma empresa terceirizada de prestação de serviços do Carrefour Brasil espancaram um homem até a morte na frente das dependências de uma de suas lojas em Porto Alegre. 

Três dias depois, as ações do Carrefour Brasil despencavam em mais de cinco por cento, uma perda aproximada de dois bilhões de reais em valor de mercado.

Categorias de fornecedores e tipos de riscos

Para identificar riscos de fornecedores de uma maneira adequada, é necessário categorizar e entender o tipo de fornecedor ou prestador de serviço que estamos lidando. 

Segmentar a base de fornecimento permite que empresas priorizem seus esforços de mitigação de riscos, considerando o nível de criticidade e importância do fornecedor dentre os milhares de fornecedores ativos, seja em termos de relevância financeira, operacional, ou até impacto reputacional na marca e imagem.

Em relação aos prejuízos potenciais, a pesquisa da Deloitte citada no início deste artigo revelou que 80% dos executivos de grandes empresas acreditam que a exposição a risco de fornecedores e prestadores de serviços pode custar de US$ 1 milhão a mais de US$ 1 bilhão por incidente.

Além disso, 64% dos entrevistados acreditam que esses problemas poderiam impactar as ações da empresa em até 10%, a depender da magnitude do incidente. 

Para entender melhor como esses riscos e prejuízos ocorrem na prática, é possível dividi-los em duas principais frentes: riscos operacionais e reputacionais.

Análise de riscos operacionais

Quando falamos em riscos operacionais, estamos falando de riscos que impactam o dia-a-dia da operação da sua empresa

Entre eles, podemos citar riscos e prejuízos de uma entrega de produto atrasada, riscos trabalhistas de um prestador de serviço terceirizado irregular, riscos financeiros de um fornecedor que interrompe um contrato de fornecimento por problemas de caixa, dentre outros. 

Os riscos operacionais variam a depender do tipo de fornecimento ou prestação de serviço, bem como do segmento da atividade econômica em que sua empresa se enquadra. 

Por isso, é tão importante realizar o mapeamento de riscos operacionais, avaliando a dependência e a importância financeira de cada fornecedor para o funcionamento da empresa.

Neste tópico, podemos fazer a análise de riscos operacionais listando alguns exemplos entre os principais segmentos de empresas no Brasil, bem como os potenciais prejuízos causados por problemas dessa natureza.

Risco operacional na indústria

Na indústria, os fornecedores considerados críticos normalmente são os diretamente ligados à sua produção , isto é, fornecedores de matérias prima, insumos, embalagens, bem como prestadores de serviços ligados à manutenção de linhas de produção, transportadoras do produto final fabricado, dentre outros. 

Considerando o impacto potencial que qualquer falha na cadeia de suprimentos pode ter na indústria, a empresa contratante precisa garantir o cumprimento de uma série de requisitos e políticas de conformidade por parte do fornecedor e prestador de serviço, todos eles previstos no planejamento da gestão de fornecedores, que vão desde:

  1. Regularidade de documentos, licenças e certificações para execução da atividade
  2. Homologação técnica e de qualidade e dos insumos e produtos fornecidos
  3. Realização de visitas de campo para atestar estado das instalações e práticas do fornecedor;
  4. Análise de demonstrações financeiras que permitam identificar riscos de interrupção ou atraso do fornecimento;
  5. Acompanhamento e avaliação da performance do fornecedor ao longo do contrato, em especial em relação às condições de quantidade, qualidade e prazos de entrega acordados.

Na indústria automotiva, por exemplo, em apresentação realizada no I Fórum de Qualidade Automotiva, uma consultoria revelou que chega a R$ 5,6 bilhões por ano o custo de problemas de qualidade e performance de fornecedores na cadeia de autopeças brasileira.

Isso representa uma perda média de 6,6% em relação ao faturamento, que pode chegar a 9,1% da receita de empresas menores do setor.

Risco operacional no varejo e e-commerce 

Em grandes redes varejistas, tais como supermercados, lojas de eletroeletrônicos e e-commerces, existem riscos específicos dentro da cadeia de revenda de produtos e mercadorias

Abordamos esse assunto em mais detalhes em nosso artigo sobre compliance tributário, trazendo um exemplo específico do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que é autuado anualmente em valores bilionários por adquirir mercadorias de fornecedores inabilitados ou inidôneos, por ausência ou problema no recolhimento do ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços).

Risco operacional na área de Tecnologia da informação (TI) e tratamento de dados

Para bancos, empresas de serviços e tecnologia de uma maneira geral, os riscos de segurança da informação e tratamento de dados são extremamente sensíveis. 

As empresas precisam garantir que prestadores de serviços que tenham acesso a seu banco de dados cumpram uma série de requisitos de segurança, compliance e conformidade, que vão desde certificações técnicas, à comprovação de adequação à normas legais de tratamento de dados pessoais como a GDPR e LGPD.

Para se ter uma ideia da relevância de tais riscos, de acordo com relatório que analisa o impacto financeiro das violações de dados nas organizações divulgado pela IBM Security e pelo Instituto Ponemon, um vazamento de dados em uma empresa brasileira custou, em média, R$ 5,88 milhões, um aumento de 10,5% em comparação aos números de 2019.  

Bancos e empresas de serviços financeiros são os mais prejudicados, com prejuízos superiores a dois bilhões de reais.

Risco operacional de prestadores de serviços

O risco trabalhista tem uma importância especial no Brasil. Somos disparadamente o país campeão em processos trabalhistas, que correspondem a 21% do volume total de processos judiciais. 

Se comparado a outros países como a França, por exemplo, temos 10 vezes mais novos casos por 100 mil habitantes, de acordo com levantamento feito por por Fernando Mendes, Alberto Malta e Lazarini de Almeida:

Casos novos em matéria trabalhista em países selecionados e sua relação por cem mil habitantes
Casos novos em matéria trabalhista em países selecionados e sua relação por cem mil habitantes

Somado a isso, aproximadamente 22% da mão de obra das empresas atualmente é contratada por meio de prestadores de serviços terceirizados, o que faz com que boa parte do risco seja decorrente das infrações cometidas por terceiros.

A Vale do Rio Doce, uma das maiores empregadoras do país, em 2017 possuía 131 mil empregados, dos quais 44% eram terceirizados. Neste mesmo ano, a empresa provisionou 582 milhões de dólares para seus processos trabalhistas, com mais dois bilhões de dólares em passivos contingentes.

Análise de riscos reputacionais

Riscos reputacionais estão ligados a problemas e danos relacionados à imagem e a marca de uma empresa

O assunto ganhou importância no Brasil principalmente a partir de 2014, com a Operação Lava-jato, considerada uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro do Brasil e da história mundial.

A perda de R$ 55 bilhões em valor de mercado das maiores empreiteiras do país, com várias delas pedindo recuperação judicial por conta dos escândalos de corrupção revelados, trouxe uma forte pressão para que as empresas brasileiras investissem mais em políticas de conformidade. 

Em 2017, uma pesquisa realizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) revelou que 59% das empresas brasileiras investiram em políticas de compliance após a Operação Lava Jato.

Nessa pesquisa, 44% dos entrevistados afirmaram que o foco das companhias para evitar fraudes tem sido investir, dentre outras ações, em um processo mais elaborado de gestão e monitoramento de fornecedores e prestadores de serviços.

Ferramentas e boas práticas de gestão de fornecedores

Existem diversas maneiras e etapas para uma boa homologação e gestão de fornecedores, cuja responsabilidade é distribuída por diversas áreas da empresa. 

“As empresas necessitam de uma área de compras mais focada no negócio, que traga soluções aos problemas e que possa gerar valor, esse processo não é fácil e envolve uma boa gestão da cadeia. O ideal é, já na porta de entrada, termos políticas claras e ao longo de toda a jornada do fornecedor, monitorar seu desempenho a fim de garantir que o processo seja conduzido de acordo com o esperado pela organização.”, reforça Ana Paula Dourado Santos de Freitas, Consultora de Performance e Gestão de Fornecedores na Nexa Resources, do grupo Votorantim.

De acordo com a especialista, uma boa ferramenta de gestão de fornecedores tem “a visão da jornada do fornecedor, desde o início da cadeia sendo acompanhada por indicadores que possam dar essa visibilidade, do momento do cadastro, avaliação e habilitação para prestar serviço e ao longo dessa prestação, evitando assim risco de desabastecimento, imagem (integridade) e quebra. Esse acompanhamento precisa ser claro e transparente para ambas as partes, empresa e fornecedores, assim como eventuais planos de recuperação que possam ser gerados.”

Como funciona a homologação de fornecedores na Linkana?

Na Linkana, com o objetivo de estruturar o processo da melhor maneira possível, temos o que chamamos de jornada de sucesso do fornecedor, uma metodologia ágil e rápida para resolver os problemas de gestão de fornecedores.

“Os principais desafios envolvem ter um monitoramento eficiente dos indicadores para identificar previamente os pontos de falha, ter políticas e procedimentos claros para o público interno da organização quanto ao externo e ter ferramentas que possam suportar a análise e antecipação de eventuais riscos.”, ressalta Ana.

Para resolver tais problemas, a ferramenta da Linkana absorve todas as etapas e informações exigidas para fazer a homologação de fornecedores, bem como o monitoramento dos parceiros homologados, desde um cadastro simples no ERP, até uma rotina de avaliação de performance.

Na prática, nosso processo de qualificação e homologação de fornecedores segue 3 etapas principais, que são:

  1. Cadastro e primeira homologação;
  2. Gestão de documentos e monitoramento;
  3. Gestão de contratos e avaliação de performance.

Veja a seguir como funciona cada uma dessas etapas.

1. Cadastro e primeira homologação de fornecedores

Para o processo de qualificação de fornecedores, quando uma empresa está analisando um fornecedor para uma concorrência ou até já selecionou um candidato, a primeira etapa é fazer o seu cadastro inicial antes de prosseguir na contratação do serviço ou produto de fato.

Normalmente, já nesta etapa os compradores precisam cumprir determinações mínimas comerciais e de compliance para o fornecedor selecionado. 

Ela exige uma pré-análise de informações fiscais e financeiras, o cumprimento de políticas de compliance e códigos de fornecimento, dentre outras análises específicas.

Considerando que esta etapa deve ser requisito básico, exigido para todos os fornecedores e prestadores de serviços da companhia, é fundamental simplificar este processo ao máximo, a fim de torná-lo mais ágil, sem perder a eficiência.

Para isso, temos a utilização de uma ferramenta SaaS de fácil acesso, possibilitando emissão de certidões negativas via Robot Process Automation (RPA), além da automação das rotinas de due diligence e background check, com base públicas integradas de sanções governamentais, anticorrupção, listas restritivas nacionais e internacionais, mídias negativas e processos criminais. 

Lembrando que tais análises são imprescindíveis não só na entrada do fornecedor, mas também devem ser atualizadas periodicamente, para garantir a conformidade de fornecedores ativos ao longo do tempo.

Além das informações públicas analisadas, este processo também requer a coleta de dados mínimos para transações comerciais, tais como dados fiscais, dados bancários e informações de contato, que podem ser coletados de maneira simplificada e intuitiva junto ao fornecedor, como num portal em nuvem.

Ao final desta etapa, uma vez aprovada a homologação do fornecedor, será necessário cadastrar suas informações no ERP ou e-procurement empresa, para que área de compras possa emitir pedidos, o jurídico gerar contratos, e o financeiro processar as rotinas de pagamentos. 

Visando a redução de custos, ganho de agilidade e diminuição de oportunidades para erros humanos no decorrer de processos tão burocráticos e recorrentes, possuir uma plataforma SaaS como a Linkana garante uma rotina mais fluida e eficiente.

Com todas as informações automaticamente registradas, nenhum dado ou ação é perdida ou fica sem atribuição de responsabilidade, contribuindo para mitigação de riscos de fornecedores, especialmente aqueles reprovados durante a qualificação ou que se tornem inaptos posteriormente.

2. Gestão de documentos e monitoramento operacional de fornecedores

Podendo ocorrer simultaneamente ou após a etapa descrita acima, de acordo com o tipo ou criticidade do fornecedor em potencial, outros documentos e informações serão requisitados pelas áreas técnicas e de negócio.

Isso pode ser necessário para garantir a conformidade da empresa candidata, assim como o cumprimento adequado do serviço contratado ou a manutenção de um padrão de qualidade satisfatório para o material adquirido.

Nem todos os fornecedores precisam deste tipo de acompanhamento, diferentemente da realização da etapa anterior. 

Considere fatores como spend, impacto na produção e impacto financeiro na definição de quais fornecedores estratégicos deverão ser acompanhados e qual a recorrência ideal para o acompanhamento que será realizado. 

Fornecedores críticos, geralmente, terão um acompanhamento mais rigoroso, com o controle de vencimento e renovações de informações mensalmente ou bimensalmente, no máximo.

Mais uma vez, é imprescindível não só automatizar eventuais consultas a licenças públicas, mas também o controle e gestão de documentos enviados e questionários respondidos pelo fornecedor. 

A manutenção e atualização de tais informações deve ocorrer de maneira simplificada para garantir a mitigação de riscos operacionais permanentemente, com monitoramento e alertas via sistema e e-mail de documentos vencidos, bem como a integração das informações e dados de etapas de homologação técnica, como visitas de campo, dentre outras.

3. Gestão de contratos e avaliação de performance de fornecedores

Por fim, além da gestão de documentos e informações técnicas ou financeiras do fornecedor, certos parceiros precisarão ter sua performance contratual acompanhada de perto, principalmente em relação a indicadores de qualidade do produto ou serviço, cumprimento de prazos de entrega e volumes acordados. 

Avaliar periodicamente o fornecedor em relação ao cumprimento do seu Service Level Agreement (SLA) contratual é fundamental para se antecipar a problemas ou prejuízos decorrentes de falhas do fornecedor que impactem diretamente na produção, venda ou prestação de serviço da sua empresa. 

De acordo com um relatório da Procurement Leaders, 90% dos times de compras não coletam dados de performance de fornecedores.

Nessa rotina, a gestão de fornecedores, conduzida pelo gestor do contrato ou da área técnica ligada ao fornecedor, deve definir os indicadores que deverão ser acompanhados, com a utilização de ferramentas para automatizar o preenchimento e análise de dados de acordo com os critérios de conformidade e qualidade definidos. 

Assim como na etapa anterior, este tipo de acompanhamento normalmente é reservado para fornecedores recorrentes e críticos para produção ou sensíveis ao custo e spend da empresa.

3 benefícios práticos da gestão de fornecedores

Retorno sobre investimentos, ou Return on Investment (ROI), é um indicador de rentabilidade para um determinado projeto ou investimento realizado pela empresa. 

É talvez o principal indicador acompanhado pelo departamento de compras para determinar o sucesso de uma iniciativa, principalmente com o objetivo de reduzir custos ou potenciais prejuízos futuros para a companhia.

Para os gestores de procurement, é muito importante conseguir demonstrar retornos financeiros em iniciativas de homologação e gestão de fornecedores, principalmente para conseguir convencer diretores e administradores a aprovarem os investimentos solicitados, principalmente para novas ferramentas e softwares

A partir desta lógica, é importante ter em mente os três principais benefícios ou retornos potenciais de uma boa gestão de fornecedores, conforme resumido abaixo.

1. Gestão de fornecedores centralizada e simplificada

Conforme comentamos ao longo deste artigo, uma gestão mais moderna, que seja automatizada, simplificada e integrada, pode reduzir exponencialmente os custos de coleta, análise e atualização de dados de fornecedores. 

Em empresas que possuem processos lentos ou manuais, a projeção de impacto positivo é surpreendente. Para se ter uma ideia, a implementação da Linkana em uma grande indústria, por exemplo, chegou a reduzir custos de cadastro e primeira homologação em 80%, tornando o processo até 90% mais rápido.

2. Mitigação de riscos reputacionais

Benefícios hipotéticos ou difíceis de mensurar normalmente dificultam bastante a implementação de uma nova ferramenta ou processo, exceto em ações de governança corporativa e compliance, que normalmente possuem um peso reputacional e de proteção da imagem da empresa independente de retornos de curto ou médio prazo. 

Quando a empresa já possui uma certa maturidade de governança, é bastante claro para a direção e administração dela que problemas reputacionais, nas ocasiões pontuais em que acontecem, normalmente resultam em prejuízos milionários ou até bilionários para a companhia. 

Neste sentido,  a gestão de fornecedores inclui uma política de compliance permanente junto a fornecedores e prestadores de serviços.

Dessa forma, ela funciona como um modelo de prestação de contas à acionistas, investidores e à sociedade, caso a empresa precise comprovar de maneira rápida e direta que tomou os devidos cuidados necessários, na ocasião de algum incidente ou problema ocorrido, seguindo as melhores práticas de mercado vigentes.

3. Mitigação de riscos operacionais

Talvez os mais fáceis de serem medidos, porém os mais difíceis de serem mitigados, temos os riscos operacionais decorrentes de cada tipo de fornecedor ou prestador de serviço contratado. 

Neste texto trouxemos uma série de exemplos práticos dos tipos de prejuízos financeiros que fornecedores críticos podem proporcionar, e a necessidade de um controle mais exigente deles dentro das etapas da jornada de sucesso do fornecedor

Uma gestão de fornecedores que inclui a coleta e atualização documental de forma técnica e rigorosa, bem como o acompanhamento recorrente de indicadores de saúde financeira e de performance, garante que sua empresa mitigue prejuízos potencialmente milionários.

Conclusão

Neste texto, demonstramos o que significa fazer um bom processo de gestão de fornecedores, seguindo as técnicas modernas de Supplier Relationship Management (SRM), além de conhecer os principais motivos, ferramentas e benefícios práticos de sua realização.

Também apresentamos a metodologia de gestão de fornecedores da Linkana por meio da nossa jornada de sucesso do comprador, onde nossa solução segmenta as etapas e tarefas a serem realizadas por compradores e áreas de negócio da empresa, para garantir uma boa gestão e mitigação de riscos de fornecedores.

Se você entende que sua empresa chegou no momento de usar tecnologia para gerir fornecedores de uma maneira melhor e segura, entre em contato conosco

Estamos prontos para entender seus desafios, bem como lhe ajudar a estruturar a maneira que nosso software vai ajudá-lo a reduzir custos e gerar retornos financeiros para sua companhia.

Você também pode solicitar uma avaliação gratuita de nossos serviços. Basta preencher o formulário a seguir para receber um diagnóstico de risco de CNPJ de um potencial fornecedor:

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.