Gestão do risco operacional: entenda o conceito e conheça boas práticas para sua empresa

A gestão do risco operacional é a principal preocupação dos executivos de grandes empresas. A revelação surgiu em um evento realizado pela Amcham-São Paulo, onde 25,7% dos 140 profissionais apontaram esse risco como o mais relevante para suas organizações.

Entretanto, nem todas as empresas dedicam o tempo e dinheiro necessário para esse problema. Nessa mesma pesquisa, 22,5% dos executivos afirmaram não realizar ações desse tipo e 20,5% revelaram não ter um departamento exclusivo, mas que “todas as áreas do negócio realizam ações pontuais de gerenciamento de riscos”. Já o número de empresas que possuem um departamento exclusivo para possíveis perdas é de 33%.

Se esse tipo de ameaça é igual importante para você, por que sua empresa faz parte dos 20,5% ao invés dos 33%?

Para lhe ajudar, preparamos um artigo com tudo que você precisa saber sobre gestão do risco operacional. Continue a leitura!

O que é risco operacional?

Em linhas gerais, podemos definir os riscos operacionais como todas as falhas dentro de uma empresa que podem gerar algum tipo de dano. 

Mas esse dano não é apenas o monetário, o principal na lista de preocupações: perda de tempo, atrasos na linha de produção e tarefas incompletas ou mal executadas também estão inclusas nesse tipo de risco.

E os colaboradores também não são os únicos responsáveis pela preocupação da empresa. Problemas em tecnologias usados na empresa e na produção também estão dentro da gestão do risco operacional.

Ao falarmos de problemas, podemos dividi-los em três principais segmentos:

  • Falhas – Erros corriqueiros causados, por exemplo, pelo esquecimento de um colaborador ou desatenção de um fornecedor, que são resolvidos facilmente;
  • Deficiências – Ausências que afetam os processos da organização, como a falta de um departamento, colaborador ou ferramenta para executar a tarefa necessária;
  • Inadequações – Problema mais profundos que ocorrem há anos e afetam a rotina da empresa, mas que nunca foram solucionados. Dentre os exemplos desse risco operacional estão máquinas antigas, líderes sem treinamento adequado e fornecedores superfaturados.

Como fazer uma boa gestão do risco operacional?

Fazer uma boa gestão de risco operacional é essencial para mitigar situações de risco e levar mais estabilidade para a empresa. 

Quando falamos do risco operacional, isso significa começar identificando quais são os riscos operacionais que afetam a empresa de uma maneira geral e quais são riscos específicos de cada um departamento.

Se a sua empresa também não possui uma estrutura de apetite aos riscos, é recomendada uma avaliação interna para entender até que ponto a empresa não só deseja, como pode arcar com seus perigos.

Um programa de compliance também é de grande valia para ajudar a empresa a se manter dentro da cultura e dos padrões profissionais e éticos determinados por ela e então não assumir mais riscos que o correspondente ao seu modelo de negócios. 

Com essas informações, é iniciado o processo de definir quais são os riscos mais preocupantes e as maneiras de anulá-los ou mitigá-los. Ademais, os riscos que não deixarão de existir também merecem ganhar um plano de contingência para o caso dele se tornar uma realidade.

Outros pontos importantes de serem levantados na gestão do risco operacional são:

  • Definir estratégias de controle preventivo para identificar, monitorar e controlar as áreas mais expostas a risco;
  • Desenvolver uma governança corporativa; 
  • Avaliar a adoção de sistemas de redundância;
  • Investimento em treinamentos e capacitações;
  • Utilizar recursos de comunicação interna para promover a conscientização do risco e a transparência entre departamentos.

Gestão do risco operacional também significa olhar para fora

Quando falamos de riscos operacionais, é essencial lembrar que eles estão tanto dentro como fora da empresa. Por isso, é igualmente importante ter um olhar para detectar e controlar possíveis possíveis falhas, deficiências e inadequações com parceiros e fornecedores.

Além dos exemplos de risco operacional que citamos anteriormente, também podemos citar problemas de desabastecimento de matérias-primas e a falência de fornecedores que proveem suprimentos de difícil aquisição para a empresa.

De acordo com o empresário Philip Crosby, 50% dos problemas detectados nos produtos feitos por uma organização estão relacionados aos fornecedores. 

Por isso, a matriz de Kraljic surge como uma importante ferramenta para apoiar a gestão dos riscos operacionais. Esse modelo de classificação e avaliação de fornecedores tem como objetivo considerar o nível de importância de cada fornecedor em relação a cadeia produtiva da empresa. 

Nela, as matérias-primas necessárias para a empresa são avaliadas olhando para seu impacto financeiro, participação do item no faturamento, risco de abastecimento e a dificuldade de encontrar o produto no mercado.

Com todos esses pontos avaliados, os suprimentos são classificados como:

  • Não críticos – Presentes em abundância no mercado e com baixo impacto no padrão de qualidade do produto final;
  • Itens de gargalo – Não possuem um grande impacto financeiro, mas precisam ser olhados com cuidado para não ficarem escassos;
  • Itens de alavancagem – Grande importância no faturamento da empresa, mas com um risco baixo de abastecimento;
  • Itens estratégicos – Aqui estão produtos específicos que são imprescindíveis para o faturamento da empresa e com difícil aquisição, se tornando de alto risco de desabastecimento.

Com todos os suprimentos reunidos em seus respectivos quadrantes, a organização consegue identificar quais dos suprimentos devem receber uma maior atenção da equipe de Procurement para evitar desabastecimento e atrasos na produção, que podem afetar o faturamento da empresa por consequência.

O vídeo abaixo também pode lhe ajudar com possíveis dúvidas sobre a Matriz de Kraljic:

Outra maneira de gerenciar o risco operacional externo é por meio de ferramentas que levam mais segurança à rotina de Procurement, como a Linkana.

Uma plataforma especializada em automatizar toda a coleta e validação de documentos e informações qualificação e homologação de fornecedores, ela utiliza tecnologias como o RPA e o Machine Learning para buscar dados cadastrais, emitir certidões e validar documentos corporativos a fim de garantir que os dados necessários ao cadastro de um parceiro venham da maneira mais rápida e consistente possível.

Comece a gestão do risco operacional agora mesmo com a nossa ajuda. Preencha o formulário abaixo e receba uma análise gratuita de um fornecedor:

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.