Conheça os principais indicadores de risco operacional e como mapeá-los de forma efetiva

A consultora PwC Brasil define risco operacional como “o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos, ou de eventos externos”. 

Um dos riscos mais comuns e imprevisíveis dentro das empresas, eles são parte indispensável da gestão de riscos da empresa e devem ser vistos como uma prioridade na mitigação de possíveis ameaças.

E para ajudar nessa mitigação estão os indicadores de risco operacional, que podem ser usados para avaliar a probabilidade de concretização e impacto dos riscos aos quais a organização está exposta. Vamos olhar mais de perto quais são essas importantes métricas?

Como identificar quais são os principais indicadores de risco operacional?

Os indicadores de gestão de risco, sejam eles operacionais, financeiros, reputacionais ou outros devem servir como alertas para a empresa saber quais ações de mitigação são mais urgentes.

Ademais, os indicadores também conseguem mostrar à empresa se as ações de mitigação estão sendo efetivas e quais precisam ser repensadas para sofrerem uma redução maior.

Mas quando falamos de riscos, é importante começar lembrando que cada empresa possui diferentes apetites ao risco, prioridades e estratégias de negócio. Portanto, a lista de indicadores deve ser adaptada para a realidade da organização em questão com o intuito de oferecer a melhor gestão dessas ameaças.

Por isso, para identificar os indicadores é importante ter um gestor ou uma equipe com extenso conhecimento sobre a cultura e objetivos da empresa, além dos riscos que podem atrapalhar essas metas.

De maneira geral, os indicadores de risco operacional devem:

  • Ser auditáveis, possibilitando verificar como foi feita a coleta e organização dos dados
  • Ser dimensionáveis, podendo serem analisados através de números ou gráficos
  • Ser comparáveis, permitindo ser utilizado como referência e ser analisado contra informações anteriores ou de outros departamentos
  • Ser predizíveis, ajudando a empresa a agir de maneira preventiva
  • Terem uma periodicidade definida para trazer dados sempre corretos
  • Ter um colaborador ou equipe responsável para monitorá-lo

Além desses princípios básicos, também existem perguntas relevantes que podem ajudar nessa definição:

  • Qual é o apetite de risco da empresa?
  • Quais são os riscos que terão maior impacto?
  • Quais dos riscos estão dentro dos níveis de tolerância e quais precisam ser mitigados com urgência?

Dito isso, existem alguns indicadores de risco operacional que costumam afligir grande parte das empresas e provavelmente se encaixarão na realidade da sua instituição. São eles:

  • Falhas na segurança de dados e armazenamento de informações confidenciais;
  • Falhas na linha de produção, como falta de colaboradores, quedas de energia, má organização e desperdício exacerbado;
  • Problemas com fornecedores como matérias-primas danificadas, erradas ou em quantidade maior ou menor que o esperado. Também podemos incluir a falta de produtos no fornecedor ou a falência do mesmo;
  • Falhas técnicas de equipamentos fundamentais para a rotina de trabalho, desde problemas com a internet e com computadores até sistemas ultrapassados que atrasam a execução de processos e entrega de projetos;
  • Problemas com EPIs (Equipamento de proteção individual) e cuidados de segurança dos colaboradores em situações de risco.

Como mapear os indicadores de risco operacional?

Ao olharmos para os principais indicadores de risco operacional, ou indicadores-chave, é difícil reunir todos os seus complexos aspectos em um único espaço. Por isso, para facilitar o monitoramento, é sugerido o uso de diferentes indicadores para mensurar a probabilidade, o impacto e o plano de ação para aquela ameaça.

Um exemplo pode lhe ajudar a visualizar melhor o uso de todos os indicadores, então vamos lá: imagine que uma empresa de calçados concentra todo o fornecimento de solas de sapatos masculinos em um único fornecedor, que entra com um pedido de falência.

Nesse caso, o indicador-chave de risco operacional seria “perda de matéria-prima na empresa”. Agora olhando para os três indicadores citados, isso é traduzido para:

Probabilidade: Com o valor da matéria-prima defasada com o mercado, a empresa não recebe o valor suficiente para pagar suas contas e ter um lucro. 

Impacto: Queda ou paralisação na produção, levando a organização ao não-cumprimento de contratos de entregas de produtos, sofrendo então um prejuízo financeiro e reputacional.

Plano de ação: Buscar em uma rede de fornecedores outros possíveis parceiros confiáveis para atenderem à demanda e impedir um desabastecimento do suprimento na linha de produção.

Já identifiquei todos os indicadores de risco operacional na minha empresa. E agora?

Você já definiu todos os indicadores de riscos operacionais, ótimo. Agora que sua equipe possui todos os dados em mãos, é iniciado o processo de padronização de tratamento dos riscos. Nele deverão ser adicionadas todas as ações que podem ser conduzidas com cada risco segundo a relevância dela para a empresa.

Desde mudanças feitas na área em questão, contratação de novos profissionais e investimentos em novos equipamentos ou softwares que aprimorarão a rotina da empresa e auxiliarão na mitigação dos riscos, como a Linkana.

Com um setup fee de parametrização inicial do ambiente e um valor de assinatura mensal fixo de acesso à ferramenta de governança, sua empresa pode automatizar todo o processo de qualificação de fornecedores e Compliance, oferecendo à sua gestão de Procurement a chance de diminuir a burocracia e mitigar riscos nessas parcerias.

Já o armazenamento em nuvem da empresa acontece na Google Cloud Platform, um ambiente seguro, confiável e de fácil acesso por qualquer usuário de sua empresa.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.