Gestão de risco de crédito: conheça 4 boas práticas para levar mais segurança para sua empresa

Em um mercado cada vez mais competitivo e com tantos fatores externos influenciando o fluxo de caixa, as empresas vêm buscando maneiras de seguir de portas abertas – e a inadimplência acaba crescendo como consequência.

Logo no início da pandemia causada pelo Covid-19 os bancos já puderam notar o impacto: no primeiro trimestre do ano, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil destinaram R$ 28 bilhões para bancar possíveis calotes de empréstimos concedidos no passado (R$ 10 bilhões a mais que o mesmo período de 2019).

É por isso que a gestão de risco de crédito se torna uma aliada cada vez mais poderosa na inversão deste cenário. Não conhece essa prática, que pode garantir uma melhor saúde financeira para seu negócio e para as relações com os fornecedores? 

Elaboramos um conteúdo para lhe apresentar o que é o risco de crédito, como funciona sua gestão e quais são as melhores práticas para adotar nos seus relacionamentos com os fornecedores. Confira!

O que é risco de crédito e como funciona sua gestão? 

Não temos como falar da gestão de algo sem você entender primeiro o que é o risco de crédito, não é mesmo? De maneira simplificada, o risco de crédito é a probabilidade de um consumidor não quitar uma dívida. Por isso, o risco é de quem concede o crédito e que pode não receber o valor combinado.

Já quando falamos da relação entre empresa e fornecedor, o cenário é um pouco diferente. Nesse caso, o risco de crédito está na empresa contratante em não receber o produto pelo qual ela pagou. 

Já a gestão de risco de crédito é como a empresa vê o descumprimento desse acordo e quais ações ela pode tomar para mitigar esses riscos e possíveis prejuízos. A gestão está embasada em 5 pilares, que são:

  • Capacidade: condições de crédito que o solicitante tem para pagar a dívida;
  • Caráter: está ligado ao histórico financeiro do solicitante e a reputação financeira dele. Está principalmente ligada às transações anteriores;
  • Capital: avaliação do patrimônio líquido do cliente;
  • Colateral: garantias oferecidas em troca do empréstimo, como imóveis, equipamentos e outros;
  • Condições: situação financeira atual do cliente, suas expectativas e perspectiva de crescimento ou declínio.

Esses pilares são tão importantes que se tornaram assunto de vários vídeos, como o webinar que você pode assistir abaixo:

Quais são as boas práticas para a gestão de risco de crédito?

Para que sua empresa tenha uma avaliação correta dos fornecedores e consiga realizar uma gestão de risco de crédito eficiente, algumas práticas podem ser aplicadas. Confira abaixo as principais maneiras de levar mais segurança para seu negócio.

Conheça tudo que puder dos fornecedores

Essa é a primeira etapa que vamos abordar porque é com ela que você conseguirá se orientar para os próximos passos. 

A avaliação dos 5 Cs dos fornecedores é uma estratégia adotada em grande parte das empresas por oferecer uma maior garantia de que esse acordo funcionará para ambas partes. 

As informações levantadas segundo os 5 Cs constituem o ponto de partida para que seja possível tomar decisões com um maior embasamento.

Automatize as análises

Se a sua empresa possui milhares de fornecedores, realizar a avaliação dos 5Cs para todos pode parecer uma tarefa assustadora. Então vamos falar sobre como a tecnologia pode ajudar a levar mais segurança à gestão de risco de crédito? 

Com a automação das análises dos fornecedores, é possível reduzir gastos financeiros e de tempo sem perder qualidade do trabalho.

Por meio de tecnologias como RPA e Machine Learning, os dados de diversas fontes, como histórico de transações financeiras, bancos de dados públicos e privados ou consultas cadastrais em órgãos públicos são avaliados com mais agilidade e segurança, já que erros ocasionados por análises manuais são evitados.

Uma das empresas que pode lhe fornecer isso é a Linkana, que utiliza robôs para consultas públicas e Machine Learning na análise de informações privadas, assim como a emissão, organização e análise de consultas e de Compliance dos fornecedores.

A tecnologia chegou para ajudar as empresas a mitigar burocracia, diminuir os custos e reduzir o tempo gasto em tarefas “mecânicas”, então não deixe essa inovação de lado.

Adote o SLA

São decisões conscientes e ponderadas que garantirão o futuro de qualquer organização. E a adoção de um SLA, sigla para Service Level Agreement (ou Acordo de Nível de Serviço, em português) é uma das melhores opções para a sua instituição.

Esse documento, firmado entre cliente e fornecedor, garante a qualidade dos serviços prestados, conforme a demanda inicial da empresa contratante. Ou seja, ele é um acordo que fixa um nível mínimo dos serviços.

Com ele, a empresa contratante ganha uma maior garantia de que a matéria-prima ou serviço contratado será entregue dentro da quantidade, qualidade, velocidade e eficiência esperada, poupando-a de riscos de desabastecimento.

Tenha uma rede de fornecedores

Apesar de você já ter feito uma análise completa de todos os fornecedores e sabe que todos os parceiros não correm riscos de causarem rupturas ou desabastecimentos, o futuro é imprevisível.

Por isso, uma rede de fornecedores pode ajudar a sua organização a ter alternativas de qualidade e não depender de apenas um parceiro.

A gestão de risco de crédito é um processo essencial para empresas atualmente, especialmente em momentos com tantas incertezas como esse que vivemos. Garantir bons negócios com fornecedores qualificados é a base para que sua empresa possa atuar com menos preocupações sobre inadimplências.

E se você quer evitar esses riscos na sua instituição, não deixe de investir em quem pode lhe ajudar, como a Linkana. Preencha o formulário abaixo e veja como podemos lhe ajudar:

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.