Plano de mitigação de riscos: passo a passo para montar um

Os riscos fazem parte da nossa rotina. Seja no ambiente pessoal ou profissional, sabemos que eles existem e estão em toda a parte.

Dentro da sua empresa você até pode saber quais são os perigos de cada um dos departamentos, mas você já pensou em como um plano de mitigação de riscos poderiam ajudá-los?

Neste texto você vai descobrir os passos para criar um plano de mitigação de riscos que lhe ajudará a tratá-los, para que pequenas preocupações não se tornem grandes problemas na sua instituição.

E se você está pensando “por que reduzir um risco ao invés de removê-lo de uma vez e não ter que se preocupar?”, vai entender rapidamente a importância de um plano.

Existem riscos que não podem ser totalmente eliminados, portanto, deve existir um planejamento para que consiga tomar decisões racionais que resultem na menor quantidade de prejuízos possíveis.

Está com papel e caneta na mão? Então vamos lá!

Plano de mitigação de riscos: passo a passo

1º passo – Mapeando a empresa e possíveis riscos de cada departamento

Antes de pensar em planejamento, vem a pergunta: você sabe tudo sobre a empresa? Quais são os principais riscos de cada setor? Quais são os setores mais expostos?

Olhar para departamentos que movimentam a receita do seu negócio, como RH, financeiro, vendas e Procurement e saber o que acontece em cada um deles que pode lhe prejudicar é essencial para a saúde da empresa.

Para que nada escape, faça um brainstorming com toda a equipe e também pesquise sobre o assunto. O essencial é que nenhuma situação, por menor e mais improvável, passe despercebida.

Afinal de contas, mapeando os riscos é possível antecipá-los antes mesmo que aconteçam, trazendo mais eficiência e confiança para as operações.

Se logo no primeiro passo você já se sentiu desanimado pela extensão do projeto, veja no vídeo abaixo alguns pontos sobre a importância da mitigação de riscos para motivá-lo:

2º passo – Montando a estratégia do plano de mitigação de riscos

Você sabe quais são todos os riscos e cenários que sua empresa pode se encontrar em cada departamento. 

Agora vem uma das mais importantes etapas de todo o processo: decidir como lidar com cada dessas possibilidades.

Aceitar certos riscos

Se o gestor do setor acredita, por exemplo, que mesmo o risco se tornando uma realidade os prejuízos serão proporcionalmente pequenos em relação ao benefício de todo o projeto, pode ser uma decisão válida e eficiente assumi-los.

Recusar ter esse risco na sua empresa

Também há o cenário inverso, em que a confirmação dessa possibilidade seja catastrófica: então talvez seja válido considerar uma mudança na estratégia para que esse risco chegue a zero ou próximo de zero.

Uma decisão como essa pode ser vista como conservadora, mas deve ser considerada com cuidado se o impacto negativo do risco assumido é alto demais, ou o benefício do projeto não compensar sua assunção. 

Transferência de riscos

Nessa possibilidade, onde falamos de repassar as responsabilidades, podemos exemplificar desde a designação de um setor exclusivo para cuidar desse risco ou até a terceirização por uma empresa

Mas atenção: caso opte por terceirizar, se resguarde ao máximo e inclua cláusulas no contrato sobre o repasse para a empresa contratada de prejuízos financeiros relativos àquele risco. Entretanto, as manchas na reputação causadas por um erro, vão incidir sobre ambos.

Se aproveitar de riscos positivos

Acredite, nem todo risco é negativo! Você aumentar a produção de um produto pela alta demanda, que pode ocasionar uma falta de matéria-prima é um exemplo. 

Nesse tipo de situação, que tal seguir com o projeto, colher as vantagens e avaliar a situação quando realmente for necessário?

Diminuir um risco

Quais estratégias podem diminuir a probabilidade e o impacto dos riscos – negativos e também os positivos – sobre um projeto? Olhe para a experiência e conhecimento da equipe mas também para os números, que ajudarão a comprovar os resultados e as decisões.

3º passo – Estabeleça níveis de prioridade aos riscos

Estabelecer níveis de prioridade aos riscos da sua empresa é importante para ajudar a decidir como será realizada a mitigação de cada um deles. Uma das várias maneiras de criar essa decisão é listando os diferentes tipos de risco, como:

  • Fraudes
  • Sustentabilidade
  • Empréstimos
  • Fornecedores

Você acredita que uma fraude financeira seria a mais prejudicial na sua empresa? Ou acha que uma parceria com um fornecedor envolvido com trabalho escravo seria o principal risco para seu negócio?

Ao definir níveis de prioridade para determinados tipos de riscos, você pode decidir quanto esforço dedicar para a mitigação de cada um deles.

4º passo – Criar um plano de ação

Esse passo nada mais é que a própria mitigação dos riscos. É aqui que serão implantados novos processos operacionais, códigos de ética e conduta, além do controle e segurança total das informações.

Também vale citar que quaisquer que sejam as decisões tomadas no plano, é válido documentar todo o processo, pois ele poderá ser aplicado em futuras gestões da empresa ou reavaliado após certo período de tempo.

Leia também: Como fazer a gestão de risco de fornecedores

5º passo – Acompanhar os resultados periodicamente

Os riscos em um projeto não serão os mesmos no início e final dele. Por mais precavido que você tenha sido, situações fora do seu controle – como uma crise econômica, política ou até mesmo de saúde, como a pandemia causada pelo novo coronavírus – podem afetar o planejamento e o impacto positivo e negativo desse projeto.

A empresa como um todo pode ter passado por mudanças desde a implementação do plano de mitigação de riscos. Por isso é essencial que os resultados dos projetos da instituição sejam acompanhados periodicamente para ter certeza que as mudanças implementadas com a mitigação de riscos tenham surtido efeito.

Passos complementares para aprimorar seu plano de mitigação de riscos

Esses são os principais passos em um plano de mitigação de riscos, mas há muito mais que pode ser feito dentro da sua instituição, como:

Mudança na cultura da empresa

Um plano de mitigação é parte de um gerenciamento de riscos, que depende da colaboração de todos os colaboradores, gestores e investidores. Portanto, as metas do plano devem ser colocadas em frente aos interesses pessoais das pessoas para quem o plano seja o mais efetivo possível

Se todos trabalharem em equipe, todo o projeto se torna mais fácil, os riscos diminuem e, claro, o rendimento aumenta.

Implantação de tecnologias

Em um processo tão complexo como esse, você pode estar preocupado com a quantidade de informações que precisará colher e como realizar tantas mudanças. Mas parou para pensar em como as tecnologias podem lhe ajudar nesse processo?

Em Procurement, por exemplo, que lida com uma gama de fornecedores e, portanto, é um setor que se encontra extremamente exposto aos problemas, por que não encontrar tecnologias que ajudem a mitigar riscos?

A Linkana é uma dessas soluções. Reduzindo a burocracia e mitigando riscos em processos de homologação e cadastro de novos fornecedores, com o uso de robôs para rotinas de consultas e análises públicas de Compliance, ela simplifica e integra a análise e controle de documentos privados de suas rotinas de cadastro e qualificação.

Por embarcar o Compliance ao Procurement em uma solução simples e eficiente, se utilizando das melhores tecnologias em RPA, automação e Machine Learning, ela cria uma experiência unificada e completa para todas as áreas e responsáveis envolvidos.

Leo Cavalcanti

Leo Cavalcanti

Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Finanças, soma mais de 05 anos de experiência com rotinas de auditoria empresarial e tributária, além de conhecimento em controladoria e práticas de departamento jurídico corporativo. Atualmente é CEO e um dos co-fundadores da Linkana.