Risco de imagem: O que é e seu impacto no resultado da empresa

O que é risco de imagem?

Também conhecido como risco reputacional, riscos de imagem estão ligados a problemas e danos relacionados à imagem e a marca de uma empresa.

No mundo corporativo, a reputação de uma empresa é um dos seus maiores ativos, e também um dos mais frágeis, que não vale a pena arriscar. Por outro lado, temos assistido diversas crises corporativas como, por exemplo, as vivenciadas por grandes empresas como Vale, Extra, Petz e Boeing, dentre outras. Essas crises surgem a partir de inúmeras variáveis de risco e causam danos à reputação, reduzindo o valor de mercado dessas empresas. 

A partir de 2014, graças às polêmicas da Operação Lava-Jato, o assunto ganhou importância e as empresas brasileiras começaram a investir cada vez mais em políticas de compliance, com o objetivo de evitar fraudes em um processo mais elaborado de gestão e monitoramento de fornecedores e prestadores de serviços.

Entretanto, todas as crises apontam para uma falha fundamental nas organizações: sua vulnerabilidade aos danos de reputação e a falta desses processos capazes de antecipar os diferentes acontecimentos, sejam internos ou externos.

Quando falamos de riscos internos, é possível treinar os colaboradores, já com os terceiros, o nível de controle é menor – você só pode ir até certo ponto. Por isso, na relação com eles, é importante que você tenha no seu radar 4 tipos de riscos de imagem:  

 • Risco Ético: possibilidades relacionadas a fraudes e envolvimento de pessoas ou empresas com corrupção 

• Risco Financeiro: relacionado ao risco de crédito, ou seja, possibilidade de inadimplência

• Risco de Produto ou Serviço: relacionado à qualidade e procedência de um produto ou serviço, ou até mesmo ao atendimento prestado 

• Risco de Segurança: relacionado à segurança física ou digital de pessoas, bens e processos – esse risco ganhou notoriedade com a chegada da LGPD.

Impactos do risco de imagem

Nos últimos anos, ocorreram diversos casos práticos de empresas que sofreram graves prejuízos financeiros decorrentes da desvalorização de suas marcas. Um dos casos mais famosos foi o da empresa do setor têxtil Zara foi autuada pela fiscalização do Ministério do Trabalho em São Paulo, por ser acusada de descumprir um compromisso, assinado em 2011, para aperfeiçoar as condições de trabalho, segurança e saúde.

Na época, fiscais constataram que uma fornecedora da Zara havia subcontratado uma oficina que submetia bolivianos e peruanos a condições degradantes para produzir roupas para a marca. A empresa recebeu duas multas, que, juntas, somam o valor de R$ 840 mil.Em consequência desse episódio, as ações de sua controladora chegaram a cair até 4%.

Outro caso relevante foi o ocorrido com a Samsung, em 2016, que também poderia ter evitado correr esse risco de imagem caso tivesse tomado os devidos cuidados. 

As baterias fornecidas para a montagem de um novo celular da gigante norte-coreana tinham defeito de soldagem, o que causou curto-circuitos e celulares que explodiam em pleno lançamento de produto. 

Como consequência, estima-se que a Samsung teve prejuízo de US$ 10 bilhões e suas ações chegaram a cair 8%, sem contar o prejuízo que teve em relação a sua marca, que perdeu bastante mercado naquele momento.

O mesmo aconteceu com o Carrefour: seus prestadores de serviço na área de segurança foram responsáveis pela morte de um cliente, João Alberto Silveira Freitas, homem negro, – causando indignação geral, repercussão internacional negativa e queda no valor de suas ações. O fato ocorreu ano passado, na véspera do Dia da Consciência Negra

Já a Vale teve uma perda milionária e terá longo caminho para recuperar a imagem, depois de ter se envolvido em duas das maiores catástrofes ambientais e humanas dos últimos anos do Brasil. 

Em Brumadinho, o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, e em Mariana, o rompimento da barragem de Fundão, da sua controlada Samarco. Isso também mostra a importância de investir na sustentabilidade na cadeia de fornecedores. 

imagem de brumadinho após destruição da represa
Brumadinho após destruição da represa

Como mitigar esse risco?

A integridade dessa imagem está diretamente ligada a seleção e gestão dos seus fornecedores, parceiros e empresas com as quais a empresa se relaciona em geral. 

Por isso, blindar esse patrimônio invisível com estratégias para mitigar os riscos é essencial. Dessa forma, a gestão de risco reputacional precisa fazer parte da sua governança corporativa, cobrindo até mesmo as parcerias e cadeia de suprimentos da empresa.

É importante entender qual o risco de imagem que o fornecedor pode trazer para a operação da contratante e direcionar uma homologação preventiva para se resguardar. 

É de fundamental importância  as empresas compreenderem quem são seus fornecedores e as questões estratégicas nas quais eles estão interessados; estabelecer um planejamento pró-ativo sobre as questões que podem impactar sua reputação e alinhar a governança e a organização em torno do risco de imagem. 

Com isto, a empresa não precisará decidir por um fornecedor apenas por questões de custos, mas também por riscos envolvidos naquela contratação. Para essas questões de controle de fornecedores e redução de riscos inerentes à prestação de serviços e produtos, existem softwares especializados como a Linkana para dar visibilidade e mitigar os riscos de imagem de acontecer.

Beatriz sanchez

Beatriz sanchez

Beatriz Sanchez é formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi em 2019, com 2 anos de experiência em design gráfico, agora graduanda em Direito e Estagiária na área de Operações/Compliance da Linkana.